O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28 de junho, é uma oportunidade para reconhecer uma luta histórica e unir forças pela conquista de direitos. Ter o direito de existir e ser orgulhoso de quem se é são fundamentais.
A data remete à revolta no Stonewall Inn, em Nova York, em 1969. Frequentadores do bar, um importante ponto de encontro gay, reagiram a uma operação policial violenta, uma prática comum da época. Essa resistência se tornou um marco do movimento LGBTQIA+ nos Estados Unidos e é celebrada em diversos países, incluindo o Brasil.
A luta pela igualdade vai além desta data. No Brasil, marcos significativos incluem a fundação do Grupo Somos e dos jornais Lampião da Esquina e ChanacomChana, em 1978; o levante das lésbicas do Ferro’s Bar, em 1983; e a remoção da homossexualidade do rol de doenças, em 1985.
Para Ciro Henrique Santos, a data representa uma vitória significativa: “Chegamos até aqui, mesmo em um sistema que tenta negar nossa existência. Continuamos resistindo”, comenta.
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Segundo um relatório recente do Observatório, o Brasil registrou 50 mortes por LGBTfobia entre janeiro e março de 2026. Santos afirma que é crucial também lembrar das violências enfrentadas pela população LGBT durante a democracia, destacando que a violência persiste no atual Estado Democrático de Direito.
“Ao mesmo tempo que tentam nos silenciar, propomos mudança, alegria e movimento. Este dia 28 simboliza isso.”
Foco no Legislativo
No contexto eleitoral, Rafaelly Wiest, presidente da Aliança Nacional LGBTI+, enfatiza a importância do voto consciente em candidatos que defendam os direitos LGBTQIA+. Isso se aplica a cargos como a Presidência da República, governadores e, principalmente, legisladores que serão eleitos este ano.
Wiest observa uma lacuna no legislativo em relação aos direitos LGBTs, uma vez que a maioria das conquistas foi resultado de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). “O legislativo é lento em legislar em favor da nossa comunidade e não pacifica decisões importantes”, afirma.
Direitos como o casamento civil entre pessoas do mesmo gênero e a criminalização da LGBTfobia surgiram por meio de decisões do STF.
“Não aceitaremos retrocessos nos direitos conquistados”, afirma Wiest.
“É inaceitável que ainda soframos discriminação e violência, não consigamos acessar banheiros ou espaços públicos, quando esses direitos são garantidos pela Constituição.”
Principais marcos da luta por direitos LGBTs no Brasil:
Fonte: Agência Brasil

