A ex-deputada Carla Zambelli foi libertada na noite desta sexta-feira (22), após a Corte de Cassação da Itália negar o pedido do governo brasileiro para extraditá-la.
Ao deixar a prisão, Zambelli publicou um vídeo nas redes sociais com seu advogado Pieremilio Sammarco. Ela afirmou: “Agora, a gente está livre para continuar uma vida de missão. Vocês não sabem ainda qual é essa missão, mas logo vão saber pelos meus canais.”.
Segundo a defesa de Zambelli, o tribunal reconheceu erros nas decisões que autorizavam a extradição, permitindo que a ex-deputada aguardasse o desfecho do processo em liberdade.
Relembre o caso
Em instâncias inferiores, a extradição foi aceita, mas não executada devido a recursos pendentes. Hoje, a Corte de Cassação, última instância judicial italiana, negou o pedido de extradição.
Em julho do ano passado, a ex-deputada foi presa em Roma, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
- STF revoga exigência de idade mínima para aposentadoria em atividades insalubres
- STF aceita julgamento de ação penal contra Eduardo Bolsonaro por aumento de tarifas.
- Caso Henry: 10º dia de júri focará em debates entre defesas e acusação
- TSE reafirma inelegibilidade de Claudio Castro
- Fachin expressa preocupação com sanções internacionais à Justiça brasileira
Com dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político na Itália após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.
As investigações indicaram que Zambelli foi a autora intelectual da invasão, que resultou na emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. O hackeamento foi realizado por Walter Delgatti, condenado por confirmar ter feito o trabalho a mando da parlamentar.
Após sua fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição de Zambelli.
Espanha
A extradição de Zambelli é a segunda a ser rejeitada após solicitação do ministro Alexandre de Moraes.
Em dezembro do ano passado, a Justiça da Espanha negou definitivamente o pedido do governo brasileiro para extraditar o blogueiro Oswaldo Eustáquio, investigado pelo STF por envolvimento em atos antidemocráticos.
A Justiça espanhola decidiu que Eustáquio não pode ser enviado ao Brasil, pois é alvo de uma investigação com “motivação política”. O blogueiro estava com mandado de prisão em aberto no Brasil desde 2020 e fugiu para a Espanha durante as investigações sobre sua suposta participação em ataques extremistas contra o STF e o Congresso por meio das redes sociais.
Fonte: Agência Brasil

