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Julho Amarelo destaca a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das hepatites virais.

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A campanha Julho Amarelo, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento das hepatites virais. Essas doenças afetam o fígado e, se não identificadas e tratadas a tempo, podem levar a complicações graves, como cirrose e câncer hepático.

Segundo o último boletim epidemiológico, entre 2021 e 2025, foram registrados 1.444 novos casos de hepatites virais no Distrito Federal. Destes, 526 (36,4%) foram hepatite B, 914 (63,3%) hepatite C e quatro (0,3%) hepatite D. No mesmo período, foram notificados 206 óbitos relacionados às hepatites B e C.

Cuidados que salvam

Embora exista tratamento para todas as formas de hepatite, manter a vacinação em dia é a maneira mais eficaz de proteção contra a hepatite B. O imunizante está disponível nas unidades básicas de saúde (UBSs).

A vacina contra hepatite B é administrada em quatro doses: a primeira ao nascer, seguida de doses aos 2, 4 e 6 meses. Para crianças a partir de 7 anos, adolescentes e adultos, o esquema é de três doses, com a segunda dose um mês após a primeira e a terceira seis meses depois.

A vacina contra hepatite A faz parte do calendário infantil, com uma dose aos 15 meses. Para adultos, o imunizante está disponível para grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, usuários de PrEP e pessoas com hepatopatias crônicas, com um esquema de duas doses.

Outras medidas igualmente importantes para prevenir a hepatite incluem lavar bem as mãos e os alimentos, consumir água tratada, usar preservativo nas relações sexuais e não compartilhar objetos que possam ter contato com sangue, como lâminas de barbear, escovas de dentes, alicates de unha, agulhas e seringas.

As UBSs também oferecem testes rápidos para a detecção das hepatites B e C. O exame é gratuito e permite obter resultados em poucos minutos, possibilitando o início precoce do tratamento, se necessário. Todas as gestantes no 1º trimestre da gravidez devem fazer o teste para a doença.

Tipos das virais

As hepatites virais são classificadas em cinco tipos: A, B, C, D (Delta) e E, cada uma com formas diferentes de transmissão. A hepatite A está relacionada principalmente à ingestão de água ou alimentos contaminados e à falta de saneamento básico e higiene, mas também pode ser transmitida por práticas sexuais com contato oral-anal.

A hepatite B, por sua vez, é comumente transmitida por relações sexuais desprotegidas e contato com sangue contaminado. A hepatite C é propagada principalmente pelo contato com sangue infectado, como no compartilhamento de agulhas, seringas e outros materiais perfurocortantes.

As hepatites virais podem não apresentar sintomas, especialmente nas fases iniciais da infecção. Quando se manifestam, os sinais mais comuns incluem náuseas, vômitos, mal-estar, dor de cabeça, perda de apetite, urina escura, fezes claras ou esbranquiçadas, e icterícia (pele e olhos amarelados).

Como muitas pessoas permanecem assintomáticas por um longo período, o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir o risco de complicações.

Ministro considera tarifa dos EUA injusta e anuncia resposta do Brasil.

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, afirmando que a medida se baseia em argumentos que “não são reais”.

O governo brasileiro busca reverter a decisão por meio de negociações, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade.

A nova sobretaxa foi anunciada pelo governo estadunidense, justificando que o Brasil não adota mecanismos suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

A alíquota entra em vigor nesta sexta-feira (24) e, para parte das exportações brasileiras, somará à tarifa de 25% que já está em vigor.

Brasil contesta

Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo e rejeitou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.

“O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno,” declarou o ministro em entrevista coletiva.

Para o ministro, a nova tarifa foi construída sobre uma premissa equivocada.

“É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais,” acrescentou.

Setores afetados

Apesar de uma extensa lista de produtos isentos das novas tarifas, o ministro destacou que muitos setores da indústria brasileira sofrerão com a cobrança acumulada de 37,5%.

“Lamentavelmente, setores como calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos não farmacêuticos estarão sujeitos à dupla taxação, resultando em tarifas de 37,5%,” ressaltou.

Segundo o MDIC, produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas estão isentos tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%.

