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Como funciona a gratuidade no transporte público aos domingos e feriados

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Desde março do ano passado, o programa Vai de Graça oferece gratuidade no transporte público coletivo do Distrito Federal aos domingos e feriados. Essa regra é aplicada a todos os modais que operam na capital federal: ônibus, BRT, micro-ônibus, Zebrinha e metrô. A medida abrange todas as linhas urbanas e rurais, em todas as regiões administrativas, sem restrições de itinerários ou limites de uso.

O acesso é livre para todos os passageiros, sem necessidade de cadastro prévio. O embarque deve ser feito pela porta dianteira dos veículos, e os passageiros devem passar pela catraca normalmente. Aqueles que possuem cartão Mobilidade, vale-transporte ou cartões de débito e crédito devem aproximar o dispositivo do validador. Este procedimento é exclusivamente para liberar a entrada e contabilizar os acessos do dia, sem gerar cobranças ou descontos.

Para os que não têm cartão, a entrada também é permitida; nesse caso, a liberação da catraca é realizada pelo cobrador, por meio de uma botoeira. Não há limitações na quantidade de viagens por passageiro, e a troca entre diferentes meios de transporte pode ser feita sem procedimentos de integração tarifária, já que os acessos estão totalmente liberados durante a vigência do programa.

Direito de ir e vir

Desde o início do Vai de Graça, em março de 2025, o sistema registrou 49.617.239 acessos nos validadores. Como um mesmo indivíduo pode embarcar várias vezes ao longo do dia, o volume de validações não representa necessariamente o número exato de passageiros atendidos.

A isenção de tarifas gerou um crescimento superior a 70% no uso do transporte coletivo aos domingos e feriados. Ao eliminar o custo das passagens, a medida facilitou a locomoção da população — especialmente a de menor renda — durante os dias de folga, impulsionando o fluxo de viagens.

Em caso de dúvidas, reclamações ou problemas durante o uso do transporte, os passageiros devem contatar a Ouvidoria do Distrito Federal. O registro da manifestação pode ser feito pelo site do Participa DF ou pelo telefone 162. Para o atendimento, é essencial informar a linha, o local e o horário exato da ocorrência.

Brasil é superado pela Turquia e conquista o vice-campeonato na Liga das Nações.

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A seleção brasileira feminina de vôlei viu adiado o sonho de conquistar um título inédito na Liga das Nações. Neste domingo (26), em Macau (China), as brasileiras perderam a final para a Turquia por 3 sets a 1 (parciais de 25/23, 23/25, 24/26 e 21/25), registrando o quinto vice-campeonato no torneio. O confronto reeditou o duelo pelo bronze olímpico nos Jogos de Paris, onde o Brasil saiu vitorioso.

Desta vez, a Turquia se destacou, contando com a habilidade da oposta Melissa Vargas, que marcou 33 ataques e guiou a equipe ao bicampeonato – o primeiro ouro foi conquistado em 2023. Além disso, Melissa ganhou o prêmio de melhor jogadora da Liga das Nações.

A medalha de bronze ficou com a Itália, que superou a anfitriã China por 3 sets a 1 (25/16, 23/25, 25/22 e 25/13), após ter sido derrotada pelo Brasil no sábado (26).

Pela seleção brasileira, Ana Cristina (25 pontos) e Rosamaria (19) se destacaram em quadra. Com a derrota, o Brasil acumula cinco pratas na Liga das Nações, tendo conquistado antes em 2025, 2022, 2021 e 2019.

“Fica aquele sentimento de que dava para mais, é normal. Diante das adversidades que enfrentamos, houve luta, atitude e comprometimento. Algumas jogadoras surgindo, e perdemos jogadoras importantes dessa trajetória. Agora, é pensar no futuro e no Sul-Americano,” comentou José Roberto, em entrevista à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Nesta edição, a seleção entrou em quadra sem alguns titulares, como a ponteira Gabi, poupada devido a desconforto na região lombar, a oposta Tanara e a central Julia Kudiess, ambas lesionadas, e sem a líbero Nyeme, que estava de licença-maternidade.

