A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a transferência do ex-presidente para o regime de prisão domiciliar, alegando problemas de saúde. Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses por crimes contra a democracia.
Esse pedido surgiu quatro dias após Bolsonaro ser internado, com autorização judicial, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Brasília, devido a uma broncopneumonia bacteriana bilateral.
O ex-presidente teve um mal-estar em sua cela no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, no dia 13 de março, sendo imediatamente internado na UTI com febre alta e queda na saturação de oxigênio.
Segundo o boletim médico mais recente, Bolsonaro apresenta melhora clínica, com recuperação da função renal e melhora parcial de marcadores inflamatórios, embora ainda permaneça sob cuidados intensivos.
No novo pedido, os advogados, respaldados pela equipe médica, afirmam que novos episódios de broncoaspiração podem ocorrer, exigindo monitoramento clínico frequente. Eles argumentam que a permanência em ambiente de custódia coloca o quadro clínico do ex-presidente em risco, devido à falta de vigilância contínua e de intervenções imediatas.
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O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, tem negado pedidos anteriores de prisão domiciliar, justificando que as instalações que abrigam o ex-presidente foram reforçadas para oferecer a assistência médica necessária.
Fonte: Agência Brasil