Ao todo, cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficaram isentos das duas medidas.

O MDIC ainda não possui uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação, e o governo continuará a fazer o levantamento dos itens afetados pelas sobretaxas.

Negociação primeiro

O ministro reafirmou que o governo brasileiro continuará priorizando o diálogo com Washington para tentar reverter as tarifas.

Simultaneamente, destacou que o país não abrirá mão dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para permitir respostas a medidas comerciais injustificadas.

“O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil,” afirmou.

A adoção de medidas dependerá da evolução das negociações.

“O momento e a forma de fazê-lo serão determinados pelo tempo. O interesse primário é negociar e evitar essas tarifas, que são extremamente injustas e danosas,” concluiu.

Próximos passos

De acordo com Márcio Elias Rosa, a prioridade do governo é apoiar os setores mais afetados, ampliar a busca por novos mercados e preparar a estratégia jurídica e diplomática do Brasil.

O ministro informou que o governo pretende retomar as conversas com as autoridades americanas no próximo mês, após finalizar o levantamento dos impactos da nova medida sobre as exportações brasileiras.

Enquanto isso, empresas afetadas poderão contar com recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.

Fonte: Agência Brasil

Juíza interrompe perícia em celular encontrado na cela de Jairinho

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A 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, para anular a decisão que autorizou a quebra do sigilo dos dados do celular dele, apreendido na cela do presídio onde cumpre pena.

No entanto, a juíza Elizabeth Machado Louro determinou a suspensão dos efeitos da decisão até o julgamento do habeas corpus apresentado pela defesa. Assim, a juíza ordenou que o Ministério Público interrompa qualquer providência para a perícia do aparelho.

“Ante o exposto, indefiro o pedido de reconsideração/anulação da decisão. Por outro lado, verificando que a questão interligada à competência do juízo já é objeto de habeas corpus impetrado pela defesa, tenho por bem deferir o pedido subsidiário da defesa, para suspender os efeitos da decisão até o julgamento”, escreveu na decisão.

A apreensão é para verificar se Jairinho tentou interferir no andamento do processo.

Condenação

Em junho deste ano, o Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio condenou Dr. Jairinho a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel Medeiros, ocorrida em 8 de março de 2021. Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe da criança, teve seu crime desclassificado para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e recebeu o perdão judicial.

A professora Monique Medeiros teve o crime desclassificado de homicídio doloso (com intenção de matar) para homicídio culposo (sem intenção de matar) e recebeu o perdão judicial. Ela foi condenada a um ano e quatro meses de prisão pelo crime de omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. Como Monique já havia cumprido tempo de prisão preventiva, a pena dela foi considerada encerrada.

O julgamento durou 11 dias e é considerado o mais longo da história do Judiciário fluminense.

Fonte: Agência Brasil

STJ permite reinício da cobrança de dívidas do Grupo Manguinhos

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deferiu parcialmente o pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE-RJ) e suspendeu a decisão que proibia o cancelamento do parcelamento tributário e o prosseguimento das execuções fiscais contra empresas do Grupo Manguinhos, proprietário da antiga Refinaria de Manguinhos, agora chamada Refit. Essa suspensão permanecerá válida até que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) julgue o caso.

Na sua decisão, o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, afirmou que a manutenção da liminar causava grave lesão à economia pública ao impedir a cobrança de créditos tributários significativos e prejudicar a recuperação de receitas estaduais. O ministro ressaltou também o risco ao Estado devido a constrições patrimoniais provenientes de outros entes federativos, que poderiam dificultar a satisfação dos créditos do Rio de Janeiro.

O magistrado observou que o agravo interno apresentado pelo estado ainda não foi analisado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro devido ao afastamento do desembargador relator pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), diante de indícios de favorecimento ao grupo econômico beneficiado pela decisão questionada.

Fonte: Agência Brasil

Prorrogação do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina é possível.

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O agravamento da guerra no Oriente Médio levou o governo a prorrogar o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. Esse benefício, que estava vigente desde 25 de maio, terminaria no sábado (25) e foi prorrogado por 30 dias a partir de domingo (26).

