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Brasil vence a Itália e encara a Turquia na final da Liga das Nações.

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A seleção brasileira feminina de vôlei venceu a Itália, atual campeã mundial e olímpica, com uma vitória de virada por 3 sets a 2 (25/21, 21/25, 24/26, 25/21 e 12/15) e disputará o título inédito da Liga das Nações contra a Turquia neste domingo (26), a partir das 8h30 (horário de Brasília), em Macau (China). Após dois vice-campeonatos diante das italianas na final do torneio (2025 e 2022), as brasileiras se mantiveram firmes em quadra, mesmo começando atrás no primeiro set. A ponteira Ana Cristina se destacou como a maior pontuadora da partida, com 23 acertos.

“É até difícil falar. São muitas emoções. No ano passado, eu não estava nas finais. Agora tento me divertir dentro de quadra, chamar o time. Acreditamos que podíamos bater a Itália. Estou muito feliz, muito orgulhosa das meninas. Nunca é fácil jogar contra as italianas, ainda mais nas condições em que estamos. O campeonato é muito longo e desgastante. Muitas meninas estão com dores. Mas temos um objetivo em comum e queremos chegar lá”, disse Ana Cristina, que ficou de fora da final no ano passado por conta de uma lesão no joelho sofrida na primeira fase do torneio.

Outra jogadora que se destacou foi a ponteira Júlia Bergman, que marcou 15 pontos, incluindo um bloqueio importante durante a terceira parcial, quando o Brasil venceu por 26/24, revertendo a situação para 2 sets a 1.

“Estou muito feliz de estar numa final da Liga das Nações com esse time que trabalhou tanto para estar aqui e luta todos os dias. Ganhar da Itália só mostra o trabalho que fizemos. Agora é comemorar, descansar e trabalhar para buscar esse ouro”, declarou Bergmann, de 25 anos.

Embora desfalcada de titulares como a ponteira Gabi (com desconforto na região lombar), a oposta Tainara e a central Julia Kudiesse – ambas com lesões –, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães conseguiu neutralizar o forte ataque italiano, com um bloqueio eficaz sobre as opostas Paola Egonu e Ekaterina Antropova.

No quarto set, a Itália reagiu e empatou a partida em 2 sets a 2 ao fechar a parcial em 25 a 21, levando a decisão para o tie-break. O Brasil aproveitou erros das adversárias para tomar a dianteira de 7 a 4, mas as italianas se recuperaram e empataram em 9 a 9. Determinadas, as brasileiras reforçaram o bloqueio e o ataque, garantindo a vitória na parcial (15/12) e a classificação.

“Foi um resultado muito positivo. Estou muito orgulhoso do time. Ganhamos um jogo como esse, com algumas jogadoras jovens se destacando com personalidade. Infelizmente, estamos sem jogadoras importantes como a Gabi, a Julia Kudiess e a Tainara, além da Nyeme. Este é o time que precisamos desenvolver, pensando no futuro, pois nosso principal objetivo é chegar da melhor forma possível aos Jogos Olímpicos. Vamos jogar para vencer a Liga das Nações, mas precisamos focar no próximo jogo. Ainda falta o degrau mais alto que precisamos atingir. É uma grande chance, e vamos exigir muita luta, dedicação e atitude”, projetou o treinador.

Neste domingo (26), a seleção enfrentará a Turquia, que derrotou a China na outra semifinal deste sábado (25), por 3 sets a 0 (25/21, 25/15 e 25/20), em menos de 1h20 de confronto. Quarta colocada na primeira fase da Liga das Nações, a equipe turca busca o bicampeonato, tendo conquistado o primeiro em 2023.

Fonte: Agência Brasil

Festival Latinidades homenageia o Dia da Mulher Afro-latino-americana em Nova York.

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O Festival Latinidades 2026, que celebra o Dia Internacional da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha neste sábado (25), tem agenda pela primeira vez em Nova York, nos Estados Unidos.

