InícioBrasilDireitos HumanosAgência Brasil celebra 36 anos promovendo acesso com credibilidade

Agência Brasil celebra 36 anos promovendo acesso com credibilidade

Celular, nem pensar. Computador, então, era um sonho em 1990. As novas tecnologias tornaram tudo cada vez mais veloz e com equipamentos menores. A Agência Brasil, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), fundada há 36 anos, tem visto sua responsabilidade crescer a cada dia, conforme ressaltam pesquisadores em comunicação e entidades relacionadas ao jornalismo profissional.

O antigo difusor de notícias de governo se transformou em um meio público que divulga materiais jornalísticos profissionais de uso gratuito. Diariamente, as notícias e reportagens publicadas pela agência são replicadas por órgãos de comunicação em todo o Brasil.

Essa dinâmica contribui, na visão de estudiosos, para a pluralização das pautas, o combate à desinformação e a promoção do desenvolvimento e da cidadania. O professor de jornalismo Pedro Aguiar, da Universidade Federal Fluminense (UFF), afirma que a gratuidade na distribuição da Agência Brasil democratiza o acesso à informação demandada pela sociedade.

Democratização

Nos últimos dois anos, o percentual de acesso ao veículo público cresceu em 40%, ampliando sua capilaridade e alcance. Aguiar destaca que a Agência Brasil fornece informações relevantes como campanhas de vacinação, educação e programas sociais, além de abordar deveres do cidadão. O veículo é uma referência na cobertura econômica, discutindo temas do cotidiano da população.

Pedro Aguiar, especialista em agências de notícias, defende que essa modalidade é um investimento no desenvolvimento, não só na comunicação como um bem simbólico, servindo como uma vacina contra a desinformação.

“Isso já é positivo, mas pode melhorar se ampliarmos a capilaridade da rede de apuração. Qualquer agência de notícias é um investimento estratégico para um país”, explicou.

Aguiar destaca que é fundamental conscientizar a sociedade sobre a importância do jornalismo da agência pública, enfatizando a relevância da produção de conteúdos jornalísticos. “A agência já faz isso, mas sempre pode melhorar”, ressaltou.

Ele menciona a necessidade de ter jornalistas correspondentes em todas as regiões, além de atuar fora do país. “Estamos em um cenário de guerras com cobertura midiática dependente das estruturas do primeiro mundo. Se houvesse jornalistas no Oriente Médio e nos Estados Unidos, a mídia brasileira utilizaria esses materiais”, pontua.

Ele observa que a maioria da mídia privada enfrenta subfinanciamento, o que aumenta o risco de a comunicação servir a interesses de oligopólios.

“Os cidadãos podem ficar vulneráveis a grandes conglomerados tecnológicos e plataformas”, afirmou.

Aguiar ressalta que o investimento do Estado na Agência Brasil reafirma o compromisso com a democratização do acesso à informação, observando que decisões como as da Argentina e México de cortar financiamentos para agências públicas deixaram a população vulnerável.

Soberania

Fernando de Oliveira Paulino, pesquisador em comunicação pública na Universidade de Brasília (UnB), defende que países que buscam soberania e uma população bem informada necessitam de agências fortalecidas.

“É essencial que o trabalho da agência seja reconhecido e tenha as condições necessárias para atuar.”

Paulino, que é presidente da Associação Latino-Americana de Investigadores da Comunicação (Alaic), salienta que o veículo deve atuar conforme os princípios constitucionais de liberdade de expressão, comunicação pública e acesso à informação.

Jornalismo regional

Entidades representativas no Brasil também defendem a importância da agência de notícias pública. Moacyr de Oliveira Filho, diretor de jornalismo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), afirma que, em um país de dimensões continentais, a agência pública tem um papel estratégico. “Ela leva informação confiável para todas as regiões, fortalece o jornalismo regional e combate a desinformação”, destaca.

Para ele, abordagens de interesse público garantem pluralidade e compromisso com a verdade. “Ao longo das décadas, a Agência Brasil construiu um serviço público marcado pela credibilidade e valorização do jornalismo”, considera.

Ele acrescenta que, em um Brasil ainda marcado por desigualdades, a agência ajuda a democratizar a informação e a fortalecer o direito da sociedade de ser bem informada.

“O país deve defender a Agência Brasil, pois ela presta um serviço público essencial. Seu conteúdo abastece veículos de comunicação em todo o país, especialmente os regionais e pequenos”, ressaltou Oliveira Filho.

Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), complementa que o fortalecimento do veículo público assegura transparência e pluralidade de vozes.

Samira de Castro

Brasília (DF) 26/10/2023 – Samira de Castro defende que uma agência pública garante acesso a informações de interesse público. Foto-arquivo: Lula Marques/ Agência Brasil

“Em um cenário marcado pela desinformação e pela concentração dos grandes meios de comunicação, uma agência pública forte garante o acesso a informações de relevância pública e compromisso com a sociedade brasileira”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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