Jorge Araújo, 61 anos, adotou uma rotina mais cuidadosa após iniciar o uso de medicamentos imunossupressores para tratar a artrite reumatoide em 2023. “Hoje, minha artrite está controlada. Recebo os medicamentos na Farmácia de Alto Custo, e uma caixa do remédio custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil mensalmente. Sem esse suporte, seria extremamente difícil manter o tratamento”, relata o administrador de empresas.
Com a imunidade reduzida e maior risco de infecções, o morador de Águas Claras encontrou no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Distrito Federal (Crie-DF) um apoio que trouxe mais segurança ao seu tratamento.
“Já tomei vacinas contra hepatites A e B, pneumococos, meningite, gripe e influenza, e tenho outras vacinas agendadas. Devido aos remédios imunossupressores, minha imunidade é mais baixa. As vacinas são essenciais para me proteger de infecções e doenças mais graves”, explica.
Mais proteção
O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que necessitam de vacinas e imunobiológicos especiais, ou seja, doses que não estão incluídas no calendário básico de vacinação.
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Desde dezembro de 2023, o serviço já realizou quase 20 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 36,5 mil doses. Segundo a responsável técnica substituta do centro, Lethícia Lima, a unidade atende pacientes com condições específicas, como transplantados e pessoas com doenças crônicas.
“A principal porta de entrada são as unidades básicas de saúde. O paciente apresenta um relatório médico e o cartão de vacina, e a equipe do Crie avalia quais doses são necessárias”, explica.
Acesso ampliado
Atualmente, o centro funciona no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). Para aumentar o acesso ao atendimento, a SES-DF implantou, em agosto de 2024, o Crie Virtual, que conecta 108 salas de vacinação da rede pública à equipe especializada do hospital.
“O objetivo é facilitar o acesso do usuário. Com o Crie Virtual, conseguimos atender pessoas que moram longe e que não têm recursos para ir ao HMIB. Quando as vacinas são disponibilizadas próximas à residência, os pacientes conseguem completar o calendário vacinal”, conclui Lethícia Lima.