A iniciativa marca a projeção do evento no exterior em sua 19ª edição, promovendo arte, cultura, formação, luta e empreendedorismo. Em 2026, o tema é “Saúde Mental Importa!” e foca em discutir condições de trabalho, riscos psicossociais e qualidade de vida, com ênfase no setor cultural.

Durante todo o mês de julho, o maior festival de mulheres negras da América Latina realiza ações em Brasília, São Paulo e Nova York.

A etapa nos Estados Unidos conecta diretamente a produção cultural afro-latina à diáspora global. >>Veja aqui a programação completa.

Saúde Mental

O Festival Latinidades busca chamar a atenção para a precarização das equipes técnicas, produtoras e artistas.

Além dos shows e exibições, o Instituto Afrolatinas lançou a Pesquisa Nacional sobre Saúde Mental de Trabalhadoras e Trabalhadores da Cultura, durante a abertura do Festival em Brasília.

Elaborado em parceria com o Data Labe e o Coletivo Mawê, o levantamento pretende subsidiar políticas públicas sobre a temática.

Festival Latinidades

Criado em 2008, o projeto do Festival Latinidades alcançou mais de 400 mil pessoas de público direto, com mais de 2 milhões de pessoas afetadas no total, presença em mais de 70 países e a realização de mais de 500 atividades educativas.

Em 19 anos de trajetória, o encontro contabiliza 10 publicações, alcance de 200 mil pessoas nas redes sociais e mais de 400 apresentações artísticas de mulheres negras.



Fonte: Agência Brasil

Brasil recusa visto a funcionários dos EUA que queriam fiscalizar urnas eletrônicas.

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O Ministério das Relações Exteriores brasileiro confirmou neste sábado (25) a negativa do governo de autorizar vistos a dois funcionários norte-americanos: o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.

Os vistos foram negados ontem (24).

O governo brasileiro tomou conhecimento do interesse do Departamento de Estado norte-americano de enviar dois funcionários para o Brasil. Eles queriam conversar com autoridades eleitorais para discutir liberdade de expressão relacionada às eleições de outubro.

Chamou a atenção das autoridades brasileiras que o pedido de visto veio na sequência de evento em que políticos brasileiros se reuniram com diplomatas para levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas. O governo considerou como instrumentalização política a visita nesse contexto eleitoral e decidiu negar os vistos.

O questionamento às urnas eletrônicas voltou a ganhar destaque após o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), divulgar informação falsa sobre as urnas brasileiras.

Ele afirmou nessa segunda-feira (21), durante o evento com diplomatas em Brasília, que os equipamentos brasileiros seriam da empresa venezuelana Smartmatic – sem apresentar provas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta quarta-feira (22), a informação de que a empresa venezuelana Smartmatic forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil. Segundo o tribunal, as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral. Além disso, elas são produzidas sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, “o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral”.

Fonte: Agência Brasil

Mesários têm função fundamental na segurança do processo eleitoral

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A atuação de mesários durante a votação é fundamental para o sucesso das eleições e para a garantia da transparência do processo eleitoral. Eles são responsáveis pela condução dos trabalhos nas seções eleitorais, assegurando que o voto seja exercido de forma organizada, segura e regular.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os mesários continuarão, nas eleições de 2026, a desempenhar funções essenciais nas mesas receptoras de votos (MRVs), encarregadas de receber os eleitores e viabilizar a votação por meio da urna eletrônica.

As mesas são formadas por cidadãos sem vínculo com a Justiça Eleitoral, que atuam como agentes públicos convocados para colaborar diretamente com o processo democrático.

Mesária voluntária

Carolina Carfero, 45, bancária e mesária em três eleições, iniciou sua participação por curiosidade. Ela queria viver o processo eleitoral por dentro e, desde então, tornou-se mesária voluntária. “Fui apenas mesária nas duas primeiras eleições. Na última, assumi a presidência da mesa, o que significa ter mais responsabilidades”, diz.

“Gosto de participar do processo eleitoral. É bastante cansativo, mas também é muito bom.”