O próximo compromisso do Brasil será no Campeonato Sul-Americano, programado para acontecer entre os dias 8 e 13 de setembro, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A equipe vencedora garantirá vaga para a Olimpíada de Los Angeles 2028.



Fonte: Agência Brasil

PSD confirma candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República.

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O Partido Social Democrático (PSD) anunciou neste domingo (26) a candidatura à presidência da República do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado. A chapa contará também com o líder da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente.

O comunicado das candidaturas foi feito durante a convenção nacional do partido, que ocorreu na capital paulista.

No seu discurso, Caiado ressaltou sua trajetória política de 40 anos e criticou a polarização entre os lados esquerdo e direito no país. Ele expressou gratidão pelo apoio de seu companheiro de chapa, Gilberto Kassab, e de sua esposa, Maria das Graças Caiado, além de seus familiares.

Caiado destacou sua gestão no governo de Goiás, onde esteve no cargo de 2019 até março de 2026.

Natural de Anápolis, Ronaldo Caiado é médico, formado e com mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É cirurgião especializado em coluna vertebral, produtor rural e exerceu cinco mandatos como deputado federal (1991-1995, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011, 2011-2015). Além disso, foi eleito senador por Goiás em 2014 e já havia se candidatado à presidência da República em 1989.

Fonte: Agência Brasil

Descubra quem pode ter parto na Casa de Parto de São Sebastião e como receber atendimento.

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Gestantes de baixo risco da Região Leste de Saúde do Distrito Federal têm à disposição a Casa de Parto de São Sebastião para o nascimento de seus bebês. Esta unidade é habilitada como Centro de Parto Normal (CPN) e oferece assistência ao parto, ao puerpério imediato e aos cuidados com o recém-nascido, realizados por enfermeiras obstetras. As gestantes devem estar atentas aos critérios de atendimento, à consulta de vinculação e à documentação necessária para utilizar os serviços.

Quem pode receber atendimento

A Casa de Parto atende gestantes com gravidez de evolução fisiológica e risco habitual. Os critérios incluem:
⇒ gestação única;
⇒ bebê em posição cefálica (cabeça para baixo);
⇒ idade gestacional entre 37 semanas e 40 semanas e 6 dias;
⇒ trabalho de parto espontâneo;
⇒ ausência de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes;
⇒ crescimento fetal adequado e ausência de malformações;
⇒ bem-estar materno e fetal preservados.

A equipe da unidade confirmará os critérios no momento do atendimento.

Atendimento é regional

Não é necessário residir em São Sebastião para utilizar o serviço. A Casa de Parto atende gestantes de toda a Região Leste de Saúde, que inclui São Sebastião, Jardins Mangueiral, Jardim Botânico, Lago Sul, Paranoá e Itapoã, além de municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), conforme a organização da rede de saúde.

Se o pré-natal foi realizado na rede privada, a vinculação é definida pelo endereço de residência da gestante.

Consulta de vinculação

As gestantes são aconselhadas a participar da roda de gestantes, oferecida nas modalidades presencial e online, e a realizar a consulta de vinculação a partir das 37 semanas de gestação.

Nesta consulta, a enfermeira obstetra irá avaliar as condições clínicas e obstétricas da gestante, verificar se ela atende aos critérios para o parto na unidade, apresentar a estrutura da Casa de Parto e orientar sobre os sinais do trabalho de parto e o momento certo para buscar atendimento.

A consulta não requer agendamento e pode ser feita diretamente na unidade, preferencialmente de segunda a sexta-feira, durante o horário comercial.

Documentos necessários

Para a consulta de vinculação, a gestante deve apresentar a documentação da gravidez, incluindo:
⇒ documento oficial com foto;
⇒ Cartão ou Caderneta da Gestante;
⇒ exames laboratoriais;
⇒ ultrassonografias (principalmente a primeira e a mais recente);
⇒ cartão de vacinação;
⇒ plano de parto, se houver;
⇒ relatórios médicos ou de outros profissionais de saúde.

