O Ministério da Saúde ampliou o uso do medicamento doxiciclina 100 mg no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o antibiótico será utilizado também como medida preventiva nos casos de exposição a infecções sexualmente transmissíveis (IST).
Em portaria publicada no Diário Oficial da União, o ministério especifica que a doxiciclina 100 mg passa a ser utilizada como profilaxia pós-exposição na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis bacterianas, como clamídia e sífilis.
A ampliação do uso do medicamento foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). As áreas técnicas têm um prazo máximo de 180 dias para implementar a oferta no SUS.
Entenda
O ministério destaca que a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum, apresentando várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).
A transmissão ocorre por meio de relações sexuais (oral, vaginal ou anal), especialmente ao haver contato com lesões, sem uso de preservativo; e por transmissão vertical (da gestante para o bebê durante a gestação ou no parto).
- 5 de julho: Dia Nacional de Conscientização e Combate à Dor Crônica
- Uso excessivo de corticoides pode levar ao glaucoma e à cegueira
- Risco de contaminação por mercúrio para gestantes e bebês Munduruku
- Vacinação com Pneumocócica 20 pelo SUS começará em duas semanas, informa Padilha
- Um em cada quatro brasileiros ignora a possibilidade de prevenção do câncer.
A clamídia é uma infecção sexualmente transmissível que, na maioria das vezes, causa infecção nos órgãos genitais, mas também pode afetar a garganta e os olhos. Segundo o ministério, a infecção pode atingir homens e mulheres com vida sexual ativa.
A clamídia é transmitida através do contato sexual (anal, oral ou vaginal) ou pela forma congênita (infecção transmitida da mãe para o bebê durante a gestação). A infecção não é transmitida por transfusão sanguínea, mas, caso a pessoa infectada deseje doar sangue, deve informar ao profissional de saúde sobre a infecção.
Fonte: Agência Brasil

