Em março deste ano, o saldo da caderneta de poupança apresentou uma queda, registrando mais saques do que depósitos. De acordo com o relatório divulgado pelo Banco Central (BC) na quinta-feira (9), as saídas superaram as entradas em R$ 11,1 bilhões.
No mês anterior, foram aplicados R$ 369,6 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 380,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,3 bilhões, mantendo um saldo de quase R$ 1 trilhão.
Nos últimos anos, a caderneta tem apresentado mais saques do que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente, enquanto no ano passado o saldo negativo alcançou R$ 85,6 bilhões.
No primeiro trimestre deste ano, a caderneta já acumula R$ 41,2 bilhões em retiradas líquidas. Entre os motivos para os saques, destaca-se a manutenção da Selic em alta, que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
- União Europeia implementa veto à carne brasileira a partir de setembro
- MTur lança linha de crédito para microempreendedoras afetadas pela violência
- Exportações do Brasil para os Estados Unidos têm queda de 14% em maio
- Receita aponta diferenças de R$ 44 bilhões em créditos de PIS/Cofins
- Governo expande acesso ao Plano Brasil Soberano
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, foi iniciada a redução da Selic, com um corte de 0,25 ponto percentual ao ano. Contudo, diante das tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a autoridade monetária não descarta rever o ciclo de baixa caso necessário.
A Selic é o principal instrumento do BC para garantir o cumprimento da meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a referência oficial da inflação no Brasil. A elevação da taxa básica de juros visa conter uma demanda aquecida, refletindo nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança.
Em fevereiro, a alta nos preços de transportes e educação resultou em uma inflação oficial de 0,7% – uma aceleração em relação a janeiro (0,33%). Entretanto, o IPCA acumulado nos últimos 12 meses recuou para 3,81%, ficando abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
A divulgação da inflação de março, que poderá refletir os impactos da guerra no Oriente Médio, ocorrerá nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fonte: Agência Brasil