Estrutura

A Casa de Parto de São Sebastião opera como Centro de Parto Normal peri-hospitalar, tendo como retaguarda o Hospital da Região Leste (HRL), situado a cerca de 15 minutos da unidade. Em casos que exigem atendimento especializado ou intercorrências, a gestante e o bebê são transferidos para o hospital de referência.

Tarifaço: Lula critica a posição dos EUA em artigo no Washington Post

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O jornal norte-americano The Washington Post publicou neste domingo (26) um artigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticando a política tarifária do governo dos Estados Unidos em relação ao Brasil. Em seu artigo, Lula contestou os argumentos que justificaram a taxação, ressaltou que as ações também afetarão negativamente a economia norte-americana e afirmou que “o Brasil não será derrotado com base em mentiras”.

O presidente mencionou um caráter ideológico na decisão de Trump, que, segundo ele, busca interferir na política e nas eleições brasileiras deste ano. O texto, em português, foi também compartilhado nas redes sociais do presidente.

“Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”, disse.

O presidente brasileiro fez referência às declarações de Marco Rubio, secretário de Estado que, em junho, excluiu o Brasil da lista de países amigáveis aos EUA na América Latina.

No artigo, Lula reforçou a argumentação que o governo brasileiro tem utilizado desde o início das taxações, em abril de 2025, que os EUA são superavitários na relação comercial com o Brasil. Ele afirmou que o Brasil buscará outros parceiros comerciais globalmente.

“No médio prazo, essas tarifas vão desorganizar cadeias produtivas que atualmente estão densamente integradas, e as empresas brasileiras substituirão fornecedores norte-americanos por outros parceiros.”

“Erro estratégico”

No dia 15 de julho, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) impôs uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros.

Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas para o setor de aviação e outros produtos manufaturados.

O USTR justificou as taxas alegando que certas práticas adotadas pelo Brasil eram inadequadas e dificultavam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses. Em sua publicação no Washington Post, Lula contestou o USTR.

“Além de injustas, as novas tarifas são um erro estratégico: elas prejudicam a economia dos Estados Unidos e a parceria com o Brasil. Diversos setores industriais norte-americanos dependem de insumos brasileiros. Alimentos, calçados, têxteis, móveis, autopeças e muitos outros produtos se tornarão mais caros para o consumidor americano.”

Lula também defendeu a atuação do Brasil contra o desmatamento, a legislação que combate crimes nas redes sociais e o sistema de pagamentos Pix. Esses aspectos foram criticados pelo governo norte-americano em momentos recentes da relação entre os países.

“Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que respeitam a nossa. A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la”, concluiu o presidente, reafirmando a disposição do Brasil para o diálogo.

Fonte: Agência Brasil

Cesárea eleva risco de câncer de placenta após mola gestacional

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Pessoas que passaram por cesariana têm 45% mais risco de desenvolver neoplasia trofoblástica gestacional, um tipo raro de câncer originado a partir de células da placenta que cresce no útero. Essa conclusão é fruto de um estudo liderado por pesquisadores da Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A neoplasia trofoblástica é a consequência mais grave da doença trofoblástica, comum no contexto da mola gestacional. Essa condição ocorre quando a fertilização anômala entre óvulos e espermatozoides resulta em uma estrutura placentária anômala, que pode ocorrer sem feto (mola completa) ou com um feto inviável (mola parcial).

Em até 20% dos casos, células da mola gestacional podem se alojar no útero e evoluir para câncer de placenta. No Brasil, a incidência da doença trofoblástica é de um caso a cada 200 a 400 gestantes, com aproximadamente 2,9 mil registros de neoplasia anualmente.

Já era conhecido que o risco de neoplasia é maior em casos de mola completa, em mulheres acima de 40 anos, aquelas com níveis elevados do hormônio HCG, ou que já tiveram episódios prévio de mola completa e cistos ovarianos.

Referência internacional

A ideia de investigar a relação entre cesáreas e câncer de placenta surgiu a partir de um estudo semelhante realizado na Coreia do Sul, embora com um número limitado de pacientes, conforme explicado pela líder da pesquisa brasileira, Gabriela Paiva.

