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Como Funciona o Investimento no Tesouro Reserva

O Tesouro Reserva, lançado nesta segunda-feira (11), é uma iniciativa do governo para atrair pequenos investidores e estimular a poupança. Destinado a aqueles que buscam guardar dinheiro com segurança, liquidez e simplicidade, a aplicação começa com valor mínimo de R$ 1, rendendo diariamente conforme a Taxa Selic, podendo ser movimentada a qualquer momento, inclusive em fins de semana e feriados.

A nova modalidade visa ampliar o acesso aos investimentos públicos e competir com produtos populares de bancos e fintechs, como a poupança e Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Inicialmente, o Tesouro Reserva estará disponível apenas para cerca de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil, com negociações em andamento para incluir outras instituições financeiras.

O que é

O Tesouro Reserva é um título público federal que oferece remuneração ao investidor que empresta dinheiro ao governo. O rendimento flutua conforme a Selic, atualmente em 14,5% ao ano, o que tende a oferecer retornos superiores à poupança. Este título é uma alternativa simples para a reserva de emergência, visando cobrir despesas inesperadas, como problemas de saúde ou desemprego.

De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, a proposta é aproximar a experiência de investimento público da oferecida por aplicativos bancários.

Como funciona

O Tesouro Reserva permite rendimento diário e resgate a qualquer momento, sem a “marcação a mercado”, que causa oscilações no valor dos investimentos. Isso significa que os investidores não verão seu saldo cair temporariamente, algo comum em outros títulos do Tesouro Direto.

Enquanto outros títulos podem ter seu preço influenciado por juros, inflação e percepção de risco, o Tesouro Reserva utiliza a “marcação na curva”, assegurando um cálculo simplificado e menos volátil para os investidores.

Rendimento

Com a Selic em 14,5% ao ano, o Tesouro Reserva tende a superar a rentabilidade da poupança, que atualmente rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) quando a Selic está acima de 8,5% ao ano. Segundo simulações, uma aplicação de R$ 1 mil poderia atingir:

  • R$ 1.051,23 em seis meses: R$ 20,85 a mais que a poupança;
  • R$ 1.101,82 em um ano: R$ 40,14 a mais que a poupança;
  • R$ 1.207,12 em dois anos: R$ 79,96 a mais que a poupança.

Aplicação mínima

Um diferencial do Tesouro Reserva é o baixo valor de entrada; enquanto outros títulos exigem aportes maiores, este permite aplicações a partir de R$ 1. O limite máximo será de R$ 500 mil por pessoa, e a medida visa atrair investidores que mantêm dinheiro ocioso na conta corrente.

Negociação 24 horas

O Tesouro Reserva é o primeiro título público brasileiro com negociação contínua, permitindo aplicações e resgates 24 horas por dia, todos os dias, sem depender do horário tradicional do mercado financeiro. A nova plataforma também permitirá movimentações via Pix.

Impostos e taxas

O investimento estará sujeito à cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos, seguindo a tabela regressiva da renda fixa:

  • 22,5% para aplicações de até 180 dias;
  • 20% entre 181 e 360 dias;
  • 17,5% entre um e dois anos;
  • 15% acima de dois anos.

A tabela é a mesma que se aplica a outros investimentos em renda fixa, e o IR incide apenas sobre os rendimentos. Existe também a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para resgates realizados nos primeiros 30 dias. Até R$ 10 mil investidos, não haverá taxa de custódia da B3; acima desse valor, será cobrada taxa de 0,20% ao ano.

Poupança

Apesar de ser um concorrente da poupança, o Tesouro Reserva possui diferenças significativas, principalmente na rentabilidade, com a expectativa de oferecer retorno maior. Seu rendimento é diário, enquanto a poupança rende apenas mensalmente, e a poupança é isenta de IR, o que não se aplica ao Tesouro Reserva.

Concorrência

O novo produto também competirá com CDBs, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito ao Agronegócio (LCA) oferecidos por bancos e corretoras. Embora alguns desses investimentos ofereçam rentabilidades maiores, os títulos públicos são garantidos pelo governo federal, enquanto os privados possuem proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Meta

O Tesouro Nacional almeja aumentar significativamente o número de investidores pessoa física, que atualmente conta com cerca de 3,4 milhões. A expectativa é ultrapassar 10 milhões de aplicadores nos próximos anos, atraindo novos usuários pela facilidade de acesso, baixo valor de entrada e possibilidade de movimentação instantânea.

Fonte: Agência Brasil

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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