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Remédio injetável para prevenção do HIV pode ser incluído no SUS até o final do ano.

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O Sistema Único de Saúde (SUS) pode iniciar ainda este ano a oferta de um novo tipo de profilaxia pré-exposição (PreP), administrada por injeção, para a prevenção do HIV. O medicamento, denominado carbotegravir, impede a replicação do vírus de forma prolongada e pode ser aplicado a cada dois meses.

O pedido de inclusão será encaminhado pelo Ministério da Saúde à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec) na próxima semana. A Conitec é um colegiado independente que avalia aspectos como o custo-benefício da oferta de novos tratamentos nos serviços públicos, antes que sejam incluídos no rol do SUS.

A decisão sobre a inclusão é dada pelo Ministério, embora a comissão possa fazer recomendações. Segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo está em negociações com a farmacêutica GSK, produtora do carbotegravir, quanto ao custo final do medicamento e à quantidade de doses a serem adquiridas, mas a empresa apresentou uma proposta com “preço adequado”.

“Vemos com muita esperança as novas tecnologias de proteção prolongada, mas exigimos que sejam oferecidas, principalmente aos sistemas nacionais de saúde, com preços justos, não valores abusivos”, afirmou o ministro em coletiva de imprensa antes da abertura da 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro.

Lenacapavir

Ainda segundo Padilha, o custo foi crucial para decidir pela PreP injetável que o governo planeja oferecer. Existe outro medicamento, lenacapavir, que proporciona proteção por seis meses, mas foi oferecido a um preço inviável. “Mesmo dispostos a pagar até 10 vezes o valor proposto a países similares, como Indonésia e Tailândia, a indústria ainda informou que não pode fornecer ao sistema nacional público por esse valor. Portanto, não vamos pagar. Não vamos esgotar os recursos dos impostos dos cidadãos brasileiros em prol do lucro de uma empresa.”

Apesar de ter sido um dos países onde o medicamento foi testado, o Brasil não participou do acordo de licenciamento voluntário assinado pela farmacêutica Gilead, que autorizou seis empresas a produzir versões genéricas do lenacapavir para distribuição em 120 países.

A medida foi criticada por participantes da Conferência, incluindo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), já que o lenacapavir é visto como essencial para erradicar a epidemia de Aids, e as organizações envolvidas defendem a ampliação do acesso ao medicamento mundialmente.

A farmacêutica declarou que compartilha a urgência em expandir o acesso ao lenacapavir na América Latina e no Caribe, mas que “para países fora do território de licenciamento voluntário, como o Brasil, permanece buscando maneiras sustentáveis de acesso a longo prazo, alinhadas com as condições do mercado local e prioridades de saúde pública”.

Conforme a nota divulgada pela Gilead após o evento, “o Brasil é uma das prioridades entre os países avaliados como potenciais parceiros de fabricação”. Por isso, a farmacêutica firmou um memorando de entendimento com a Fundação Oswaldo Cruz, “para explorar oportunidades de transferência de tecnologia que possam apoiar o acesso no Brasil e em toda a região.”

PreP Oral

O Sistema Único de Saúde já disponibiliza a PreP, mas na forma oral, com comprimidos que devem ser tomados diariamente. Mais de 350 mil pessoas já tiveram acesso ao medicamento, que também demonstrou eficácia comprovada.

A principal vantagem da PreP injetável em relação à versão oral é a adesão ao tratamento, uma vez que os comprimidos exigem uso diário para garantir seu efeito. Um estudo da Fiocruz, com 1,4 mil pessoas em seis cidades brasileiras, revelou que 83% delas preferiram a injeção.

Além disso, 94% dos participantes compareceram aos serviços de saúde no prazo correto para receber as injeções, garantindo assim a proteção durante o tratamento. Nenhum deles foi infectado pelo vírus.

Outro estudo em condições reais, realizado pelas farmacêuticas ViiV Healthcare e GSK, que desenvolveram o medicamento, demonstrou alta eficácia, com uma taxa anual de infecção pelo HIV de apenas 0,1%.

Fonte: Agência Brasil

Forças de Segurança do RJ devem realizar recadastramento de armamento

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As forças de segurança do Rio devem realizar um recadastramento extraordinário e obrigatório das armas de uso restrito, como fuzis, carabinas e submetralhadoras, que estão sob a posse de órgãos públicos ou de pessoas físicas e jurídicas. A determinação foi publicada no Diário Oficial do Estado.