A Maternidade Escola da UFRJ, vinculada à rede HU Brasil e ao Sistema Único de Saúde, abriga o Ambulatório de Doença Trofoblástica Gestacional, o terceiro maior centro de pesquisa e atendimento para mola no mundo. A unidade atende semanalmente cerca de 80 pacientes diagnosticadas com mola.

“Com a quantidade de pacientes que temos aqui, pensamos que poderíamos realizar essa avaliação trazendo um resultado mais preciso, especialmente considerando a alta taxa de cesarianas no Brasil”, complementa Gabriela, também médica no ambulatório.

A médica obstetra do ambulatório e maternidade da Maternidade Escola UFRJ, Gabriela Paiva, liderou o estudo sobre câncer de placenta e cesárea. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A pesquisa foi conduzida em parceria com o Centro de Doença Trofoblástica da Nova Inglaterra, vinculado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Foram analisados dados de 2.904 pacientes atendidas entre 2002 e 2022, sendo 83,9% sem histórico de cesariana e 468 com pelo menos uma cesárea.

Entre as mulheres que já haviam sido submetidas à cesariana, 26,5% desenvolveram câncer, em comparação a 20,8% daquelas que não tinham esse histórico. Todos os outros fatores que poderiam influenciar esses resultados foram controlados, indicando que a cirurgia anterior aumenta o risco de forma independente.

A principal hipótese dos pesquisadores é que o corte no útero realizado durante a cesariana desregule o sistema imunológico da mulher, obrigue o remodelamento dos vasos sanguíneos e cause fibrose.

“A cicatriz da cesárea é uma área frágil dentro do útero, funcionando como uma porta de entrada para a mola, que acaba tendo mais poder de invasão e levando ao câncer”, complementa Gabriela Paiva, que realizou a pesquisa durante seu doutorado.

Contexto brasileiro

O coordenador do ambulatório e orientador do estudo, Antônio Braga, destaca a relevância desse achado no contexto brasileiro, que apresenta as maiores taxas de cesarianas do mundo. Enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda que apenas 15% dos nascimentos sejam feitos por cesárea, essa proporção chega a 55% no Brasil.

“Esse é um tema que precisa ser abordado como mais um risco associado a mulheres submetidas a cesarianas. A cesárea é uma cirurgia essencial para garantir a segurança da mãe e do bebê, mas deve ser realizada com consciência”, acrescenta.

“A neoplasia trofoblástica gestacional pós-molar também deve ser considerada uma possível consequência de longo prazo da cesárea, ao lado de outros desfechos adversos já conhecidos, como risco de ruptura uterina, placenta acreta, parto prematuro e outras complicações”, defendem os autores.

Rio de Janeiro (RJ), 26/05/2026 – O médico, professor de obstetrícia e responsável pelo laboratório de doenças trofoblástica gestacional da Maternidade Escola da UFRJ, Antônio Braga, posa para foto na instituição, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O médico, professor de obstetrícia e responsável pelo laboratório de doenças trofoblástica gestacional da Maternidade Escola da UFRJ, Antônio Braga. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O estudo ainda estima que uma redução de 20 pontos percentuais na taxa de cesarianas do país, reduzindo-a para 35%, poderia evitar cerca de 177 casos de câncer por ano, o que representaria uma diminuição de 6,1% na incidência anual estimada da doença.

Apesar da forte correlação, os pesquisadores não sugerem que mulheres com histórico de cesariana recebam tratamentos mais agressivos caso desenvolvam a neoplasia. A recomendação principal é que elas sejam monitoradas com maior vigilância desde o diagnóstico da mola.

Atualmente, a abordagem nos casos de câncer envolve o esvaziamento do útero por aspiração, sessões de quimioterapia e monitoração do hormônio HCG. A histerectomia (remoção do útero) é indicada somente em casos específicos.

Fonte: Agência Brasil

Compreenda a mola gestacional e seu potencial evolutivo para câncer de placenta.

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Há cerca de dois anos, a terapeuta ocupacional Daiana Nascimento recebeu uma notícia muito aguardada: estava grávida, depois de um bom tempo de tentativas e espera. Mas logo descobriu que não viveria o que tanto sonhou.