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assinou na quinta-feira (23) à noite a portaria que oficializa a extensão do subsídio, criado para mitigar os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no Brasil.

O subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel permanece em vigor. No último dia 16, o Congresso Nacional prorrogou, por 60 dias, a Medida Provisória 1.363, que instituiu a subvenção.

O que é o subsídio?

Oficialmente chamado de subvenção econômica, o subsídio é um incentivo concedido pelo governo aos produtores e importadores de combustíveis para aliviar o impacto da alta dos preços internacionais sobre o consumidor.

Na prática, o governo cobre parte do custo da gasolina, permitindo que o aumento nas refinarias ou no mercado internacional seja sentido de maneira mais branda nos postos.

O pagamento é realizado diretamente aos produtores e importadores por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Por que o governo prorroga?

A principal razão é a nova alta nos preços do petróleo no mercado internacional.

Após um período de queda em junho, o barril de petróleo tipo Brent voltou a ultrapassar os US$ 100 essa semana, pressionado pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio.

De acordo com o Ministério da Fazenda, essa situação levou a equipe econômica a reavaliar o fim do benefício.

Em nota à Agência Brasil, a pasta já havia comunicado que estava em discussão “possível ato para viabilizar sua prorrogação, sem decisão certa sobre prazo e valor”, ressaltando que a medida dependeria de novas avaliações.

Influência da guerra

O governo havia indicado a possibilidade de encerrar o subsídio da gasolina neste mês após um acordo preliminar de paz entre Estados Unidos e Irã, em junho, que temporariamente reduziu o preço do petróleo.

No entanto, a reascensão das tensões alterou esse cenário.

No início de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo com o Irã havia fracassado e não tinha interesse em retomar as negociações. A intensificação do conflito novamente pressionou o mercado internacional de petróleo.

Adicionalmente, ataques a petroleiros no Mar Vermelho e os riscos à navegação na região elevaram as preocupações sobre a oferta mundial da commodity.

Impacto no Brasil

O petróleo é a principal matéria-prima na produção de gasolina, diesel e querosene de aviação.

Com a elevação do barril no mercado internacional, o custo dos combustíveis também tende a aumentar, impactando a inflação e aumentando as despesas com transporte de passageiros e cargas.

Foi precisamente para mitigar esse impacto que o governo instituiu as subvenções temporárias aos combustíveis.

Poucos dias após a introdução do subsídio da gasolina, a Petrobras aumentou o preço da gasolina A vendido às distribuidoras em R$ 0,48 por litro. Com o auxílio do governo, o reajuste efetivo foi reduzido para aproximadamente R$ 0,04 por litro.

Diesel permanece

O subsídio ao diesel continua garantido. A medida provisória que estabeleceu o benefício de R$ 1,12 por litro foi prorrogada por mais 60 dias.

Segundo a regra, ao final de cada período de dois meses, o ministro da Fazenda pode optar por manter, alterar ou encerrar a subvenção, garantindo que os beneficiários sejam informados com pelo menos 15 dias de antecedência.

Um outro subsídio para o diesel, de R$ 0,35, foi revogado em 1º de julho, após dois meses de vigência. Naquele momento, o barril de petróleo estava em torno de US$ 70, o que levou a equipe econômica a retirar o benefício.

Outras medidas

Além dos subsídios, o governo também implementou ações para mitigar os efeitos da alta do petróleo sobre os preços internos.

Na semana passada, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou um aumento na mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, medida que inicialmente vale por 180 dias.

A expectativa do governo é que o maior uso de biocombustível ajude a reduzir a dependência da gasolina derivada do petróleo e contribua para conter novos aumentos nos preços ao consumidor.

Fonte: Agência Brasil

Orientações sobre o que fazer e evitar em situações de desaparecimento de pessoas

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Não é necessário esperar 24 horas para comunicar o desaparecimento de uma pessoa. Estudos mostram que as chances de localização são maiores nas primeiras horas, tornando urgente o registro do boletim de ocorrência para iniciar a investigação o quanto antes. O primeiro passo é procurar a Polícia Civil do DF (PCDF): o registro pode ser feito presencialmente na delegacia mais próxima, por telefone no Disque 197, ou online, pela Delegacia Eletrônica. Em situações de emergência, também é essencial acionar a Polícia Militar (190).