Essa medida visa assegurar a governança e a fiscalização das armas provenientes das polícias Militar e Civil. Com o recadastramento, órgãos de controle, como o Ministério Público do Rio, poderão solicitar informações atualizadas sobre quem possui o armamento e quem autorizou a sua posse.

Conforme o decreto, as corporações têm um prazo de 30 dias para enviar ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, um relatório contendo informações sobre a quantidade de fuzis, carabinas e submetralhadoras que foram recadastradas e recolhidas, além de eventuais irregularidades encontradas e as ações tomadas.

Além disso, as corporações devem apresentar uma proposta para realização periódica desse recadastramento.

Recentemente, o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), foi preso em flagrante durante uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro, investigando um suposto esquema de lavagem de dinheiro através de postos de combustíveis. Durante a operação, os agentes encontraram um fuzil calibre 556 no veículo em que ele estava.

Fonte: Agência Brasil

Biometria nas Eleições de 2026: Como Funciona

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A biometria será utilizada novamente nas eleições deste ano. A tecnologia estará disponível em todas as seções eleitorais do país para evitar fraudes e garantir a lisura do pleito.

Ainda que a biometria seja requisitada, não é obrigatória para o exercício do direito ao voto. Se o título estiver regular, o eleitor pode votar mesmo sem ter realizado esse cadastro. Nesse caso, será necessário apresentar um documento de identificação para acessar a urna eletrônica.

Se a urna eletrônica não reconhecer a biometria cadastrada, o eleitor ainda tem direito ao voto. A recomendação é que a leitura biométrica seja tentada até quatro vezes. Se a dificuldade persistir, a mesa receptora confirmará a identidade do eleitor por outros meios de verificação do cadastro. Se as informações coincidirem, o eleitor assina o caderno de votação ou registra a impressão digital, caso não consiga assinar.

Desde 2008, a Justiça Eleitoral utiliza os dados de impressão digital para identificar os votantes, com o intuito de aumentar a segurança das eleições e evitar que uma pessoa vote no lugar de outra.

Por meio do cruzamento de informações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também pode identificar eleitores com registros duplicados no cadastro eleitoral.

Cadastro biométrico encerrado

O cadastro biométrico para as eleições de 2026 está encerrado, pois o prazo se finalizou em maio deste ano. O TSE orienta os cidadãos a comparecerem à Justiça Eleitoral após o pleito para realizar o cadastro.

No processo de cadastramento, são coletadas a fotografia, as digitais de todos os dedos da mão e a assinatura do eleitor. Essas informações são utilizadas para aumentar a segurança do processo eleitoral.

Ouça na Radioagência Nacional

Fonte: Agência Brasil

Estudo do Sebrae revela que empreender na terceira idade triplica a renda.

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A formalização de negócios por empreendedores na terceira idade pode resultar em um aumento significativo na renda. Essa informação é suportada pelo estudo Empreendedorismo Sênior Sob a Ótica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua), conduzido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) utilizando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o estudo, no quarto trimestre de 2025, os empreendedores com 60 anos ou mais que estavam formalizados apresentaram o maior rendimento médio da série histórica, iniciada em 2012. Eles receberam, em média, R$ 7.458, valor mais de três vezes superior ao dos empreendedores informais, que foi de R$ 2.152.

A formalização não apenas aumenta a renda no curto prazo, mas também potencia o retorno ao longo da vida do empreendedor, contribuindo para melhorias na escolaridade dos empreendedores sêniores.

Entre 2012 e 2025, a taxa de donos de negócios sem instrução ou com ensino fundamental incompleto diminuiu em 22 pontos percentuais, passando de 68% para 46%. Os que possuem ensino médio completo ou superior aumentaram de 24% para 42%, representando uma evolução de quase 19 pontos percentuais.

“O Brasil contava com 4,5 milhões de empreendedores sêniores no quarto trimestre de 2025, um crescimento de 59% em relação a 2012. Contudo, essa faixa etária ainda corresponde a apenas 15% do total de proprietários de negócios, enquanto a população sênior representa 20% de todos os brasileiros em idade ativa”, explicou o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

Perfil

Com a idade, a participação dos empreendedores como chefes de domicílio aumenta. Entre os jovens, essa proporção é de 37%, enquanto entre os sêniores chega a 67% no quarto trimestre de 2025. Em contrapartida, a condição de filho no domicílio, comum entre os mais jovens (35,5%), quase não se verifica entre os idosos (0,7%).