“Em menos de três dias, eu vivi o dia mais feliz e o dia mais triste da minha vida. E, menos de um mês depois, eu estava com um câncer gerado de uma gestação. Foi muito difícil. A gente nunca imagina que vai passar por isso”, ela lembra.

No primeiro ultrassom, Daiana descobriu que a gravidez se tratava de uma “mola”, nome popular da doença trofoblástica gestacional. Trata-se de um tumor benigno, que em até 20% dos casos pode evoluir para um câncer de placenta maligno, como ocorreu com a terapeuta.

Daiana Nascimento contou em entrevista à Agência Brasil sobre seu tratamento após mola gestacional. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

O que é mola gestacional?

Tudo começa com um erro de fertilização. Nos casos de mola incompleta, um espermatozóide com o DNA duplicado ou dois espermatozóides fecundam um óvulo normal, gerando uma placenta imperfeita, acompanhada de um embrião com anomalias genéticas incompatíveis com a vida.

Já nos casos de mola completa, um óvulo sem DNA é fecundado por um espermatozóide dos mesmos tipos anteriores, gerando apenas uma placenta anormal, sem embrião.

Nas duas situações, a gestação precisa ser interrompida e a mola, retirada, sob o risco de provocar sangramento uterino e alterações na tireóide e pressão sanguínea.

Mas o efeito mais grave da doença trofoblástica é o câncer de placenta, que ocorre quando células da mola se instalam no útero. Isso acontece com menos de 5% das mulheres com mola parcial, mas, entre aquelas com mola completa, uma em cada cinco desenvolvem câncer. Em casos mais agressivos, pode haver metástase, principalmente no pulmão.

Quem explica é o professor de obstetrícia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Antônio Braga. Ele coordena o Ambulatório de Doença Trofoblástica Gestacional da Maternidade Escola da UFRJ, o terceiro centro mais importante do mundo em atendimento e pesquisa sobre mola.

“Uma em cada 200 a 400 mulheres que engravidam no Brasil vai ter essa doença. Nos Estados Unidos, essa taxa é de uma a cada mil mulheres… Na Inglaterra, é de uma a cada duas mil. Tem investigação sobre as razões pra essa diferença. Fatores genéticos, imunológicos, alimentares… essas são as principais suspeitas. Mas nada ainda está bem estabelecido”, destaca.

De acordo com Braga, a maioria das pacientes descobre a mola da mesma forma que Daiana, ao fazer um ultrassom de rotina depois de constatar a gestação por um exame de sangue ou urina. E, assim como a terapeuta, a maior parte dessas mulheres nunca tinha ouvido falar sobre a doença antes, o que não significa que ela seja rara.

Somente o ambulatório da Maternidade Escola, ligado à rede HU Brasil, atende cerca de 80 pacientes com mola por semana, pelo Sistema Único de Saúde. Além de moradoras da própria cidade do Rio de Janeiro, há muitas mulheres que vêm de outras cidades fluminenses e até de outros estados.

Aproximadamente 30% delas têm plano de saúde e, mesmo assim, fazem o tratamento na unidade pública.

“É fundamental que essas mulheres sejam atendidas em um centro de referência. Um dos nossos estudos mostrou que quando elas são acompanhadas fora de um centro de referência, elas têm de 10 a 20 vezes mais chance de morrer”, salienta o médico e pesquisador.

Rio de Janeiro (RJ), 26/05/2026 – Fachada da Maternidade Escola UFRJ, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Fachada da Maternidade Escola da UFRJ, na zona sul do Rio de Janeiro. Unidade é referência no tratamento da mola gestacional. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Acompanhamento

A retirada da mola por aspiração uterina é só o começo de um acompanhamento criterioso. Um exame histopatológico vai determinar se a mola é parcial ou completa, e, a partir disso, a paciente passará por consultas periódicas para avaliação geral e medição do HCG, hormônio produzido na gestação.

“Esse é o único câncer da espécie humana que o diagnóstico não é histopatológico, não se faz biópsia. O diagnóstico é dado pelo hormônio da gravidez, esse que é o marcador tumoral da doença”, explica Braga.

