InícioDistrito FederalPrevenção e Ação contra Raiva Animal e Leishmaniose: Guia Prático.

Prevenção e Ação contra Raiva Animal e Leishmaniose: Guia Prático.

Somente duas doenças se destacam como preocupações para os tutores de animais no Distrito Federal: a raiva, que afeta cães e gatos, e a leishmaniose visceral canina, restringindo-se apenas aos cães. Para ambas, há protocolos para prevenção, identificação, diagnóstico e tratamento.

Leishmaniose visceral canina

Essa doença é causada pelo protozoário Leishmania infantum e é transmitida pela picada do mosquito-palha, que infecta um animal saudável. Mesmo após a contaminação, um animal pode permanecer assintomático por um longo período.

Os sintomas mais frequentes incluem apatia, fraqueza, perda de peso, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas (onicogrifose), feridas na pele (particularmente no focinho e nas orelhas), e aumento do baço, fígado e gânglios linfáticos.

Ao suspeitar de leishmaniose, a equipe de zoonoses coleta sangue do animal para um teste rápido. Se o resultado for positivo, um exame Elisa é realizado para confirmação. É importante ainda obter o laudo positivo do laboratório para a leishmaniose visceral canina.

Quando o diagnóstico é confirmado, é necessário que o tutor apresente um laudo elaborado por um médico veterinário. O tutor é informado sobre a possibilidade de eutanásia; se concordar, o procedimento é agendado de maneira humanitária.

Se o tutor optar pelo tratamento, a equipe do laboratório acompanhará o processo para garantir que as medidas corretas estejam sendo adotadas.

Vale destacar que o laboratório não realiza o tratamento dos animais contaminados; são oferecidos apenas cuidados básicos durante o diagnóstico e observação. Os animais podem ficar por, no máximo, 24 horas em um canil ou gatil, devido ao risco de transmissão. Se a doença for confirmada, é necessária a transferência para a QNF, Parque Lago do Cortado—Taguatinga, pelo telefone (61) 99670-0897.

Raiva animal

A raiva é uma zoonose viral aguda e letal que afeta todos os mamíferos, podendo também atingir humanos. A transmissão ocorre através da saliva de animais infectados, por mordidas, arranhões ou lambidas.

Alterações bruscas de comportamento, como agressividade ou reclusão, paralisia, salivação excessiva e dificuldade para engolir são alguns dos principais sintomas. Campanhas de vacinação contra a raiva são realizadas ao longo do ano em postos fixos do Distrito Federal.

Para receber a vacina, o animal deve estar saudável, ter pelo menos três meses e ser levado a um posto fixo. O tutor precisa ser maior de idade e apresentar um documento de identidade. É possível encontrar os locais de vacinação e verificar qual é o mais próximo da residência.

Para prevenir a raiva, recomenda-se não tocar em cães e gatos desconhecidos, especialmente se estiverem comendo, dormindo ou com filhotes; evitar contato com morcegos ou animais silvestres; e, ao encontrar animais suspeitos ou mortos, informar a vigilância ambiental. Em caso de agressão, não mate o animal e busque imediatamente uma unidade de saúde.

Informações adicionais podem ser obtidas no endereço SHCNW — Setor De Habitações Coletivas Noroeste Trecho-02, Lote 4, Brasília-DF, ou por telefone: (61) 3449-4434/3449-4432. O horário de atendimento à população é de 8h às 16h, de segunda a sexta-feira, para coleta de sangue de cães para exame de leishmaniose e vacinação antirrábica.

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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