A Justiça de Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, condenou os assassinos da cantora e influenciadora Aline Borel dos Santos, de 28 anos, em 2022. Natanael dos Santos Nunes e Luiz Henrique Motta Fersura receberam, respectivamente, penas de 28 anos e um mês e de 16 anos e seis meses de prisão.
Em 20 de abril de 2022, a jovem foi atraída pelos criminosos para a Praia do Dentinho, em Praia Seca, e executada a tiros. A denúncia aponta que, além de Natanael e Luiz Henrique, João Vítor Fernandes dos Santos e Ricardo Santos Oliveira também estariam envolvidos no crime. Ricardo, líder da facção que domina o tráfico de drogas na região do Corte, planejou a morte da cantora por suspeitar que ela passava informações para a milícia que disputava o domínio daquela área. Para a Polícia Civil e o Ministério Público do estado do Rio de Janeiro, Aline foi executada por engano.
A sessão de julgamento começou na quinta-feira (23) e terminou na madrugada da sexta-feira (24), na Vara Criminal de Araruama. O juiz Eric Baracho Dore Fernandes, ao presidir a sessão, destacou a espontaneidade de Aline Borel, que se tornou conhecida nas redes sociais por seus vídeos cantando músicas autorais.
“Aline Borel era pessoa querida por inúmeros fãs e seguidores, conhecida por seu jeito inocente e espontâneo nos programas de auditório e vídeos nas redes sociais. Assim, o crime gerou ampla comoção, com grande repercussão na imprensa, devido à perda precoce da vítima, que contava com uma verdadeira legião de fãs.”
Aline Borel ganhou notoriedade na internet por seus vídeos bem-humorados, especialmente por suas versões de músicas famosas, como canções da dupla Sandy & Junior, e composições próprias, destacando-se com o viral “É cansativa a vida do crente.”
Fonte: Agência Brasil
- Juíza interrompe perícia em celular encontrado na cela de Jairinho
- STJ permite reinício da cobrança de dívidas do Grupo Manguinhos
- PF apura tráfico internacional e lavagem de dinheiro de até R$ 1 bilhão.
- Justiça Federal determina compensação ao filho de João Cândido
- IA é utilizada em 60% dos órgãos públicos federais e estaduais

