O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã anunciou, nesta terça-feira (21), que conduziu um ataque à central de dados da empresa Amazon, dos Estados Unidos, situada no Bahrein.
“[Os combatentes da IRGC] atacaram a infraestrutura central de dados da empresa americana Amazon no Bahrein com vários mísseis de cruzeiro e a destruíram”, afirmou o comunicado do braço armado iraniano.
A empresa, que oferece serviços de armazenamento de dados em “nuvens” para governos e empresas no Oriente Médio, não se pronunciou até o fechamento desta reportagem. Em março, o Irã já havia realizado ataques contra unidades da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein.
O Exército do Bahrein declarou que o Irã promoveu ataques “ilegais contra civis” no país, sem especificar quais locais foram atingidos. Os militares do Bahrein afirmaram ter interceptado “com sucesso” vários ataques aéreos iranianos nesta terça-feira.
Kuwait e Jordânia
A Guarda Revolucionária do Irã indicou que realizou novos ataques contra radares de alerta e defesa antimísseis dos EUA no Kuwait, na Base Aérea de Jaber.
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“Após essa operação de supressão de radar, o inimigo deve se preparar para ondas mais decisivas e pesadas de ataques de drones e mísseis”, afirmou a Guarda Revolucionária.
O Irã também anunciou alvos em bases norte-americanas na Jordânia.
“Vários militares americanos foram mortos após forças iranianas atacarem um complexo que abrigava tropas americanas na região de al-Rukban, na Jordânia”, comunicou a IRGC na mídia iraniana Press TV.
Trump ameaça complexo nuclear
Os Estados Unidos informaram que realizaram uma nova onda de ataques com o intuito de “degradar ainda mais as capacidades militares iranianas usadas para atacar o transporte comercial no Estreito de Ormuz”.
O Comando Central dos EUA no Oriente Médio declarou ter atacado comandos militares iranianos, instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones, além de sistemas de defesa aérea do Irã.
Ainda nesta terça-feira (21), o presidente Donald Trump reiterou suas ameaças ao complexo nuclear iraniano Montanha Pickaxe, nas proximidades das instalações nucleares de Natanz.
“Atacaremos essa área muito, provavelmente muito em breve, e não há nada que eles possam fazer a respeito. Normalmente, eu não diria isso. Se eu achasse que eles poderiam fazer algo, eu nunca diria isso. Mas atacaremos essa área muito em breve, e com muita força”, declarou.
Guerra e preço do petróleo
Com a intensificação do conflito no Oriente Médio, que revela o fracasso do acordo entre Irã e EUA, o preço do petróleo subiu nesta semana, com o barril Brent avançando cerca de 2% nesta terça-feira, alcançando US$ 90. Isso ocorreu após uma queda para US$ 72 no início de julho.
Nessa segunda-feira (21), os houthis do Iêmen, aliados ao Irã, anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, aliada dos EUA, no Estreito do Bab el-Mandeb, exacerbando a tensão no Oriente Médio e no mercado global de combustíveis.
Os houthis afirmam que estão retaliando a Arábia Saudita devido ao “cerco injusto e opressivo” imposto pelos sauditas. A Arábia Saudita negou o cerco ao Iêmen e condenou a decisão de atacar embarcações do Reino que transitem no estreito do Bab el-Mandeb.
O fechamento total desse estreito, porta de entrada para o Mar Vermelho, poderia reduzir o abastecimento global em até 7%. O Estreito de Ormuz, por sua vez, é responsável por até 20% do comércio de petróleo do mundo.
Em nota divulgada nesta terça-feira, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, expressou preocupação com a segurança do abastecimento global de combustíveis e destacou as incertezas no mercado.
“As ameaças ao Estreito de Bab el-Mandeb, que se tornou cada vez mais importante como rota alternativa ao Estreito de Ormuz, agravam ainda mais essas preocupações”, afirmou o chefe da AIE.
Fonte: Agência Brasil

