InícioBrasilJustiçaMinistério Público inicia campanha contra assédio eleitoral no local de trabalho

Ministério Público inicia campanha contra assédio eleitoral no local de trabalho

O Ministério Público do Trabalho (MPT) está se preparando para lançar uma nova campanha sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Embora a data oficial de lançamento ainda não tenha sido determinada, o MPT já começou a compartilhar informações a respeito em suas redes sociais, em meio às eleições deste ano.

O assédio eleitoral é definido como a conduta do empregador que, de alguma forma, constrange o trabalhador ou a trabalhadora em relação à sua orientação política, dentro de um contexto eleitoral, explica Igor Sousa Gonçalves, procurador e coordenador nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT.

Em entrevista à Agência Brasil, Gonçalves detalha que o assédio eleitoral é uma prática do empregador que gera constrangimento e cerceia a liberdade dos empregados em relação à manifestação de pensamento, podendo até intimidá-los a votar ou não em um determinado candidato.

Para Igor Sousa Gonçalves, o assédio eleitoral representa um problema não apenas para os trabalhadores, mas também para a democracia, uma vez que a liberdade de pensamento é um dos direitos mais fundamentais.

Voto de cabresto

A intimidação por parte de patrões e chefes é comparada a um “voto de cabresto moderno”, referência à prática da República Velha (1889-1930), anterior à Justiça Eleitoral, em que os cidadãos votavam sob ordens de chefes políticos locais transmitidas por cabos eleitorais.

Casos de assédio eleitoral podem ser denunciados ao MPT através do portal na internet, na seção “Denuncie”.

Ao acionar o MPT, o trabalhador pode apresentar evidências do assédio, como mensagens recebidas, nomes de pessoas envolvidas e gravações de reuniões onde as abordagens ocorreram. “Esses elementos facilitam e agilizam a investigação do Ministério Público do Trabalho”, enfatiza o procurador.

Cargos em disputa

No primeiro domingo de outubro (dia 4) deste ano, aproximadamente 150 milhões de brasileiros irão às urnas para escolher, por meio de voto eletrônico, o presidente da República, 27 governadores, 54 senadores (duas vagas por estado), 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais. Assim como em pleitos anteriores, poderá ocorrer segundo turno (dia 25) para os cargos de presidente e governador.

De acordo com a Justiça Eleitoral, é proibida a propaganda eleitoral ou o assédio eleitoral em ambientes de trabalho, tanto públicos quanto privados. Os responsáveis por permitir essas práticas podem ser processados, conforme a legislação em vigor.

Essas restrições estão na Resolução nº 23.755 (2/3/2026) do Tribunal Superior Eleitoral, que trata da propaganda eleitoral.

Nas eleições de 2022, o MPT recebeu 3.465 denúncias e 2.467 empresas ou empregadores foram alvo de denúncias. O relatório indicou que na Região Sudeste houve 1.272 denúncias (36,7% dos casos), no Sul foram 988 queixas (28,5%), no Nordeste 565 (16,3%), no Centro-Oeste 335 (9,6%) e no Norte 305 (8,8%).

Os dados estão no relatório de trabalho “Assédio Eleitoral – Eleições 2022”. Os estados com mais denúncias foram Minas Gerais (641 casos), São Paulo (392), Paraná (365), Rio Grande do Sul (319) e Santa Catarina (304).

Serviço:

Assédio eleitoral: denuncie ao MPT

Fonte: Agência Brasil

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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