Carolina observa que, como presidente de mesa, precisa ir ao local de votação um dia antes para organizar a sala. “Este é um dia que deve ser reservado para votação, e não vejo problema em também participar do processo.”

Folga

A mesária destaca que seu trabalho nos dias de eleição garante folgas. “Cada dia trabalhado me dá direito a dois dias de folga. O Banco do Brasil, onde trabalho, respeita isso.”

Ela acrescenta que, normalmente, a equipe das seções é a mesma. “Nunca tivemos problemas com as urnas eletrônicas, que sempre funcionaram bem, nem com as pessoas da seção, que são tranquilas.”

Como funciona

Cada mesa receptora possui presidente, mesários e secretários responsáveis pela condução dos trabalhos da seção eleitoral.

O presidente é a autoridade máxima da seção e deve manter a ordem no local, podendo solicitar apoio da força pública quando necessário.

Os primeiro e segundo mesários auxiliam o presidente e o substituem em ausências. O secretário, por sua vez, registra as ocorrências do dia na ata.

As atribuições dos mesários incluem:

  • Conferir documentos dos eleitores;
  • Verificar se estão aptos a votar;
  • Localizar seus nomes nos registros;
  • Cadastrar assinaturas, organizar o fluxo de pessoas e orientar os eleitores durante todo o processo.

Os mesários devem garantir que os procedimentos atendam as normas da Justiça Eleitoral.

A assessora-chefe de Gestão Eleitoral do TSE, Sandra Damiani, afirma que os mesários não apenas acompanham as atividades, mas também agem para viabilizá-las.

“O olhar dos cidadãos sobre a votação garante a transparência e a universalidade do ato de votar”, disse Damiani.

O TSE enfatiza que todos os mesários convocados devem receber treinamento específico antes das eleições, que pode ocorrer presencialmente ou por meio do ambiente virtual da Justiça Eleitoral.

Mesmo aqueles que já atuaram em eleições anteriores devem passar por novo treinamento a cada ano eleitoral para atualização das orientações.

Como ser mesário voluntário nas Eleições 2026

Quem pode participar:

  • Eleitores maiores de 18 anos em situação regular com a Justiça Eleitoral.

Quem não pode participar:

  • Candidatos e seus parentes, até o segundo grau;
  • Membros de diretórios partidários com função executiva;
  • Autoridades públicas;
  • Agentes policiais;
  • Ocupantes de cargos de confiança do Poder Executivo;
  • Pessoas que pertencem ao serviço eleitoral;
  • Eleitores menores de 18 anos.

Como se inscrever

  • O cadastro de mesário voluntário pode ser feito de três maneiras:
  • Pelo aplicativo e-Título, na opção “Mesário voluntário”;
  • Pelo portal do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado ou do Distrito Federal;
  • Diretamente no cartório eleitoral onde o eleitor está inscrito.

Após a inscrição, o cartório eleitoral analisará a disponibilidade de vagas e verificará se o eleitor atende aos requisitos legais. Se necessário e sem impedimentos, a pessoa poderá ser convocada para atuar nas eleições.

Benefícios

Quem atua como mesário tem direito a:

  • Dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições;
  • Dois dias de folga para cada dia de treinamento realizado;
  • Auxílio-alimentação de R$ 65 por turno trabalhado;
  • Utilização da atividade como critério de desempate em concursos públicos, quando previsto;
  • A atividade pode contar como horas complementares em cursos universitários, conforme regras do TRE de cada unidade federativa.

A Justiça Eleitoral fornece orientações e cadastro na página oficial de mesários.

Fonte: Agência Brasil

Cidade Amiga do Idoso destaca ações de políticas públicas municipais

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Os municípios brasileiros que implementam políticas públicas e garantem tratamento digno e envelhecimento ativo às pessoas idosas podem ser reconhecidos com o Título Cidade Amiga do Idoso.

A iniciativa visa promover a divulgação do título, impulsionando turismo, comércio e criando mais empregos.

O reconhecimento é previsto na Lei 15.476/2026, que entrou em vigor na última sexta-feira (24), após publicação no Diário Oficial da União.

