Na sexta-feira (29), durante visita ao Hospital do Amor Interestadual de Lagarto, em Sergipe, o primeiro hospital oncológico interestadual do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou pela primeira vez sobre a radioterapia a qual está se submetendo para tratar uma lesão no couro cabeludo.
“Hoje, a pessoa mais pobre desse país, se precisar fazer radioterapia, fará na mesma máquina que o presidente dos Estados Unidos, da China ou do Brasil. Estou fazendo radioterapia na minha cabeça. Qualquer pessoa que for fazer usará uma máquina igual à minha, porque não sou melhor do que vocês”, declarou o presidente.
Com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Lula ressaltou que o Hospital do Amor em Lagarto oferece um atendimento moderno. A unidade se tornou um ponto de referência no combate ao câncer, atendendo 153 municípios dos estados de Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco.
O governo alocou R$ 137,5 milhões para a criação e operação da unidade, garantindo atendimento 100% SUS para 2,9 milhões de pessoas.
O hospital está integrado ao programa Agora Tem Especialistas e foi estruturado para ser uma referência no Nordeste, levando diagnóstico e tratamento de câncer a regiões anteriormente desassistidas, fora dos grandes centros.
- Brasil buscará novos aliados para minimizar impactos comerciais.
- Alcolumbre sugere melhorias na PEC que extingue a escala 6×1 e defende análise nas comissões.
- Lula atribui ao clã Bolsonaro ataque dos EUA ao Pix e à taxação
- Lula defende o Pix e expressa preocupação dos Estados Unidos com o sistema brasileiro.
- Alcolumbre omite posição sobre PEC que extingue escala 6×1, enquanto oposição defende manutenção da jornada.
Lesão
Lula retirou a lesão em 24 de abril e está passando por um procedimento preventivo de 15 sessões de radioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. As sessões ocorrerão ao longo de três semanas, com duração aproximada de dois minutos cada.
Conforme informado pelo Sírio-Libanês, o presidente continuará com suas atividades diárias sem restrições, recebendo acompanhamento das equipes médicas lideradas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio.
Soberania
O presidente Lula reiterou seu pedido por respeito à soberania brasileira e criticou as declarações de autoridades dos Estados Unidos, ao se referir à classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo governo daquele país.
Lula afirmou que o Brasil não aceitará ser tratado como uma “republiqueta”.
“Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, pontuou.
Mais cedo, o presidente já havia abordado a questão durante sua visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), no município de Laranjeiras.
“Comando Vermelho e PCC são terroristas, mas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira e para o povo da periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. São terroristas e vamos combatê-los aqui dentro. [Para isso,] aprovamos a Lei Antifacção, a lei de combate ao crime organizado”, defendeu.
O presidente expressou estar “muito triste” com a classificação feita pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Fonte: Agência Brasil