Embora o registro online seja uma alternativa que acelera a comunicação do desaparecimento, um familiar ou responsável deve comparecer à delegacia mais próxima para complementar o registro. Nesse momento, informações como fotos, documentos, características físicas (altura, cor dos olhos, cabelo, tatuagens, cicatrizes, marcas de nascença) e vestimentas ou objetos que a pessoa usava na última vez que foi vista são fundamentais para auxiliar na investigação.

Informações sobre condições de saúde, deficiência, uso de medicamentos, estado emocional ou situação de vulnerabilidade também são importantes. Além das características físicas, é essencial contextualizar o desaparecimento: onde e quando a pessoa foi vista pela última vez, trajetos habituais, rotina, pessoas com quem mantinha contato, uso de veículos, entre outras informações.

Menores de idade

Quando o desaparecimento envolve crianças ou adolescentes, o Conselho Tutelar deve ser acionado, e os familiares podem receber orientações da Polícia Civil sobre a coleta de amostras de DNA e apresentação de objetos da pessoa desaparecida.

O que não fazer?

É desaconselhável criar cartazes próprios ou divulgar informações sensíveis, como telefones ou endereços, da pessoa desaparecida ou de seus familiares, pois isso pode resultar em golpes e prejudicar a investigação. Para aumentar a rede de busca, deve-se compartilhar apenas o cartaz oficial, disponível no perfil @desaparecidos_df no Instagram e no Cadastro Distrital de Pessoas Desaparecidas.

Qualquer informação sobre o paradeiro da pessoa deve ser comunicada diretamente à Polícia Civil pelo telefone 197.

A pessoa foi localizada, e agora?

Se a pessoa for encontrada, a Polícia Civil deve ser informada imediatamente, e é necessário comparecer a uma delegacia. Cancelar a ocorrência é essencial para encerrar as buscas e remover as divulgações em circulação.

PF apura tráfico internacional e lavagem de dinheiro de até R$ 1 bilhão.

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A Polícia Federal executou uma operação nesta quinta-feira (23) com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas e na lavagem de capitais em grande escala.

Policiais federais e estaduais cumpriram nove dos 13 mandados de prisão preventiva emitidos pela Justiça Federal, além de 44 mandados de busca e apreensão em quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.

A Justiça também implementou outras medidas cautelares, incluindo o sequestro de ativos e bloqueio de bens de pessoas e empresas investigadas, totalizando até R$ 1 bilhão.

A Operação Commodity foi realizada no contexto da Missão Redentor II e teve o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) em São Paulo e Minas Gerais.

Confronto

Durante o cumprimento de um mandado de prisão em Igaratá (SP), um dos alvos, supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), resistiu e atirou contra os policiais. Na troca de tiros, ele foi atingido, recebeu os primeiros socorros, mas não sobreviveu e morreu em sua residência. Nenhum policial ficou ferido.

Tráfico internacional

As investigações indicaram que o grupo estabeleceu uma rede logística com ramificações na América do Sul, Europa e Ásia, dedicada à exportação de cocaína para o continente europeu. Desde 2021, a organização enviou aproximadamente 6,5 toneladas de cocaína para diversos países europeus e mantinha vínculos com as principais facções criminosas do Brasil, o PCC e o Comando Vermelho (CV).

Para esconder a droga em contêineres e evitar a fiscalização alfandegária, os criminosos camuflavam o entorpecente em sacos de café, cimento e argamassa, além de utilizarem adulterações químicas. Um caso notável foi a cocaína diluída em garrafas de refrigerante.

Em setembro de 2025, foram apreendidas no Porto do Rio de Janeiro cerca de meia tonelada de cocaína escondida em sacas de café, que tinha como destino a Eslovênia, um pequeno país da Europa central.

Lavagem de dinheiro

O grupo criminoso movimentou quantias bilionárias através de uma vasta estrutura financeira para ocultação patrimonial. O esquema utilizava diferentes tipos de lavagem de dinheiro, incluindo empresas “noteiras” para emissão de notas fiscais falsas, “cripto-doleiros”, bens de luxo e imóveis de alto valor.

