InícioBrasilDireitos HumanosFiocruz lança Galeria a Céu Aberto com obras de João Roberto Ripper

Fiocruz lança Galeria a Céu Aberto com obras de João Roberto Ripper

Com 50 anos de carreira, João Roberto Ripper, um dos mais importantes fotógrafos humanistas do Brasil, inaugurou nesta segunda-feira (15) a exposição gratuita Humanidades, composta por 20 fotos relacionadas aos direitos humanos. A mostra, em homenagem a Ripper, marca a abertura da Galeria a Céu Aberto, localizada no gramado lateral da Biblioteca de Manguinhos, no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As fotografias retratam diversos momentos da trajetória de Ripper, com ênfase nas populações mais vulneráveis. Aos 76 anos, Ripper afirma que a nova galeria promove a discussão sobre humanidades e direitos humanos.

“Abre espaço também para que outros fotógrafos usem esse espaço. É importante criar espaços onde esses trabalhos possam se multiplicar. A Fiocruz vai disponibilizar esse material para as organizações de direitos humanos”, declarou Ripper.

O fotógrafo e curador da exposição, Dante Gastaldoni, explicou que selecionou 20 fotos que visam representar a obra de Ripper, destacando o aspecto do afeto.

“É uma fotografia fruto da relação de afeto entre fotógrafo e fotografados. A gente se apegou ao afeto que transborda da obra do Ripper. É uma ode ao amor, ao afeto, à solidariedade expressa em fotografias”, afirmou Dante.

Rodrigo Murtinho, pesquisador em saúde pública e professor do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict/Fiocruz), um dos coordenadores da nova galeria, contou que teve a ideia do espaço em 2018, durante uma viagem a Montevidéu, no Uruguai, onde viu uma exposição de fotos sobre refugiados em uma galeria a céu aberto no Parque Rodó.

“Não tinha ninguém melhor do que o próprio Ripper para inaugurar essa galeria. São mais de 50 anos dedicados aos direitos humanos de forma ampla. Aqui, na Fiocruz, a gente trabalha com o conceito ampliado de saúde, que é sinônimo de cidadania e que dialoga diretamente com os direitos humanos”, destacou Murtinho.

Esses registros fazem parte do Acervo João Roberto Ripper, no Fiocruz Imagens. Integrando as iniciativas de Acesso Aberto da Fiocruz, o projeto visa a conservação e divulgação do trabalho do fotodocumentarista, reunindo mais de 180 mil fotogramas em película de Ripper, que estão sendo digitalizados e catalogados.

Fonte: Agência Brasil

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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