InícioDistrito FederalOrientações para Cultivar Relações Saudáveis em Unidades de Saúde do DF

Orientações para Cultivar Relações Saudáveis em Unidades de Saúde do DF

A comunicação nas unidades de saúde influencia a qualidade do atendimento e a saúde mental dos pacientes. A escuta atenta, o acolhimento e a empatia são fundamentais tanto para as equipes quanto para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fernanda Souza Pinto, psicóloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), ressalta que a comunicação transcende as palavras, envolvendo como as mensagens são transmitidas e recebidas.

“Em cada interação, podemos usar nossas experiências para estabelecer conexões mais humanas e respeitosas. No ambiente de saúde, isso é ainda mais crucial, pois o paciente muitas vezes chega fragilizado e precisa de acolhimento”, explica.

Segundo a especialista, a atenção à forma de se comunicar deve ser uma prática contínua, especialmente em um contexto onde questões emocionais estão cada vez mais presentes na vida cotidiana e hospitalar.

“A comunicação na saúde mental requer competência, responsabilidade e comprometimento. Não é apenas sobre o que se diz, mas sobre como essa mensagem é recebida. A forma como uma informação é apresentada pode proporcionar segurança ou, ao contrário, aumentar a ansiedade e o sofrimento”, enfatiza.

A psicóloga destaca que a saúde mental transcende o ambiente clínico, permeando diversas áreas da vida, como a convivência familiar, o trabalho e as relações sociais. No ambiente hospitalar, isso se reflete nas interações entre colegas, familiares e pacientes.

“Desenvolver habilidades de escuta e comunicação facilita a gestão de situações complexas. Frequentemente, um atendimento mais humanizado começa na maneira como ouvimos e respondemos ao outro”, observa.

Fernanda Souza também enfatiza a importância de buscar ajuda profissional quando houver dificuldades para lidar com emoções ou situações cotidianas.

“A saúde mental se faz presente em todos os lares. Enfrentar esse complexo cenário requer o suporte de profissionais. Isso representa um passo crucial no cuidado com a saúde pessoal e pode fazer uma diferença significativa”, orienta.

A comunicação, mais do que palavras, pode ser uma ferramenta poderosa de acolhimento, prevenção e cuidados, tanto dentro quanto fora das unidades de saúde.

Onde buscar atendimento em saúde mental no DF

No Distrito Federal, a população conta com uma rede pública estruturada e gratuita para o cuidado em saúde mental através do Sistema Único de Saúde (SUS). Confira alguns dos principais pontos de atendimento:

⇒ Centros de Atenção Psicossocial (Caps): serviços especializados que proporcionam acompanhamento psicológico e psiquiátrico a pessoas com sofrimento mental, incluindo casos de ansiedade, depressão e uso de substâncias.

⇒ Unidades Básicas de Saúde (UBSs): atuam como a principal porta de entrada do SUS, oferecendo escuta qualificada, acolhimento inicial e encaminhamentos para serviços especializados.

⇒ Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-socorros: voltados para situações de urgência e crise, garantindo atendimento imediato na rede pública.

⇒ O Centro de Valorização da Vida (CVV) disponibiliza escuta gratuita e sigilosa pelo telefone 188, acessível 24 horas, além de atendimento pelo chat em seu site.

*Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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