O Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJPI), por meio do Núcleo de Memória, realizará no dia 6 de janeiro de 2023, às 8h30, a inauguração do espaço permanente Memória, no térreo do prédio administrativo, localizado na Avenida Padre Humberto Pietrogrande, bairro São Raimundo. O espaço idealizado pelo Núcleo de Memória é um local de revisitação da história do Poder Judiciário do Piauí ao longo de mais de 130 anos, desde a instalação da primeira comarca no Estado, em Oeiras, por meio da Carta Régia de 18 de março de 1722, de Dom João V.
Segundo, o desembargador aposentado Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho, presidente do Núcleo de Memória do TJPI, o espaço concentra várias peças históricas como forma de preservar e disseminar a história da Justiça Piauiense. “Esse espaço é fruto de um projeto ousado, idealizado a partir do Núcleo de Memória, por meio da Portaria Conjunta 239/2020, de 27 de janeiro de 2020 e tem o objetivo de atuar no campo da memória e da história do Judiciário do Piauí, através do projeto Memória Viva. Promovendo exposições itinerantes e recuperação da história material e imaterial da justiça estadual; um espaço de preservação e divulgação de peças históricas como fotografias, pinacoteca, livros, biografias de juízes, desembargadores que já passaram por esse corte”, destacou o presidente do Núcleo de Memória.
O acervo ainda conta com pratarias, quadros, móveis usados por serventuários da justiça, livros de posses do Tribunal de Justiça e de comarcas e cartórios da capital e do interior. Entre as peças catalogadas, ao longo de dois anos, que estarão em exposição, no dia 06 de janeiro, está o púlpito das comarcas de Oeiras e Jerumenha; cadeiras e mesas do antigo Tribunal de Justiça, da Praça da Bandeira; urnas de votação do século XIX, da comarca de Santo Antônio do Surubim (Campo Maior); ata da eleição de Getúlio Vargas e Júlio Prestes, de 1930, da comarca de Jerumenha; ata da primeira união estável homoafetiva do Brasil, realizada na comarca de Pedro II; indumentárias de magistrados e fardas de gala da guarda do TJPI; livro de compra e venda de escravos; termo de posse dos magistrados e servidores do TJPI dos últimos 100 anos; carta de liberdade de escravos; primeiros aparelhos de telefone do TJPI; registros de imagens e áudios de posses e cerimônias cívico religiosa do judiciário piauiense de meados do século XX; registros fotográficos de eventos sociais do TJPI na capital e comarcas do interior; registros de áudios de processos cíveis e criminais das sessões da câmaras cíveis e criminais do TJPI e Tribunal Pleno.
No acervo ainda são encontrados carimbos usados até final do século XX nos cartórios da capital e do interior; máquina de escrever e calculadoras utilizadas usualmente até o final do século passado. Peças da antiga gráfica do TJPI, bem como registro gráfico do Diário da Justiça do final do século XX.
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Entre as peças raras do acervo estão livros e processos do século XVIII, registro cível e registros de inventários da comarca de Campo Maior; réplica do mapa da Vila da Mocha, cuja original encontra-se na Biblioteca Nacional de Lisboa – Portugal, cedida para o Núcleo de Memória; a torga do primeiro corregedor geral de justiça do Piauí, juiz de direito João de Deus Lima, de 1955, cedida pelo Museu Zé Didor de Campo Maior. Encontra-se no acervo o mapa da comarca do Piauí de 1850.
Fonte: TJPI
Fonte: Portal CNJ

