O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (30) ampliar a apuração sobre supostas irregularidades no envio de emendas parlamentares do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a Fundação Oasis, vinculada à Igreja Batista da Lagoinha.
A decisão foi tomada após o ministro receber respostas do parlamentar e do Senado sobre alegações de falta de transparência e rastreabilidade nos repasses, que totalizaram R$ 3,6 milhões entre os anos de 2019 e 2025. No dia 19 deste mês, Dino solicitou esclarecimentos sobre as emendas.
Na decisão de hoje, o ministro ampliou a análise do caso e determinou que sejam enviados ao Supremo, no prazo de 10 dias, todos os documentos referentes aos repasses das emendas para a fundação e também às prefeituras de Capim Branco e Belo Horizonte, que também receberam transferências.
“Diante da insuficiência de transparência e rastreabilidade das emendas sob exame, faz-se necessária a requisição de documentos junto às prefeituras envolvidas, ao governo Federal e à própria Fundação Oásis”, declarou o ministro.
O caso chegou ao Supremo após os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) citarem a ligação pessoal de Viana com a Lagoinha e acusá-lo de “blindar” as investigações da CPMI contra as entidades beneficiárias de suas emendas.
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Defesa
Em publicação nas redes sociais, o senador Carlos Viana afirmou que está sendo alvo de ataques por sua atuação como presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. Viana também convocou uma entrevista coletiva para amanhã, onde apresentará documentos e dará esclarecimentos técnicos sobre as emendas.
“Com a proximidade das eleições, e diante do receio daquelas pessoas que tentaram proteger os responsáveis pelos crimes contra os idosos e enterraram a prorrogação da CPMI, percebemos que agora será intensificado um verdadeiro ataque à reputação”, declarou.
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Fonte: Agência Brasil