A legislação estabelece as diretrizes para que os municípios possam se candidatar ao título, incluindo a implementação de ações que promovam a inserção e valorização dos idosos em setores como transporte, moradia, saúde e emprego, além de acessibilidade em prédios públicos e espaços abertos.

São consideradas também iniciativas que favoreçam segurança, participação, respeito e inclusão social, além de comunicação, informação e apoio comunitário voltado ao idoso.

A lei institui a criação de um conselho com representantes dos níveis federal, estadual, distrital, municipal e de organizações sociais que representam a população idosa. Esse colegiado será responsável por analisar as candidaturas e decidir sobre a concessão do título.

Após receber a homenagem, o município poderá utilizar oficialmente a denominação Cidade Amiga do Idoso em documentos e materiais institucionais por três anos, podendo renovar o título ao final desse período.

A legislação também prevê a possibilidade de revogação do reconhecimento caso haja interrupção nas políticas públicas voltadas para a população idosa ou descumprimento dos compromissos assumidos com o Conselho.

Fonte: Agência Brasil

Mulheres negras ressaltam a importância de Tereza de Benguela e pedem titulação de terras quilombolas.

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Neste sábado (25), celebramos o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, um marco que reconhece a luta pelos direitos das mulheres negras. Desde 2014, esta data também é lembrada como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola.

Tereza de Benguela, que viveu no século 18, tornou-se líder do Quilombo do Quariterê em Mato Grosso após a morte de seu marido, José Piolho, assassinado por soldados do estado. Conhecida como “rainha Tereza”, ela liderou a comunidade de mais de 100 pessoas, entre indígenas e negros, durante 20 anos, resistindo à escravidão até 1770.

>> Ouça na Radioagência Nacional: Legado de Tereza de Benguela é celebrado no Dia da Mulher Negra

Tereza de Benguela

Tereza de Benguela liderou o Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso – Fundação Cultural Palmares – Governo Federal

Não se sabe ao certo como Tereza morreu, se em combate contra invasores portugueses ou se viveu alguns anos a mais. Também há incertezas sobre seu local de nascimento, embora se saiba que ela se tornou um símbolo de luta e resistência para as mulheres negras no Brasil.

Leonor Costa, jornalista e pesquisadora em Direitos Humanos, destaca o legado deixado pela líder quilombola.

“Tereza de Benguela tem a nos ensinar que, diante da opressão, não há alternativa que não seja a luta, que não seja o enfrentamento de um sistema que oprime.”

Documentos históricos indicam que Tereza governava o quilombo de maneira semelhante a um Parlamento, com decisões coletivas.

Brasília - 25/07/2026 - Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas. Foto: Ester Cezar/ISA

Selma Dealdina Mbaye cobra urgência na titulação de terras quilombolas – Ester Cezar/ISA

Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas, destaca que a força da rainha Tereza permanece viva na luta das mulheres por direitos à terra. Ela enfatiza a urgência da titulação dos territórios quilombolas como uma pauta importante neste 25 de julho.

“A maioria do público dos territórios quilombolas é formada por mulheres, que anseiam ver seus territórios titulados e livres de grilagem de terras, exploração e violências.”

Ela aponta que existem mais de 8 mil quilombos no Brasil, reunindo mais de 1,3 milhão de pessoas em 24 estados e mais de 1,7 mil municípios. “Precisamos garantir esses territórios cada vez mais.”

Memória

Desde 2014, o dia 25 de julho é celebrado por lei como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data se une ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, que é comemorado desde 1992, quando ocorreu o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana.

O evento reuniu representantes de mais de 30 países, que denunciaram violências como racismo e desigualdades enfrentadas por mulheres negras, buscando construir uma agenda coletiva de mobilização.

No Brasil, desde 2013, ocorre o Julho das Pretas, uma iniciativa criada pelo Odara, Instituto da Mulher Negra de Salvador. Este ano, a 14ª edição reúne mais de 600 atividades em todo o país, organizadas por quase 300 coletivos ao longo do mês.