Na série histórica, a porcentagem de sêniores ocupando a posição de chefe de domicílio caiu de 78% em 2012 para 67% em 2025, enquanto a condição de cônjuge aumentou de 18% para 27% no mesmo período.

Apesar dos avanços em educação e renda, o estudo revela que os empreendedores sêniores foram o grupo etário com menor progresso em termos de formalização e proteção previdenciária na última década.

Entre 2015 e 2025, a formalização entre empreendedores com 60 anos ou mais aumentou apenas 2 pontos percentuais, em comparação com 7,5 pontos entre os jovens e cerca de 7 pontos entre adultos.

Fonte: Agência Brasil

Infecções e mortes por HIV diminuem, mas escassez de recursos compromete progressos

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As novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à aids alcançaram os menores níveis globais em 2025, conforme relatórios divulgados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids) nesta segunda-feira (27).

No entanto, a organização alerta que este avanço está ameaçado pela redução do financiamento para ações de prevenção e tratamento.

Em todo o mundo, foram registradas 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV, representando uma diminuição de cerca de 40% desde 2010. O número de mortes por aids no ano passado totalizou 570 mil.

Por outro lado, houve um aumento no número de novos casos em 21 países e três regiões. O Brasil está entre esses países, com um aumento de 41% no acesso a medicamentos de prevenção em resposta ao crescimento dos novos casos.

O relatório foi divulgado antes da abertura da 26ª Conferência Internacional de Aids, o maior evento global sobre a doença, que começou nesta segunda-feira (27) no Rio de Janeiro, sendo a primeira edição da conferência no Brasil.

Fim da pandemia de aids

A diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima, destacou que o fim da epidemia de aids não é mais apenas uma aspiração, mas um objetivo alcançável, graças a inovações científicas, especialmente a profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses.

“Essa é uma das maiores oportunidades que temos para erradicar a epidemia. Porém, avanços científicos isolados não acabarão com a aids. Inovação sem acesso é injustiça. Esses medicamentos ainda estão fora do alcance da maioria das pessoas que necessitam deles”, ressaltou.

A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à PrEP injetável de longa duração para que o mundo possa alcançar a nova meta de eliminar a aids como ameaça de saúde pública até 2030. O compromisso foi assumido pelos países-membros das Nações Unidas recentemente.

A diretora-executiva do Unaids e subsecretária-geral das Nações Unidas, Winnie Byanyima, na coletiva de imprensa de abertura da 26° Conferência Internacional de AIDS. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

“Isso significa preços acessíveis, competição via genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia e rápida introdução nos programas nacionais”, disse Winnie.

“A ciência fez a sua parte, agora a política precisa agir. A questão não é mais se conseguiremos acabar com a aids, mas se escolheremos realmente acabar com a aids. Se isso for implementado, podemos prevenir 3,2 milhões de novas infecções e 1,3 milhão de mortes relacionadas à aids”, adicionou a diretora-geral da Unaids.

O primeiro passo para isso é recompor os investimentos globais em tratamento e prevenção do HIV, conforme defende o programa das Nações Unidas.

Os recursos do principal programa de assistência aos países de baixa renda, o Overseas Development Assistance (ODA), caíram 23% em 2025, afetando severamente os programas de HIV. Alguns países africanos dependem desse financiamento para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.

Essa situação impacta a oferta de novas tecnologias de prevenção e o tratamento de pessoas já infectadas. Em 2025, uma em cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento, e essa proporção sobe para quase metade entre as crianças.

Estigmatização

Outro aspecto enfatizado pela Unaids é o aumento da discriminação contra pessoas LGBTI+ e populações vulneráveis, como trabalhadores sexuais e usuários de drogas. Pela primeira vez, a criminalização de pessoas que se relacionam com pessoas do mesmo sexo aumentou em 2025, atingindo 66 países.

A organização também identificou 14 países que criminalizam pessoas trans, além de 168 países onde diferentes aspectos do trabalho sexual são proibidos, e 152 que penalizam a posse de pequenas quantidades de drogas.

“Quando as pessoas temem prisão, violência, discriminação e estigma, elas evitam serviços de saúde. O HIV se espalha quando direitos são negados. Direitos humanos não são separados da resposta ao HIV, são parte fundamental dela”, destacou a diretora-executiva da Unaids.