Os investigados responderão, conforme suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais, além de outros delitos que possam surgir nas investigações.

Fonte: Agência Brasil

China supera os EUA e avança para as semifinais da Liga das Nações de vôlei feminino.

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A China se classificou para as semifinais da Liga das Nações de vôlei feminino ao surpreender os Estados Unidos nesta quinta-feira (23) em Macau. A equipe asiática, que terminou a fase inicial na nona colocação, venceu as norte-americanas, líderes do torneio, por 3 sets a 2, com parciais de 25/15, 23/25, 20/25, 25/17 e 13/15.

É importante ressaltar que, apesar de não ter se classificado diretamente na fase inicial (reservada às oito melhores), a China avançou às quartas de final por ser o país-sede da fase final da competição. Assim, além da seleção asiática, apenas as sete melhores equipes da fase anterior também seguiram em frente.

No próximo sábado (25), a China enfrentará a Turquia, quarta colocada na fase inicial, às 8h30 (horário de Brasília). Na mesma data, a seleção turca virou o jogo contra o Canadá, quinto colocado, vencendo por 3 sets a 1 (22/25, 25/21, 25/21 e 25/17).

Semi Brasil x Itália às 5h de sábado

A seleção brasileira, em busca do título inédito, enfrentará a Itália, no jogo de abertura das semifinais, às 5h (horário de Brasília) de sábado (25). Este será o segundo confronto entre as equipes nesta edição; em junho, o Brasil, comandado pelo técnico José Roberto Guimarães, venceu a Itália por 3 sets a 2 em Brasília (DF).

Atual campeã da Liga e líder no ranking mundial, a equipe italiana tem sido um desafio para as brasileiras. Nos últimos anos, o Brasil foi vice-campeão após derrotas para as italianas na final. Em 2019 e 2021, a Amarelinha foi superada pelos Estados Unidos nas decisões.

A Itália é a maior campeã do torneio, ao lado dos Estados Unidos, conquistando os títulos de 2022, 2024 e 2025, enquanto as norte-americanas venceram em 2018, 2019 e 2021.

As brasileiras, que terminaram a fase inicial na terceira colocação, classificaram-se para as semifinais na última quarta (22), após uma virada sobre o Japão (sexto lugar), vencendo por 3 sets a 1 (24/26, 25/22, 25/16 e 25/20). A Itália avançou após vencer a Holanda (sétima) por 3 sets a 0, também na quarta (22).

Programação

SÁBADO (25)

Semifinais

5h – Brasil x Itália

8h30 – China x Turquia

DOMINGO (26)

4h30 – disputa de terceiro lugar

8h30 – final

Fonte: Agência Brasil

Acervo histórico do antigo IML do Rio é removido da Lapa

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O Arquivo Público do Rio de Janeiro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e organizações de direitos humanos finalizaram mais uma etapa do recolhimento do acervo histórico mantido no antigo prédio do Instituto Médico Legal (IML), na Lapa, região central do Rio.

A ação, ocorrida nessa quarta-feira (23), foi acompanhada por equipe do Ministério Público Federal e teve participação do Coletivo Memória, Verdade, Justiça e Reparação e do Programa Pró Memórias, do Instituto Galo da Manhã.

A ação é parte do cumprimento das decisões judiciais obtidas pelo MPF para garantir a retirada integral e a preservação dos documentos armazenados em condições precárias no imóvel.

Documentação

Foram transferidos documentos funcionais de agentes da antiga Delegacia Especial de Segurança Política e Social (Desps), órgão que atuou como polícia política durante o Estado Novo, além de microfilmes contendo laudos cadavéricos produzidos entre 1965 e 1982.