Com a interrupção da gravidez, o correto é que o hormônio caia até se estabilizar nos níveis normais. Se isso não acontecer, é porque as células da mola migraram para o útero, desenvolvendo o câncer. O tratamento do tumor maligno é feito com quimioterapia.

“Felizmente, grande parte das mulheres que são adequadamente tratadas se curam. E, uma vez curadas, podem inclusive engravidar novamente. Fazem o pré-natal aqui conosco e têm seus bebezinhos aqui para completar suas famílias”, esclarece o chefe do ambulatório de mola do hospital escola.

Essa é a esperança de Daiana e do marido, Lucas Felipe. “É um sonho que foi adiado por dois anos. Mas que vai vir, se Deus quiser!”, ela diz.

A terapeuta terminou as sessões de quimioterapia e está com o HCG normalizado, o que indica que está curada do câncer. Mas ainda precisa esperar alguns meses para engravidar, já que um teste de gravidez positivo pode mascarar o retorno da doença.

Histerectomia

Pacientes mais velhas, que já tiveram filhos ou que não pretendem tê-los, podem receber a recomendação de passar por uma histerectomia, a retirada cirúrgica do útero.

Foi o caso de Mônica Rosa do Amaral Pelizari, que já tinha uma filha e descobriu a mola após sofrer um abortamento espontâneo, aos 45 anos. Além de viver uma perda gestacional em uma idade limite, Mônica também desenvolveu o câncer de placenta cerca de um mês depois.

“Sinceramente, eu não conseguia nem pensar no luto, eu só pensava no câncer, porque câncer, para mim, era um nome terrível. Eu fiquei apavorada, porque eu nunca tinha ouvido falar em mola”, ela lembra.

Rio de Janeiro (RJ), 08/07/2026 - A paciente Mônica Rosa do Amaral Pelizari, concedeu entrevista para a reportagem na Maternidade Escola da UFRJ, em Laranjeiras. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A paciente Mônica Rosa do Amaral Pelizar. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Apesar disso, ela conta que fez todo o tratamento de forma “leve”, graças ao apoio da família e dos profissionais que a atenderam.

“Não teve um dia que eu não tivesse pessoas queridas comigo. Eu e as minhas irmãs íamos pra clínica como se fosse um passeio, todas de lenços diferentes. Então, foi um momento atribulado, mas não angustiado”, acrescenta.

Acolhimento

Tudo isso aconteceu em 2018 e 2019. Após a cirurgia e as sessões de quimioterapia, Mônica se curou do câncer, mas até hoje faz consultas anuais no ambulatório para monitorar seu estado de saúde e seus níveis hormonais.

O hospital também oferece atendimento social e psicológico, além de serviços de acolhimento, como musicoterapia. A médica do ambulatório Gabriela Paiva reforça a importância desse suporte:

“A gestação vem com expectativas, não só da paciente, mas também da parceria, da família… Então, elas chegam aqui muito fragilizadas. Sempre, na primeira consulta, a gente frisa que isso acontece por acaso, que não é culpa dela e que ela não está sozinha”.

Lucas Felipe, marido de Daiana, confirma que o impacto da perda gestacional atinge toda a família, especialmente quando é precedido de um diagnóstico de câncer. Ele acrescenta que as pessoas próximas das pacientes também precisam cuidar da saúde mental, inclusive para apoiá-las da maneira correta.

“Eu tentei me manter o mais pé no chão possível, do lado dela, porque eu pude ver ali, no dia a dia, que foi realmente um soco no estômago pra ela, e pra mim também, mas eu achava que deveria segurar. Até que a gente vê que precisa saber lidar com as nossas emoções e que isso não significa reter o que a gente sente”, ele complementa.

Rio de Janeiro (RJ), 08/07/2026 - A paciente, Daiana Nascimento e seu marido Lucas Felipe, concederam entrevista para a reportagem na Maternidade Escola da UFRJ, em Laranjeiras. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A paciente Daiana Nascimento e seu marido, Lucas Felipe. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Quem desenvolve uma mola também acaba necessitando de muito apoio logístico e financeiro. “A minha vida parou completamente para eu fazer o tratamento, mudou todos os meus planejamentos. Só agora eu consegui voltar a trabalhar um dia na semana, pra ir aumentando aos poucos”, conta Daiana.

