A violência contra pessoas idosas no Rio de Janeiro aumentou de 2.386 casos em 2024 para 2.967 em 2025, representando um crescimento de 24%. Esse dado foi apresentado no painel “Cenário da Violência contra a Pessoa Idosa”, promovido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa.
As informações foram divulgadas pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Pessoa Idosa (CAO) nesta segunda-feira (15). O procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, ressaltou o compromisso da instituição com a proteção da população idosa do estado.
“Precisamos conscientizar a sociedade sobre a importância do respeito aos direitos das pessoas idosas, assim como também é necessário estimular o poder público para que forneça atendimento digno a essa parcela da população, com uma rede de apoio estruturada e equipamentos adequados. A violência não é apenas física, mas também ocorre por meio de fraudes e, cada vez mais, crimes cibernéticos”, afirmou.
Em 2025, 2.816 pessoas foram vítimas de violência, com a grande maioria sendo mulheres, totalizando 2.002 registros. A maior parte das violências ocorre no ambiente doméstico, com 2.154 casos denunciados. A negligência, que se refere à falta de atenção e cuidados para com os idosos, revela-se como a principal forma de violência, respondendo por 29% dos casos.
“Infelizmente, também notamos a invisibilidade de muitos casos de violência, que resulta em subnotificação. O papel do Estado é crucial para combater essa situação de forma eficaz, uma vez que muitas famílias não têm condições financeiras ou uma rede de apoio para atender os cuidados necessários”, destacou.
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Conforme o coordenador do CAO, Luiz Cláudio Carvalho, “a perda de independência e autonomia está diretamente relacionada ao aumento de casos de abandono e negligência identificados pelo MP”.
Denúncia
A população pode denunciar ao MPRJ casos de violência contra a pessoa idosa pelo telefone 127 e pelos canais oficiais da Ouvidoria. O contato também pode ser realizado pelo telefone 100 (Disque 100), canal do governo federal dedicado ao recebimento de denúncias de violações de direitos humanos.
Fonte: Agência Brasil

