A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que o reajuste do diesel, anunciado pela Petrobras, revela “graves limitações na estrutura do mercado de abastecimento no Brasil”.
Segundo a entidade, a venda de refinarias e a privatização da BR Distribuidora, ocorrida em 2019, são exemplos dessas limitações.
A FUP argumenta que a Petrobras deve ampliar seu parque nacional de refino e fortalecer sua presença em toda a cadeia do setor, que inclui distribuição e comercialização.
“Uma Petrobras integrada amplia a segurança do abastecimento, reduz a vulnerabilidade do país às oscilações externas e contribui para maior estabilidade na formação dos preços dos combustíveis no mercado doméstico”, diz trecho da nota.
Reajuste
O preço do diesel vendido às distribuidoras será reajustado em R$ 0,38 por litro a partir de sábado (14). A estatal explicou que, com isso, o preço médio do diesel praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por litro, sendo que a participação da Petrobras no preço do diesel B será, em média, de R$ 3,10.
- Mercado financeiro ajusta expectativa de inflação para 5,11% em 2026.
- Ministério da Cultura solicita apoio do BRICS para desenvolvimento de infraestrutura cultural
- União Europeia implementa veto à carne brasileira a partir de setembro
- MTur lança linha de crédito para microempreendedoras afetadas pela violência
- Exportações do Brasil para os Estados Unidos têm queda de 14% em maio
O diesel A é vendido nas refinarias antes de ser misturado a biocombustíveis, enquanto o diesel B é comercializado nos postos ao consumidor final após a mistura obrigatória pelas distribuidoras.
A companhia esclareceu que o reajuste do diesel foi atenuado por medidas para conter a elevação do preço do combustível, anunciadas pelo governo federal. Contudo, o aumento do preço do petróleo no mercado internacional, devido à guerra no Oriente Médio, continua pressionando os preços.
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã já dura duas semanas. Uma das retaliações do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota crucial onde 20% da produção mundial de petróleo e gás transitam.
O impasse na região pressiona a oferta de petróleo no mercado internacional, elevando os preços. Atualmente, o contrato futuro do barril de petróleo Brent, referência no mercado, é negociado próximo a US$ 100 (cerca de R$ 520).
Há duas semanas, a cotação estava em torno de US$ 70, indicando uma alta de aproximadamente 40% em 15 dias. O Irã chegou a avisar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200.
Fonte: Agência Brasil