Como ela mora em São Pedro da Aldeia, a 141 km da capital, precisou utilizar o transporte médico da prefeitura de sua cidade para comparecer às muitas consultas e sessões de quimioterapia, mas acabava perdendo um dia inteiro a cada viagem. Há alguns meses, descobriu que tinha direito à gratuidade nos ônibus intermunicipais, o que facilitou sua rotina.

“Essas mulheres vão ficar, no mínimo, seis meses vindo aqui. É cansativo. E, às vezes, a gente tem que dar a notícia de que a mola virou um câncer. Por isso, a gente sempre pede para vir com um acompanhante. Mas as outras pacientes também ajudam no acolhimento. A mulher descobre que tem uma doença que ela nunca ouviu falar, mas aqui ela vê que tem mais gente passando por isso”, complementa a médica Gabriela Braga.

Fonte: Agência Brasil

Rádio Nacional transmite duelo entre Cruzeiro e Botafogo neste domingo

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Cruzeiro e Botafogo se enfrentam neste domingo (26) pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro Masculino Série A, com transmissão ao vivo da Rádio Nacional a partir das 15h30, trazendo todos os detalhes do primeiro jogo dos clubes no segundo turno do torneio.

O jogo ocorrerá no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), e o Cruzeiro espera contar com o apoio da torcida para conquistar três pontos e melhorar sua posição na tabela. Atualmente, a Raposa está em oitavo lugar, com 27 pontos, enquanto o Botafogo está logo atrás, na nona posição, com 26 pontos.

A cobertura da Rádio Nacional começará com o programa Show de Bola Nacional, apresentando uma equipe completa para transmitir todas as emoções do embate.

Na narração estará André Luiz Mendes, com comentários de Marcelo Smigol, enquanto Bruno Mendes ficará responsável pela reportagem e plantão de informações da rodada.

A transmissão será realizada em parte da rede via AM e OC, além da FM no Rio de Janeiro, no Alto Solimões e em parceria com a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

A Nacional FM nas demais localidades continuará com sua programação musical. O público pode ouvir suas músicas favoritas através do dial, no aplicativo Rádios EBC e no site da emissora. Os áudios também estarão disponíveis em tempo real por streaming nas duas plataformas.

Campeonato Brasileiro

O Campeonato Brasileiro é a principal liga de futebol dos clubes do Brasil e a competição mais relevante do país. Os campeões são indicados para disputar a Copa Libertadores da América, juntamente com o vencedor da Copa do Brasil.

Participam do torneio 20 clubes. Durante a temporada, cada equipe enfrenta as outras duas vezes, uma em casa e outra fora, totalizando 38 jogos em formato de pontos corridos.

Os times somam três pontos por vitória e um por empate. A classificação se dá pelo total de pontos, depois pelo saldo de gols e, em seguida, pelos gols marcados.

Para resolver empates entre clubes, os critérios são: maior número de vitórias; maior saldo de gols; maior número de gols marcados; confronto direto; e menor número de cartões recebidos.

Cobertura da Nacional

O futebol, como paixão nacional, tem grande destaque na programação da Rádio Nacional, que é referência em transmissões de partidas no Brasil há décadas. A emissora cobre jogos das principais competições e traz as notícias mais relevantes do esporte.

Os torcedores podem acompanhar tudo pelo rádio, site ou streaming, aproveitando as emoções dos duelos entre os maiores clubes do país.

Antes e depois dos jogos, os ouvintes são atualizados sobre as preparações das equipes e a repercussão dos resultados, com análises aprofundadas em programas consagrados do radiojornalismo esportivo.

A equipe da Rádio Nacional é composta por profissionais renomados no meio esportivo, incluindo produtores, jornalistas e apresentadores que se dedicam a oferecer informações precisas.