Entre as ações, destaca-se a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que clama por justiça para Luana Barbosa, mulher negra e lésbica, assassinada há dez anos após se recusar a ser revistada por policiais homens durante uma abordagem em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Fonte: Agência Brasil

Reforma tributária incentiva doações de imóveis a herdeiros

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A Reforma Tributária promulgada em dezembro de 2023 levou a um aumento significativo nas doações de imóveis em todo o país. De acordo com o Colégio Notarial do Brasil (CNB), em 2025, foram registradas 185.861 escrituras públicas, representando um crescimento de 59% em relação aos 116.225 atos formalizados em 2020.

Especialistas indicam que a intensa movimentação nos cartórios e na plataforma digital do CNB, o e-notariado, é resultado da busca crescente das famílias por antecipar a transferência de patrimônio antes da implementação das novas regras do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

O ITCMD é um imposto cobrado pelos estados e pelo Distrito Federal sobre heranças e doações de bens ou direitos. Cada estado possui autonomia para estipular seus prazos e taxas.

Com a implementação gradual da Reforma Tributária, alíquotas do ITCMD poderão ser progressivas, sendo que quanto maior o valor do bem, maior será o percentual, podendo chegar até 8%.

No Distrito Federal, a alíquota progressiva varia entre 4% e 6% para heranças e doações, independente do valor do patrimônio. Em São Paulo, tramitam na Assembleia Legislativa dois projetos de lei: um que limita a alíquota máxima a 4% e outro que institui um teto de 8%.

Além disso, a Emenda nº 132/2023, que estabelece a Reforma Tributária, determina que a base de cálculo do imposto será o valor de mercado do imóvel ou bem, ao invés do valor patrimonial, que geralmente é mais baixo.

O presidente do CNB, Eduardo Calais, mencionou que “a expectativa é que esse volume de doações continue crescendo e, consequentemente, também as lavraturas de escrituras”.

Segundo a entidade, que representa mais de 9 mil notários e tabeliães no Brasil, o aumento no registro de doações de imóveis começou em 2020, porém intensificou-se nos últimos anos, culminando em 2025 com o maior volume já registrado.

A especialista em planejamento patrimonial, Joanna Oliveira Rezende Barbosa, acrescentou que “é evidente o aumento na procura de clientes que desejam antecipar sua sucessão patrimonial, seja por meio de doações a descendentes ou pela integralização de ativos em holdings familiares”.

Especialistas alertam que muitas famílias estão observando as mudanças legislativas nos estados e no Distrito Federal para decidir sobre a antecipação das doações em vida. As alterações na cobrança do imposto requerem aprovação e regulamentação prévia pelos poderes locais, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Doações exigem cautela

O advogado Matheus Bertolo Piconez alerta que agir por impulso pode resultar em problemas, inclusive familiares.

Por exemplo, ao antecipar a doação do único imóvel para os filhos, sem garantir o direito de continuar morando ou usufruindo da renda gerada pelo bem, os pais podem passar a depender da boa vontade dos herdeiros.

“A antecipação faz sentido quando acompanhada de um planejamento completo, e não como uma corrida de última hora,” destacou o advogado.

Piconez enfatiza que o interessado deve definir os termos gerais do acordo de transmissão do bem e assegurar que possui recursos financeiros disponíveis para arcar com despesas imediatas, pois a doação de um imóvel ou patrimônio não exclui a obrigação de pagamento do ITCMD e outras despesas.

Geraldo Felipe de Souto, presidente da seção do Colégio Notarial do Brasil no Distrito Federal, ressaltou que, além da possibilidade de registro de escrituras remotamente por meio do e-notariado, também é viável realizar um planejamento sucessório mantendo o controle patrimonial. Uma das opções frequentes é a doação com reserva de usufruto.

“A Reforma Tributária acelerou conversas que muitas famílias ainda não tinham iniciado. O planejamento da sucessão patrimonial tornou-se uma decisão imediata,” comentou Souto, garantindo que os cartórios de notas estão disponíveis para orientar cada família sobre as melhores alternativas.

