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Dólar se aproxima de R$ 5,10 devido a tarifas dos EUA e tensão global

Os mercados financeiros encerraram a quinta-feira (16) com um clima de cautela. O dólar teve alta, fechando próximo de R$ 5,10, refletindo tanto o fortalecimento da moeda americana no exterior quanto a confirmação de tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras.

A bolsa brasileira acompanhou a aversão ao risco e recuou mais de 1%, enquanto o petróleo fechou em queda, mesmo diante do aumento das tensões no Oriente Médio.

Principais números do mercado nesta quinta (16)

  • Dólar: R$ 5,098 (+0,40%);
  • Bolsa: 173.825,27 pontos (-1,24%);
  • Petróleo tipo Brent: US$ 84,23 (-0,85%);
  • Petróleo WTI: US$ 78,95 (-0,82%).

Dólar

A valorização do dólar foi impulsionada pelo cenário externo. O dólar comercial fechou a quinta-feira vendido a R$ 5,098, alta de R$ 0,021 (+0,4%).

No pico do dia, por volta das 14h15, a moeda atingiu R$ 5,11, mas desacelerou nas horas finais. Apesar da alta, a divisa acumula queda de 7,12% em 2026.

Dados da economia dos Estados Unidos indicaram um mercado de trabalho resistente e um consumo ainda aquecido, o que fortaleceu a expectativa de manutenção dos juros elevados e favoreceu a moeda americana em relação a divisas de países emergentes.

Os pedidos semanais de auxílio-desemprego somaram 208 mil, abaixo da previsão de 217 mil, e as vendas no varejo cresceram 0,2% em junho, conforme esperado.

No cenário doméstico, investidores analisaram a confirmação da tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. Embora a lista de exceções tenha sido maior do que o previsto, a medida gerou cautela em relação aos impactos sobre a economia e o fluxo cambial.

Bolsa

A bolsa brasileira acompanhou o desempenho negativo observado em Wall Street e ampliou as perdas da sessão anterior. O índice Ibovespa fechou aos 173.825,27 pontos, com queda de 1,24%.

Com uma perda acumulada de 2,27% na semana, o Ibovespa ainda mostra um crescimento de 7,88% no ano.

Além do ambiente internacional desfavorável, as incertezas em torno dos impactos das tarifas e da possível resposta do governo brasileiro pela Lei da Reciprocidade pesaram sobre o mercado.

As ações de maior peso do índice contribuíram para a queda do Ibovespa. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, recuaram em linha com os preços do petróleo. Ações de mineradoras também fecharam em baixa devido à desvalorização do minério de ferro.

Petróleo

Apesar do aumento das tensões no Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo terminaram o dia em queda, após intensa volatilidade.

O petróleo do tipo Brent fechou a US$ 84,23, com recuo de 0,85%. O barril WTI, do Texas, fechou a US$ 78,95, com queda de 0,82%.

O mercado acompanhou novas ameaças dos houthis no Iémen contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita, além da possibilidade de interrupções nas rotas marítimas do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz, essenciais para o transporte global de petróleo.

Embora tenha havido recuo nesta sessão, investidores continuam monitorando o risco de novas interrupções na oferta global de petróleo, o que mantém um prêmio de risco geopolítico nos preços da commodity.

Fonte: Agência Brasil

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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