A emissora também se destaca na TV Brasil com o programa Stadium, exibido de segunda a sexta-feira às 12h30 e de terça a sexta às 18h30, sempre ao vivo, oferecendo análises atualizadas. Além disso, o telejornal Repórter Brasil abrange os principais resultados diariamente às 12h45 e às 19h.

Fonte: Agência Brasil

Atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes no DF

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Com o retorno às aulas, pais e responsáveis têm a oportunidade de verificar a Caderneta de Vacinação de crianças e adolescentes e atualizar as doses em atraso. A vacinação é importante para a proteção contra doenças imunopreveníveis, ajuda a diminuir a circulação de vírus e bactérias e fortalece a proteção coletiva. Se alguma dose não foi aplicada na idade recomendada, o esquema vacinal pode ser atualizado em qualquer sala de vacinação da rede pública, sem a necessidade de reiniciá-lo.

O Calendário Nacional de Vacinação abrange imunizantes desde o nascimento até a adolescência. Ao nascer, são indicadas as vacinas BCG e hepatite B. Nos primeiros meses de vida, o esquema vacinal inclui pentavalente, poliomielite (VIP), pneumocócica 20-valente, rotavírus, meningocócica ACWY, influenza e covid-19. A partir dos 9 meses, é recomendada a vacina contra a febre amarela. Aos 12 e 15 meses, a criança recebe vacinas como tríplice viral, tetraviral, hepatite A e reforços contra doenças pneumocócicas, meningocócicas, difteria, tétano, coqueluche e poliomielite. Aos 4 anos, são aplicados novos reforços da DTP, poliomielite, febre amarela e varicela. Entre 9 e 14 anos, meninas e meninos devem receber a vacina HPV4 em dose única.

É fundamental respeitar as idades e intervalos previstos no calendário nacional. Mesmo quando há atraso, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para completar o esquema vacinal, sem reiniciar as doses já recebidas.

Atendimento

Os locais e horários de funcionamento das salas de vacinação podem ser consultados aqui. No mesmo site, a relação dos pontos que oferecem vacinação aos sábados é atualizada semanalmente, geralmente às sextas-feiras após as 18h.

Para o atendimento, é importante que pais ou responsáveis apresentem: um documento de identificação da criança ou do adolescente; o Cartão SUS, se disponível; e, preferencialmente, a Caderneta de Vacinação. O documento permite que o profissional de saúde avalie o histórico vacinal e identifique as doses necessárias. Caso a caderneta tenha sido perdida, a vacinação ainda pode ser realizada: a equipe pode tentar recuperar o histórico e emitir um novo cartão, se necessário.

Regras para Receber a Cesta Verde no DF

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Os beneficiários do Cartão Prato Cheio também têm direito a receber a Cesta Verde. A entrega é feita de forma automática, conforme a disponibilidade de recursos, e a liberação pode ser consultada pelo aplicativo.

Esse programa proporciona frutas, verduras e legumes produzidos por agricultores familiares do Distrito Federal às famílias atendidas. Além de aumentar o acesso a alimentos frescos, a iniciativa fortalece a produção local e gera renda para os produtores.

Entrega em casa

A Cesta Verde é entregue uma vez durante o período em que se recebe o Cartão Prato Cheio. A entrega pode ocorrer no primeiro ou no último mês de pagamento do benefício e não é garantida a todos os participantes, dependendo da disponibilidade de recursos.

As cestas são entregues diretamente na residência do beneficiário, no endereço registrado. Antes da entrega, a empresa responsável entra em contato para confirmar o endereço e agendar a data e o horário. Por isso, é fundamental manter o cadastro sempre atualizado.

Produção local

Os alimentos da cesta variam conforme a época do ano. Entre maio e outubro, durante a seca, a cesta pode incluir produtos como abóbora, tomate, chuchu, pepino, beterraba, cenoura, mandioca, batata-doce, inhame, abacate, limão, tangerina e banana.

No período de novembro a abril, durante as chuvas, a composição é ajustada e pode incluir chuchu, pepino, tomate, abóbora, mandioca, batata-doce, inhame, banana, limão e goiaba. Antes da entrega, os alimentos passam por uma conferência de qualidade.