InícioBrasilEducaçãoGoverno cria política nacional para alunos com altas habilidades

Governo cria política nacional para alunos com altas habilidades

O governo federal sancionou, nesta quinta-feira (18), a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação. A Lei nº 15.436 estabelece também um cadastro nacional para esse público.

A finalidade é assegurar a identificação precoce, o desenvolvimento integral e a inclusão plena de alunos com altas habilidades no sistema educacional brasileiro.

O texto abrange também estudantes com dupla excepcionalidade, ou seja, aqueles que apresentam superdotação junto a outras condições, como transtornos do neurodesenvolvimento ou deficiências.

De acordo com o Censo Escolar de 2025, cerca de 56 mil estudantes foram formalmente identificados com altas habilidades ou superdotação.

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Atendimento

Dentre as principais medidas, a lei determina que os sistemas de ensino ofereçam atendimento educacional especializado, por meio de ações complementares à escolarização regular, como:

  • programas de enriquecimento curricular;
  • aceleração de estudo;
  • agrupamento de estudantes por áreas de interesse.

A norma prevê progressão educacional flexível, permitindo avanços por disciplina ou área do conhecimento, além da possibilidade de aceleração integral da trajetória escolar. As medidas devem considerar o ritmo de aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo e socioemocional de cada estudante.

Cadastro nacional

O Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação ficará sob a responsabilidade do Ministério da Educação.

A finalidade é mapear e acompanhar a trajetória educacional desses alunos para fundamentar a formulação e a avaliação de políticas públicas.

Esse banco de dados será alimentado com informações de censos educacionais e outras bases oficiais, respeitando a legislação de proteção de dados.

Participação

A adesão à política será voluntária para estados, Distrito Federal e municípios, mediante formalização com o governo federal. Nos casos de adesão, a União poderá oferecer apoio técnico e financeiro para a implementação das ações, conforme disponibilidade orçamentária.

O financiamento das iniciativas poderá envolver fontes como fundos da educação e programas de investimento público.

Fonte: Agência Brasil

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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