Fonte: Agência Brasil

Agências de Emprego Disponibilizam 961 Vagas nesta Terça-feira (28)

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As agências do trabalhador do Distrito Federal disponibilizam, nesta terça-feira (28), 961 vagas para candidatos que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho. As ofertas são para profissionais com diferentes níveis de escolaridade, com ou sem experiência, incluindo aqueles à procura do primeiro emprego.

O maior salário entre as vagas disponíveis é para o cargo de chef de cozinha, com cinco vagas na Asa Sul e remuneração de R$ 5 mil, além dos benefícios.

Outro cargo que se destaca pela quantidade de vagas é o de operador de caixa, com 83 oportunidades. A remuneração chega a R$ 1,7 mil, também com benefícios.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou comparecer em uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que as oportunidades do dia não sejam interessantes para o candidato, o cadastro é válido para futuras oportunidades, já que o sistema correlaciona dados dos candidatos com o perfil procurado pelas empresas.

Empregadores e empreendedores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou por e-mail. Também é possível utilizar o Canal do Empregador.

Novo confirma candidatura de Romeu Zema à presidência da República.

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O Partido Novo anunciou, nesta segunda-feira (27), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como candidato à presidência da República. A convenção nacional do partido ocorreu em Brasília.

Ainda não foi definido quem será o candidato a vice-presidente na chapa. A convenção contou com a presença do presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, e do senador Eduardo Girão, filiado ao Novo desde fevereiro de 2023.

Romeu Zema, empresário formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), iniciou sua carreira política disputando o governo do estado em 2018, sendo eleito. Ele foi reeleito em 2022 e renunciou ao cargo em março deste ano para concorrer à presidência da República.

A Agência Brasil acompanhará os resultados das convenções nacionais dos partidos.

As próximas convenções com datas agendadas são:

Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho

Partido Verde (PV) – 31 de julho

Partido da Causa Operária (PCO) – 1º de agosto

Partido dos Trabalhadores (PT) – 2 de agosto

Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 2 de agosto

Fonte: Agência Brasil

Brasil amplia iniciativas para acordo entre Mercosul e Coreia do Sul.

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Os governos do Brasil e da Coreia do Sul anunciaram a criação de um grupo de trabalho para avançar nas negociações entre o país asiático e o Mercosul, bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de outros países associados.

“Criamos um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em declaração à imprensa, após receber o presidente sul-coreano, Lee Jae-Myung, no Palácio da Alvorada.

O coordenador do grupo será o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

O presidente sul-coreano também mencionou uma possibilidade de acordo com o Mercosul, destacando que este será benéfico tanto para a indústria do seu país quanto para o Brasil no mercado asiático.

Em sua fala, ele abordou as “incertezas no âmbito comercial” relacionadas ao acordo. Atualmente, o Brasil enfrenta tensões comerciais com os Estados Unidos, um de seus maiores parceiros, devido a tarifas aplicadas pelo país norte-americano. Nesse contexto, Jae-Myung enfatizou que a parceria entre Brasil e Coreia é imediata.

“Com tantas incertezas no comércio, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia proporcionará às empresas coreanas uma maior oportunidade de entrar no mercado da América do Sul e trará uma nova perspectiva ao mercado asiático para o Brasil, por meio da Coreia.”

Os dois países assinaram acordos comerciais em várias áreas, como defesa, educação e energia. Lula e Jae-Myung abordaram minerais críticos, com o presidente sul-coreano destacando a oferta que o Brasil possui desse recurso.

“O Brasil é um dos principais detentores de minerais críticos, e hoje concordamos em expandir a cooperação em todo o ciclo de vida desses minerais. Por meio desse acordo, criaremos uma base estável de oferta, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica.”

O presidente sul-coreano continuará sua visita a São Paulo, onde deverá visitar um sindicato de metalúrgicos. O Brasil é o país que mais recebe coreanos na América Latina, e em São Paulo vive a maior comunidade coreana no país, com mais de 50 mil pessoas.

Acordos

Foi assinado um acordo para intercâmbio de experiências em políticas educacionais e aproximação entre instituições de ensino dos dois países. Além disso, Brasil e Coreia assinaram um memorando de entendimento para a cooperação entre agências na exploração e realização de atividades espaciais pacíficas.

Na área de ciência e tecnologia, foi firmado um acordo para promover a cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação aplicadas à indústria. No setor esportivo, há um acordo para o intercâmbio entre atletas e especialistas e compartilhamento de experiências em políticas públicas.