Documentos históricos encontrados no antigo IML do Rio de Janeiro - Divulgação/Marcelo Del Negri/MPF-RJ
Documentos históricos encontrados no antigo IML do Rio de Janeiro - Divulgação/Marcelo Del Negri/MPF-RJ

Documentos históricos encontrados no antigo IML do Rio de Janeiro Divulgação/Marcelo Del Negri/MPF-RJ

O material recolhido amplia o conjunto de documentos históricos retirados do antigo IML desde maio deste ano. As pastas funcionais podem contribuir para pesquisas sobre a estrutura da repressão estatal durante o Estado Novo, enquanto os microfilmes preservam registros periciais produzidos ao longo de quase duas décadas.

“Cada etapa concluída representa avanço na proteção de um patrimônio documental indispensável para preservar a memória histórica do país e garantir o direito à verdade”, destacou o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto Julio Araujo.

Histórico

A atuação do MPF começou em março de 2025, após inspeções identificarem cenário de abandono no prédio do antigo IML. Os documentos estavam expostos à umidade, infiltrações, fezes de pombos, riscos de incêndio, invasões e deterioração acelerada.

Ao longo do processo, decisões da Justiça Federal e do Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinaram medidas para proteger o imóvel, reforçar a segurança e assegurar a transferência do acervo para instalações adequadas.

Em março de 2026, uma sentença da Justiça Federal determinou que a União concluísse a reversão do imóvel e que o estado do Rio de Janeiro promovesse a retirada e o tratamento técnico de toda a documentação.

A primeira etapa do recolhimento ocorreu em maio deste ano, quando foram retirados livros de registro de entrada e saída de corpos do IML, livros de registro de óbitos das décadas de 1960, 1970 e 1980, objetos tridimensionais, mapas e fotografias.

Fonte: Agência Brasil

Apenas três estados têm plano ativo contra o trabalho infantil.

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Atualmente, apenas Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Sul possuem planos decenais de enfrentamento ao trabalho infantil em vigor. Os demais 24 estados estão com esses documentos expirados, em processo de elaboração ou atualização, aguardando publicação ou sem planos existentes.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (22) pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (FNPETI) em um estudo inédito intitulado Mapeamento dos Planos Estaduais e Distrital de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho.

Os planos estaduais são essenciais para definir responsabilidades do poder público, estabelecer metas e articular ações intersetoriais que promovam e garantam os direitos de crianças e adolescentes.

A secretária executiva do FNPETI, Katerina Volcov, ressaltou que nos três estados com planos vigentes, houve convergência entre a vontade política do Estado e a mobilização da sociedade civil.

Katerina Volcov também comentou, em entrevista à Agência Brasil, que entre os fatores que contribuem para a omissão de outros estados e do Distrito Federal estão barreiras políticas marcadas pela pouca prioridade dada ao tema, baixa articulação entre secretarias e diminuição do apoio governamental.

Ela apontou ainda o enfraquecimento da sociedade civil organizada e a paralisação de fóruns estaduais, que são fundamentais para o controle social dos planos.

O FNPETI afirmou que o estudo “mostra fragilidades na implementação, acompanhamento e continuidade das políticas públicas nos estados e no Distrito Federal”.

A falta de um plano vigente afeta as crianças e adolescentes de três maneiras: invisibilidade e desproteção contínua, ações isoladas e ineficazes, e incapacidade de resposta.

“Sem planejamento e monitoramento contínuos, as iniciativas não podem ser avaliadas, tampouco seus resultados aferidos, reduzindo a capacidade de resposta às diversas formas de trabalho infantil nas regiões”, declarou a secretária executiva do FNPETI, Katerina Volcov.

Falta de monitoramento

A publicação também destaca que 76,9% dos 27 fóruns estaduais não conseguem acompanhar regularmente se as ações existentes estão gerando resultados.

A falta de monitoramento é um dos principais desafios enfrentados. Sem planejamento e acompanhamento contínuos, torna-se mais difícil atualizar o plano, definir indicadores, registrar ações e estabelecer processos de avaliação contínua.

Além disso, iniciativas podem se dispersar, ficam vulneráveis a mudanças de gestão e perdem a capacidade de responder às diferentes formas de trabalho infantil.

