A ONU Mulheres e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançaram um guia destinado às famílias sobre os riscos da exposição de meninos e jovens à machosfera, que são espaços nas redes sociais focados na masculinidade e que promovem a misoginia.
Intitulado No Mesmo Time: Guia de Conversa para Pais e Responsáveis, o guia oferece uma explicação sobre a machosfera, seu funcionamento, os impactos prejudiciais na vida dos jovens e sugestões para fomentar o diálogo familiar.
Uma pesquisa realizada pela Revista AzMina e o Núcleo Jornalismo (2025), mencionada pelas Nações Unidas, revela que a misoginia nas redes sociais de adolescentes se manifesta de forma gradual e disfarçada, através de conteúdos de motivação e autoajuda.
A representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, ressaltou que a machosfera representa um desafio para toda a sociedade, com consequências sérias para a segurança e liberdade de mulheres e meninas. Ela enfatizou a importância das conversas abertas e sem julgamento entre pais e filhos, pois isso ajuda a promover respeito e igualdade.
O guia apresenta:
- Fome global afeta 645 milhões de pessoas, revela relatório da ONU
- Organizações demandam a formação da Comissão Nacional da Verdade Indígena
- Bibliotecas atuam na luta contra a violência de gênero
- 12ª Marcha das Mulheres Negras no Rio Foca na Luta Contra o Racismo
- TJRJ registra 3,2 mil solicitações de medidas protetivas em 2026
- Explicações sobre os principais grupos e termos da machosfera, assim como a influência dos algoritmos na disseminação desse conteúdo entre os jovens;
- Sinais de alerta para mudanças de comportamento e linguagem;
- Dicas práticas de conversação, incluindo perguntas adaptadas por faixa etária para desenvolver o pensamento crítico sobre a mídia;
- Orientações específicas para apoiar meninas expostas a conteúdo misógino;
- Estratégias para promover a igualdade de gênero no cotidiano.
Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do Unicef no Brasil, destacou a importância de que famílias, escolas e comunidades ofereçam exemplos positivos de masculinidade durante o período de formação da identidade dos adolescentes, a fim de evitar a exposição a conteúdos que perpetuam estereótipos e intolerância de gênero.
Fonte: Agência Brasil