Soberania e paz

Os dois presidentes manifestaram apoio à solução pacífica de conflitos. Enquanto Lula defendeu a democracia diante de ataques de extremistas, Jae-Myung ressaltou a importância de se estabelecer a paz.

“Ambos sabemos defender nossas democracias frente aos ataques extremistas. Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, respeito entre as nações e fortalecimento do multilateralismo”, disse Lula.

“Reitero a forte crença do governo coreano de que a paz é fundamental para a segurança, sem a necessidade de luta ou guerra, e o presidente Lula concorda conosco nesse sentido”, declarou o sul-coreano.

Fonte: Agência Brasil

Quadrilha de Ceilândia conquista o Candangão Junino 2026

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Após dois dias de apresentações repletas de emoção, tradição e um elevado nível técnico, a quadrilha Sanfona Lascada, de Ceilândia, foi coroada campeã da grande final do Candangão Junino 2026. O resultado foi revelado na noite deste domingo (26), encerrando a maior competição de quadrilhas juninas do Distrito Federal e Entorno, que ocorreu na Praça do Trabalhador.

Com 44 anos de história, a Sanfona Lascada se destaca como uma das quadrilhas juninas mais tradicionais da região e um importante símbolo da cultura popular em Ceilândia. Ao longo dessas quatro décadas, o grupo tem se dedicado à preservação das tradições juninas, à formação de novas gerações de quadrilheiros e a realizar apresentações que aliam emoção, criatividade e excelência artística. Em 2026, a quadrilha selou sua trajetória com a conquista do título do Candangão Junino, diante da animada torcida da cidade.

A segunda colocação foi ocupada pela quadrilha Sabugo de Milho, enquanto a terceira posição ficou com a Êta Lasquêra. Completaram o ranking das cinco melhores quadrilhas da edição 2026: Segue o Fogo, em quarta, e Si Bobiá a Gente Pimba, em quinto lugar. A disputa foi julgada por um corpo de jurados composto por músicos, professores de dança, coreógrafos, estilistas e especialistas em cultura popular. Esses avaliadores, com vasta experiência no movimento junino, participaram de concursos e festivais de quadrilhas em várias partes do Brasil, realizando uma análise rigorosa dos critérios da competição para garantir a credibilidade do Candangão Junino.

O presidente da Federação de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno (Fequaju/DF), Robson Vilela, enfatizou a qualidade da competição: “Encerramos mais uma edição histórica do Candangão Junino. Todas as quadrilhas proporcionaram um espetáculo, demonstrando dedicação, talento e amor pela cultura popular. O público fez uma grande festa e o nível das apresentações evidenciou a força do movimento junino no Distrito Federal e Entorno”.

A edição 2026 do Candangão Junino contou com a participação de 21 quadrilhas juninas do Distrito Federal e Entorno, que se apresentaram em Sobradinho, Planaltina, Santa Maria, Samambaia e Ceilândia. Em cada etapa, milhares de pessoas prestigiaram as apresentações, lotando as arenas e reforçando a relevância do movimento junino nas regiões administrativas. A grande final, realizada na Praça do Trabalhador, marcou o fechamento de uma temporada de sucesso, consolidando o Candangão Junino como a principal competição de quadrilhas do Distrito Federal e Entorno.

Resultado da Grande Final do Candangão Junino 2026

1º lugar: Sanfona Lascada (Ceilândia)

2º lugar: Sabugo de Milho

3º lugar: Êta Lasquêra

4º lugar: Segue o Fogo

5º lugar: Si Bobiá a Gente Pimba

Premiações especiais

Melhor Casal de Noivos: Sabugo de Milho

Melhor Marcador: Sanfona Lascada.

ADPF nas favelas altera abordagem no combate ao crime no Rio de Janeiro

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A Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como “ADPF das favelas”, julgada no Supremo Tribunal Federal (STF), mudou significativamente a abordagem contra o crime organizado no estado do Rio de Janeiro, conforme avaliam especialistas em segurança pública e direito penal.

Cecília Olliveira, diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado, destaca que a ADPF promoveu uma “revolução silenciosa” ao direcionar o combate ao crime para desmantelar a base do crime no estado, em vez de se concentrar apenas nas operações em favelas.

“Pela 1ª vez, as investigações parecem mirar os três pilares do crime organizado de maneira simultânea: o braço armado, que envolve facções e milícias; o braço econômico, com atividades como contrabando e lavagem de dinheiro; e o braço institucional, que inclui agentes públicos que supostamente garantem proteção aos esquemas”, afirmou a jornalista em uma rede social.