Fonte: Agência Brasil

Rede de Jornalistas Negros promove capacitação em segurança digital.

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As inscrições para a segunda edição da Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras (Repcone) estão abertas até 5 de agosto. Esta formação gratuita em cibersegurança, apoio psicossocial e orientação jurídica visa proteger, formar e articular mulheres negras, indígenas e quilombolas contra a violência digital na América Latina.

As interessadas podem se inscrever gratuitamente pela internet, através de um formulário online.

O período de inscrições coincide com as celebrações do Mês Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, culminando no dia 25 de julho: Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

A iniciativa é promovida pela Rede de Jornalistas Pretos (Rede JP) com a expectativa de ampliar o alcance da Repcone, conforme explica a coordenadora geral da Rede JP, Marcelle Chagas.

“A expectativa é garantir que a oportunidade de participação chegue a comunicadoras e lideranças negras de diferentes regiões e territórios, fortalecendo uma rede cada vez mais diversa e conectada”, afirma.

O coletivo também busca aprofundar as discussões sobre o atual contexto político no Brasil e na América Latina.

“O ambiente digital tem se tornado um espaço cada vez mais complexo e, muitas vezes, mais nocivo para mulheres negras em espaços públicos, seja na comunicação, na defesa de direitos ou na liderança comunitária”, observa Marcelle Chagas.

A formação visa fortalecer a capacidade de proteção, resposta e resiliência de mulheres em visibilidade pública diante de ameaças digitais, violência online e campanhas de desinformação, promovendo segurança, cuidado e apoio transnacional em toda a América Latina.

Na seleção das candidatas, terão prioridade mulheres que atuam em contextos de invisibilidade estrutural e de maior risco por sua atuação pública.

A edição de 2026 da Repcone não se destina apenas a jornalistas e comunicadoras, mas também a mulheres do Brasil e da América Latina em posições de liderança comunitária, institucional ou organizacional, expostas a riscos de segurança digital e violência online devido à sua atuação pública.

Coordenadora geral da Rede de Jornalistas Pretos (Rede JP), Marcelle Chagas – Foto: Divulgação Rede JP

Seleção

A seleção dará prioridade a mulheres negras (pretas e pardas), indígenas e pertencentes a povos e comunidades tradicionais (quilombolas, ribeirinhas, caiçaras, de terreiro, entre outras), sejam comunicadoras ou lideranças em associações, coletivos, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e iniciativas de base.

Neste ano, 30 mulheres da América Latina serão selecionadas entre jornalistas, ativistas, lideranças comunitárias e pesquisadoras, espelhando a diversidade de perfis, territórios, identidades e formas de atuação pública na região.

As participantes receberão confirmação pelo e-mail e WhatsApp fornecidos no momento da inscrição.

Programa

A formação da Repcone é estruturada em quatro frentes integradas:

  • 1. Aulas virtuais sobre segurança digital, resposta a incidentes, proteção de dados e enfrentamento à desinformação;
  • 2. Apoio psicossocial e orientação jurídica especializada;
  • 3. Protocolos de atuação diante de ataques coordenados, assédio online e desinformação;
  • 4. Infraestrutura tecnológica.

Serão quatro aulas online por meio de uma plataforma de vídeo (Zoom), abordando segurança digital, proteção de dados e resposta a incidentes, com acessibilidade em Libras e tradução para português e espanhol.

As 30 participantes ainda contarão com:

  • Oficina presencial no Rio de Janeiro, com a participação de organizações parceiras;
  • Oficina presencial no Peru, com organizações parceiras na América Latina;
  • Apoio financeiro para replicação do conhecimento em suas comunidades através de ações locais;
  • Inteligência artificial voltada à proteção de mulheres em ambientes digitais.

Latinas IA

A iniciativa incluirá o lançamento do Latinas IA, criado pela Rede de Jornalistas Pretos para apoiar e proteger mulheres em situação de vulnerabilidade na América Latina.

