Três brasileiras que integravam a Flotilha Global Sumud (GSF) foram detidas e transportadas por forças israelenses nesta segunda-feira (18). Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), estavam em alto-mar e agora são levadas à Palestina ocupada.
Assim como ocorreu em missões anteriores de ajuda à população que vive em Gaza, os navios foram interceptados em águas internacionais, área fora do domínio de Israel. De acordo com o movimento, 9 mil pessoas já foram presas injustamente, o que configura um quadro “de terror”, caracterizado pela violência de Estado.
Em nota, a GSF destacou a gravidade da situação. “Diante dos depoimentos sobre o sequestro ilegal de participantes da GSF em águas internacionais, ocorrido em 29 de abril, que detalham padrões de tortura, abuso físico grave e violência sexual invasiva perpetrados pelas forças de ocupação israelenses, temos sérias e imediatas preocupações com a segurança física e o bem-estar de todos os detidos ilegalmente”, escreveu.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Direito internacional
Nesta segunda-feira (18), o Itamaraty publicou mensagem conjunta com os governos de Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia, classificando como “catastrófico” o sofrimento dos palestinos e de “arbitrária” a detenção dos ativistas.
- Mais de 4,3 mil crianças foram resgatadas do trabalho infantil em 2025.
- Desafios das Políticas de Combate ao Trabalho Infantil, segundo Estudo
- Fotógrafa da Agência Brasil é reconhecida com menção honrosa em prêmio
- Lula entrega 18 títulos de terras a comunidades quilombolas.
- Brasil se desculpa por discursos de ódio contra Dom Phillips e Bruno Pereira
Os representantes dos nove países reclamaram sua liberação e reiteraram a importância de obedecer aos termos convencionados mundialmente, por meio do direito internacional e internacional humanitário.
Os ministros ressaltam ainda que os repetidos ataques a iniciativas humanitárias pacíficas refletem um contínuo desrespeito ao direito internacional e à liberdade de navegação.
“Conclamam a comunidade internacional a assumir suas responsabilidades legais e morais, garantir a proteção de civis e de missões humanitárias e adotar medidas concretas para pôr fim à impunidade e assegurar responsabilização por essas violações.”
Irlanda
Também foi detida ilegalmente Margaret Connolly, irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connelly. A transferência forçada está sendo repercutida pela imprensa internacional.
O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda afirmou que, junto com a Embaixada do país em Israel, se envolverá no caso, exigindo a soltura imediata e assegurando suporte aos cidadãos irlandeses afetados.
Fonte: Agência Brasil