Desafios

O estudo aponta vários desafios estruturais no setor público para o combate ao trabalho infantil, incluindo:

  • Falta de planejamento;
  • Descontinuidade administrativa;
  • Insuficiência de recursos financeiros e humanos;
  • Rotatividade nas equipes;
  • Dificuldades de articulação entre diferentes órgãos;
  • Ausência de mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação.

A representante do fórum acredita que é possível garantir a continuidade das políticas de enfrentamento ao trabalho infantil através de medidas legais e orçamentárias.

Katerina Volcov defende a transformação do tema em uma política de Estado, com leis, decretos e planos de longo prazo, assegurando orçamento público que assegure a continuidade das iniciativas, independentemente da gestão ou partido político. Ela enfatiza a importância do trabalho integrado e do controle social.

“É essencial fortalecer órgãos, secretarias e conselhos de direitos e integrar diferentes áreas como educação, saúde, trabalho, sistema de Justiça e fiscalização, de maneira coordenada e intersetorial. A sociedade civil organizada também deve ter um papel ativo no controle social das políticas de erradicação do trabalho infantil e no monitoramento e avaliação das iniciativas”, afirmou.

Exploração em ambientes digitais

O Mapeamento dos Planos Estaduais e Distrital de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho identifica que há uma naturalização do trabalho infantil no Brasil e novas formas de exploração de crianças e adolescentes, especialmente em ambientes digitais.

Para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital, a legislação brasileira atualizou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) através do ECA Digital, em vigor desde março deste ano. O novo decreto estabelece regras para a atividade artística de crianças e adolescentes.

Além do ECA Digital, a Resolução nº 687/2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou o Banco Nacional de Alvarás para Atividade Artística de Crianças e Adolescentes (BNAC).

Katerina Volcov, defensora da proteção de crianças e adolescentes no trabalho, ressalta que o trabalho infantil no ambiente digital é um novo desafio que precisa de atenção imediata.

Propostas de soluções

O mapeamento sugere a aplicação do IV Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho, elaborado pela Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) como um modelo a ser seguido pelos estados e pelo Distrito Federal.

O documento deve ser adaptado à realidade específica de cada estado, contemplando questões como trabalho agropecuário, mendicância ou atividades em regiões litorâneas.

“Cada plano estadual precisa partir de um diagnóstico que responda às demandas concretas daquele estado”, afirmou Katerina.

Os estados também devem instituir comissões paritárias, compostas por governo e sociedade civil, e garantir orçamento e recursos humanos para elaborar seus planos de enfrentamento.

Crianças e jovens como parte da solução

Apenas 30,8% dos fóruns estaduais e do Distrito Federal de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil informaram contar com a participação ativa de adolescentes.

Katerina Volcov apela para que essa participação seja ampliada, pois a baixa representatividade ocorre pela falta de uma educação em direitos humanos consolidada na formação das crianças e adolescentes do país.

O estudo evidencia a necessidade de fortalecer o protagonismo desse público nas discussões e na construção de políticas que garantam seus direitos.

Para isso, foram instituídos comitês de participação de adolescentes (CPAs) no Conanda, em conselhos estaduais e fóruns estaduais de erradicação do trabalho infantil. A especialista defende que a participação deve ser ajustada à capacidade de cada faixa etária, promovendo mudanças no currículo da educação básica.

“É necessário que os direitos humanos sejam abordados de forma transversal no currículo escolar da Educação Básica, permitindo que mais crianças conheçam seus direitos e participem da vida pública adequada às suas capacidades”, disse.

Cenário brasileiro

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) sobre trabalho infantil de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos revela que, em 2024, havia aproximadamente 1,65 milhão de crianças e adolescentes trabalhando no Brasil, o que representa um aumento de 34 mil casos (2,1%) em relação a 2023, apesar da redução de 21,4% entre 2016 e 2024. Os dados foram coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A mesma pesquisa revela que 586 mil crianças e adolescentes estão em trabalho infantil em suas piores formas, conforme a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), instituída pelo Decreto nº 6.481/2008, que regulamenta a Convenção 182 da OIT, definindo 93 piores formas de trabalho infantil.

O Brasil é signatário da meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, na qual se compromete a proibir e eliminar as piores formas de trabalho infantil.

Fonte: Agência Brasil