Em um dia de alívio no mercado financeiro, o dólar recuou para abaixo de R$ 5,25, e a bolsa de valores subiu mais de 3%. A euforia foi provocada por sinais de diminuição nas tensões entre Estados Unidos e Irã após declarações do presidente Donald Trump sobre o adiamento de possíveis ataques à infraestrutura energética iraniana.
Com a melhora do ambiente global, o dólar terminou esta segunda-feira (23) vendido a R$ 5,24, com recuo de R$ 0,068 (-1,29%). Na mínima do dia, por volta das 12h, a cotação chegou a R$ 5,21.
A redução da aversão ao risco levou investidores a desmontarem posições defensivas, favorecendo moedas emergentes como o real.
Bolsa em alta
O mercado de ações teve uma forte recuperação. Após cair 2,25% na sexta-feira (20), o índice Ibovespa, da B3, subiu 2,25% nesta segunda, fechando aos 181.931 pontos. No melhor momento do pregão, às 15h38, o índice aproximou-se dos 183 mil pontos.
O avanço foi puxado por ações de bancos e empresas ligadas à economia doméstica, enquanto papéis da Petrobras tiveram alta mais moderada devido à queda do preço do petróleo no mercado internacional.
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Petróleo despenca
Os preços do petróleo registraram forte queda, com o barril do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, recuando 10,9% e fechando em US$ 99,94, abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde o último dia 16.
A descompressão no preço ocorre após Trump afirmar haver “boa chance” de acordo entre os países, indicando uma possível redução das hostilidades no Oriente Médio. Mais tarde, o presidente estadunidense comentou que um acordo nuclear estava prestes a ser assinado.
Dois petroleiros indianos conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, contribuindo para reduzir as tensões nesta segunda.
Apesar das declarações de Trump, autoridades iranianas negaram a existência de negociações, moderando parte do otimismo ao longo do dia.
Riscos persistem
Apesar do alívio momentâneo, o cenário segue incerto. Israel mantém restrições operacionais em aeroportos e há relatos de movimentações militares dos Estados Unidos na região.
Especialistas destacam que a volatilidade deve continuar, diante de sinais contraditórios sobre o conflito e da falta de clareza quanto a um possível cessar-fogo duradouro.
Fonte: Agência Brasil

