Os quatro títulos de Copa do Mundo e as cinco medalhas olímpicas de ouro explicam o porquê de os Estados Unidos terem a seleção feminina de futebol mais vitoriosa do planeta. E mesmo assim, é do Brasil que vem a referência delas. A idolatria por Marta Vieira da Silva, a maior jogadora da história, transcende fronteiras.
“Marta é uma lenda! Estar em campo com ela é surreal. É a jogadora em que muitas de nós se espelharam. Enfrentá-la é um desespero”, disse a meia Rose Lavelle, em entrevista coletiva no centro de treinamento do São Paulo, onde a seleção norte-americana se prepara para dois amistosos contra o Brasil – o primeiro neste sábado (6), às 18h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena, em São Paulo.
“Admiro a maneira como ela encara o jogo, técnica e taticamente, mas também o quanto gosta de jogar. Sempre adorei ver jogadoras que têm esse encanto. Ela tem uma mentalidade vencedora e traz muita alegria aos torcedores”, destacou a capitã dos Estados Unidos, Lindsay Heaps.
O histórico dos confrontos entre as seleções no futebol feminino é amplamente favorável às norte-americanas. Em 43 jogos, são apenas quatro triunfos brasileiros. No último compromisso entre as equipes, o Brasil venceu por 2 a 1 no PayPal Park, na Califórnia, sendo essa a primeira vitória do time verde e amarelo na casa das rivais, com gols das atacantes Kerolin e Amanda Gutierres.
- Casa das Rosas, em São Paulo, apresenta exposição sobre Ronaldinho Gaúcho
- Brasil compete contra Marrocos, Escócia e Haiti no Grupo C da Copa do Mundo.
- Seleção brasileira chega aos EUA e inicia primeiro treino no período da tarde
- Lula aprova lei da Copa do Mundo Feminina e homenageia as pioneiras
- Seleção Brasileira inicia primeiro treino nos EUA menos de 24 horas após chegada
“O Brasil é um time de classe mundial, com um grande técnico (Arthur Elias). Sou fã do trabalho dele. A equipe joga com responsabilidade e torna difícil o controle do jogo. Não importa quem enfrentam, estão sempre em alto nível e nunca desistem. Essa geração tem ainda mais jogadoras de alto nível”, avaliou a técnica dos Estados Unidos, Emma Hayes.
Presentes em todas as Copas do Mundo femininas desde a edição inaugural, em 1991, as norte-americanas ainda precisam se classificar para 2027, no Brasil. Para isso, devem ficar entre as quatro seleções mais bem colocadas do Campeonato da Concacaf, que será sediado por elas de 27 de novembro a 5 de dezembro.
“Que experiência pode ser melhor do que enfrentarmos o Brasil, na casa delas e onde será a Copa do Mundo? Temos que aproveitar ao máximo essa experiência. Acredito que a atmosfera será incrível”, projetou Heaps.
“O futebol feminino é uma indústria multibilionária, se tornando um grande negócio e o esporte que mais cresce no mundo. O investimento no esporte feminino é inteligente. Espero que a Copa traga mais investimento nos clubes, maior profissionalização e que as meninas sigam jogando o máximo possível. Sei que o Mundial terá um impacto massivo ao país”, destacou Hayes.
Apesar do histórico negativo em decisões contra os Estados Unidos, com derrotas nas finais olímpicas de Atenas, Pequim e Paris, o Brasil venceu em dois títulos disputados em casa. Em 2007, conquistou a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, goleando os norte-americanos por 5 a 0 no Maracanã. Em 2014, o empate sem gols no Mané Garrincha garantiu o título do Torneio Internacional de Brasília à seleção canarinho, beneficiada pela melhor campanha.
Além da partida na Neo Química Arena, Brasil e Estados Unidos se enfrentarão na próxima terça-feira (9), às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza.
Fonte: Agência Brasil