A especialista da The Global Initiative Against Transnational Organized Crime afirma que a mudança se deu após o julgamento da ADPF das favelas, finalizado em abril de 2025, quando o STF exigiu que a Polícia Federal (PF) iniciasse uma investigação permanente e exclusiva sobre o crime organizado no Rio de Janeiro.

“É obrigação da União aumentar a capacidade orçamentária do órgão e para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Receita Federal e a Secretaria de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro priorizem as investigações”, determinou o Supremo, por unanimidade.

Cecília Olliveira ressalta que, por décadas, o combate ao crime no Rio focou praticamente em operações em favelas.

“Sempre da mesma forma: operações policiais, tiroteios, apreensões de armas e prisões de traficantes, mas logo tudo voltava ao normal. Era como enxugar gelo”, completou.

A jornalista destaca como exemplo dessa “revolução” a prisão de autoridades de alto escalão recentemente, como desembargadores, parlamentares e policiais.

“A Operação Zargun investigou líderes do Comando Vermelho e suas conexões com agentes públicos, revelando uma rede que facilitava o vazamento de informações, importação de armas e equipamentos. Dentre os envolvidos na investigação estavam um delegado da PF, policiais militares, um secretário estadual e o deputado TH Joias”, explicou a especialista.

Ações federais pontuais

Roberto Uchôa, ex-policial federal e doutorando em segurança pública, concorda plenamente com a avaliação de Cecília, acrescentando que as operações da PF no Rio eram pontuais antes da decisão do Supremo.

“Para combater o crime organizado de forma eficaz, é necessário um suporte político robusto, algo difícil em um sistema presidencialista de coalizão. A decisão do STF, portanto, forneceu um apoio significativo à PF, Justiça Federal e Ministério Público”, comentou.

Uchôa ainda argumenta que essa é uma oportunidade única para o Rio de Janeiro, pois há uma clara evidência de que o estado não possui condições de enfrentar sozinho as diversas organizações criminosas que dominam várias instituições.

Estima-se que, em 2024, cerca de 4 milhões de pessoas residiam em áreas controladas por grupos armados na região metropolitana do Rio de Janeiro, conforme pesquisa do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI) da Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com o Instituto Fogo Cruzado.

De 2007 a 2024, a área sujeita a domínio armado aumentou 130,4%, enquanto a população nessas condições cresceu 59,4%.

Andar de cima

O advogado criminalista Cristiano Maronna, doutor pela Universidade de São Paulo (USP), concorda que a ADPF das favelas alterou a lógica de combate ao crime organizado ao deslocar o foco das operações, impondo restrições nas abordagens em favelas, exigindo planos de redução da letalidade policial e promovendo a federalização das investigações.

“Agora, a atenção é voltada para a estrutura financeira, política e institucional que sustenta o crime organizado, impactando a cúpula das forças de segurança e políticos influentes no estado”, comentou.

Contudo, Maronna observa que a dependência de “inquéritos extraordinários” pode gerar problemas. “A atuação efetiva do STF revela uma fragilidade das instituições e do sistema de justiça, expondo as limitações do Estado em suas investigações”, acrescentou.

ADFP das Favelas

Em novembro de 2019, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) entrou com uma ADPF no Supremo, solicitando que a Corte reconhecesse as violações graves a direitos fundamentais decorrentes da política de segurança pública do Rio de Janeiro, caracterizada por abordagens policiais em favelas com alta letalidade.

A legenda argumentou que essa política comprometia direitos fundamentais, como à vida e à dignidade da pessoa humana.

Durante a pandemia de covid-19, uma liminar do ministro Edson Fachin limitou operações policiais a situações excepcionais. Isso gerou críticas de diversos setores que acusavam o STF de “interferir” no trabalho policial.

Em abril de 2025, o julgamento da ADPF 635 foi concluído, resultando em uma série de determinações ao governo do estado e federal para combater a criminalidade e reduzir a letalidade policial.

Cecília Olliveira enfatiza que a ação no Supremo foi fruto da luta de “dezenas de pessoas” que perderam familiares para a violência no Rio, sendo impactadas por facções, milícias e atos de policiais.

“Essas pessoas contribuíram para que a ADPF das favelas acontecesse. Graças a elas e à ação no STF, iniciada em 2020, estamos testemunhando essa revolução hoje”, concluiu em postagem do Instituto Fogo Cruzado.

Fonte: Agência Brasil