Esse agente digital estará disponível 24 horas para ajudar contra a violência digital, assédio e desinformação que afetam mulheres na política e na mídia.

A ferramenta funcionará como um ambiente integrado de orientação, reunindo recursos de informação confiável e conectando usuárias a fontes verificadas, além de oferecer guias de segurança digital adaptados a diferentes contextos de risco.

A Rede JP destaca que a plataforma está em desenvolvimento contínuo para atender às realidades sociais, culturais e linguísticas das mulheres latino-americanas que atuam na defesa da democracia na região.

Primeira edição

A Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras surgiu da compreensão de que a violência digital é uma estratégia para afastar mulheres negras e indígenas dos espaços decisórios na comunicação.

A iniciativa foi estruturada em 2025 a partir de escuta ativa e trocas de experiências entre Brasil, Argentina, Colômbia e outros países da América Latina.

A primeira edição da Repcone foi lançada em agosto de 2025 e contou com a participação de 50 mulheres, alcançando aproximadamente 17,1 milhões de pessoas.

Cartilha

Como resultado do primeiro treinamento, em dezembro de 2025, a rede lançou a cartilha Repcone Proteção Digital para Comunicadoras Negras na América Latina, que reúne dados, análises e orientações práticas para enfrentar a violência digital contra mulheres negras em visibilidade pública.

O material tem como missão promover o acesso ao conhecimento, à diversidade informacional e à formação livre de comunicadoras e comunidades.

A cartilha orienta sobre como atuar em situações de vazamento de dados, perseguição, assédio e campanhas coordenadas de desinformação, além de apresentar protocolos de segurança digital e recomendações para o cuidado com a saúde mental.

A publicação também defende que a violência digital deve ser entendida como parte das desigualdades estruturais de raça e gênero, com impactos que transcendem o ambiente virtual, afetando a saúde mental, a trajetória profissional e a permanência dessas mulheres em espaços de liderança e decisão.

Fonte: Agência Brasil

Moraes cancela a utilização de tornozeleira eletrônica para ex-prefeito de Belford Roxo

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, revogou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Márcio Correia de Oliveira (conhecido como Márcio Canella), e pelo sargento da Polícia Militar Antônio Gomes da Silva Neto, responsável pela escolta do político.

Por meio de decisão de Moraes, ambos estavam em liberdade provisória desde 10 de julho, com a imposição de medidas cautelares que foram agora anuladas pelo magistrado.

Os dois estão sendo investigados em um inquérito que apura a atuação de grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, além de possíveis conexões com agentes públicos. Este inquérito surgiu em decorrência das medidas adotadas pelo STF no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, a chamada ADPF das Favelas.

Márcio Canella e o policial militar Antônio Gomes da Silva Neto foram presos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo no dia 7, durante a sexta fase da operação Unha e Carne da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a postos de combustíveis no Rio de Janeiro, com a possível participação de agentes políticos.

Na decisão, Moraes destacou que os elementos apresentados até o momento indicam que os esclarecimentos dados pelas defesas de Canella e do policial militar “não permitem concluir que houve o cometimento do delito de porte ilegal de arma de fogo, uma vez que as armas apreendidas aparentam estar regularmente registradas e acauteladas aos policiais militares identificados pela própria PM”.

O relator ressaltou que eventuais irregularidades referentes à cessão de policiais, ao acautelamento das armas ou ao uso delas em desacordo com normas internas da corporação devem ser investigadas na esfera administrativa pelos órgãos competentes. Para o ministro Alexandre de Moraes, “neste momento, essas questões não apresentam repercussão penal imediata.”

Fonte: Agência Brasil

CNDH expressa preocupação com vendedores ambulantes após Programa Tolerância Zero

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O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) divulgou, nesta sexta-feira (24), uma nota pública expressando “profunda preocupação” com a implementação do Programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro.

O CNDH considera que a iniciativa para intensificar o ordenamento da orla inclui medidas que têm gerado violações de direitos humanos para os trabalhadores ambulantes.

No documento, o conselho manifesta apoio às medidas solicitadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e defende a suspensão imediata do Decreto Municipal nº 58.256/2026, que instituiu o programa, especialmente no que se refere à atuação sobre os vendedores ambulantes.

O CNDH afirma que, embora o enfrentamento ao crime organizado seja uma obrigação estatal, isso não deve resultar na estigmatização de uma categoria profissional.

Para o órgão, a implementação de políticas exclusivamente repressivas e o uso da expressão “tolerância zero” indicam uma lógica de exclusão social de populações vulneráveis nos espaços públicos da cidade.

A nota reforça os argumentos do MPF, afirmando que as praias marítimas são bens da União e que a intervenção do município nas orlas do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon foi realizada sem a adesão prévia ao Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP) e sem um Plano de Gestão Integrada (PGI), que são instrumentos previstos para a gestão compartilhada desses locais.

Além disso, o CNDH destaca que o trabalho ambulante é uma atividade profissional reconhecida por lei e a principal fonte de renda para milhares de famílias. Segundo o conselho, a atual política de fiscalização dificulta o exercício dessa atividade, sem apresentar mecanismos efetivos de regularização, o que compromete o direito ao trabalho e ao mínimo existencial.

Outro ponto mencionado são as denúncias de violência durante as operações de fiscalização. O documento aponta relatos de movimentos sociais, incluindo o Movimento Unido dos Camelôs (Muca), sobre agressões a trabalhadores ambulantes, como o uso de spray de pimenta contra mulheres migrantes e crianças.

O colegiado ressalta que, se confirmadas, essas ocorrências configuram graves violações de direitos humanos e evidenciam a necessidade de protocolos rigorosos para prevenir o uso desproporcional da força por agentes públicos.

Rio de Janeiro (RJ), 08/07/2026 – Camelôs protestam contra decreto da prefeitura do Rio de Janeiro que restringe o comércio ambulante na cidade, ato ocorre em frente a prefeitura, na região central da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Camelôs protestam contra decreto da prefeitura do Rio de Janeiro que restringe o comércio ambulante na cidade. Foto: – Tomaz Silva/Agência Brasil

Na nota, o CNDH enfatiza que os impactos da política afetam principalmente pessoas negras, pardas, migrantes e refugiadas, que encontram no comércio informal uma alternativa de renda diante das dificuldades de inserção no mercado formal. O conselho destaca que a falta de políticas específicas para esses grupos ignora compromissos internacionais do Brasil em relação à proteção a refugiados e migrantes.

O CNDH critica, ainda, a ausência de participação social na formulação das medidas para a orla carioca. O documento argumenta que a gestão desses espaços deve seguir as diretrizes do Projeto Orla, que prevê planejamento participativo com a inclusão de órgãos públicos, sociedade civil e trabalhadores.

O colegiado defende a criação de uma mesa permanente de diálogo para desenvolver um plano de ordenamento urbano inclusivo e participativo, além da adoção de protocolos específicos para prevenir o uso excessivo da força durante ações de fiscalização.

Prefeitura afirma combater crime organizado

O Programa Tolerância Zero começou na manhã de 16 de julho, com apreensão de mercadorias e protestos dos ambulantes, que se manifestaram na orla de Copacabana, estendendo-se até o Leme, em frente ao Copacabana Palace.

De acordo com a prefeitura, o objetivo da operação é combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado.

“Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento com origem criminosa é crime. O recado é para que, a partir do início dessa operação, essas pessoas não procurem ocupar esses espaços ilegalmente, pois a tolerância será zero. Sem legalização, não se pode desempenhar atividade econômica no espaço público”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.

Segundo a prefeitura, a estrutura irregular abrange cerca de 1 mil ambulantes e movimenta aproximadamente R$ 100 milhões por ano apenas com locação clandestina de pontos, depósitos e equipamentos.

A administração municipal afirma que o objetivo é desarticular as estruturas que sustentam a exploração irregular do espaço público e interromper fontes de financiamento e cadeias logísticas ligadas ao crime organizado.

Fonte: Agência Brasil