Em um intervalo de tempo, uma refeição foi servida em um dos restaurantes comunitários do Distrito Federal. No ano passado, as 18 unidades somadas entregaram 16.801.987 pratos, entre café da manhã, almoço e jantar, resultando em uma média de uma refeição a cada dois segundos.
Desde 2019, o número crescente de refeições tem sido notável. Começando com 6,5 milhões, subiu para 7,1 milhões no ano seguinte, 7,9 milhões em 2021, 9,9 milhões em 2022, 10,9 milhões em 2023, 14,3 milhões em 2024 e 16,8 milhões em 2025. Até o dia 18 deste mês, foram servidas 5.271.226 refeições este ano.
Esse aumento é resultado de ações do Governo do Distrito Federal (GDF), através da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). A ex-secretária interina, Jackeline Canhedo, destacou que foram abertos quatro novos restaurantes comunitários e reduzido o preço das refeições. O café da manhã custa R$ 0,50, o almoço R$ 1 e o jantar R$ 0,50. O serviço foi ampliado, agora disponível todos os dias, incluindo fins de semana e feriados.
As novas unidades foram inauguradas em Pôr do Sol, Arniqueira, Samambaia (Expansão) e Varjão. Além disso, 13 restaurantes existentes passaram por reformas, proporcionando café da manhã e jantar e abrindo aos domingos e feriados. A única exceção é o restaurante de Ceilândia Centro (DJ Jamaika), cuja ampliação já está prevista.
A dona de casa Maria Elisabeth Oliveira, de 64 anos, almoça diariamente na unidade do Varjão. “O pessoal me recebe muito bem, o almoço é ótimo e é bem perto de casa. Não tenho que cozinhar, economizo no gás”, relata.
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Após degustar as refeições, o autônomo Odyr Pires, de 68 anos, afirma: “Esse restaurante é tudo. O pessoal aqui se reúne para tomar café antes do trabalho. Mesmo nos fins de semana, está todo mundo almoçando. Antes, pagava R$ 20 a R$ 25 em restaurantes e agora estou aqui, pagando R$ 1. A diferença é enorme.”
O pintor automotivo Raimundo Miranda, de 55 anos, que possui diabetes e hipertensão, elogia o cardápio balanceado dos restaurantes comunitários. “Outras comidas são caras e pesadas, enquanto aqui é uma alimentação saudável e acessível”, diz.
Prêmio

A expansão dos restaurantes comunitários foi vital para o Distrito Federal receber, por dois anos consecutivos, o Selo Betinho, concedido pela Organização da Sociedade Civil (OSC) Ação da Cidadania. Essa premiação reconhece os esforços dos governos na implementação de políticas públicas para combater a fome e garantir a segurança alimentar.
Para concessão do selo, são avaliados critérios como a existência e funcionamento de instâncias do Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan), implementação de programas para o combate à fome, além da transparência e monitoramento das políticas de segurança alimentar. Jackeline Canhedo finaliza: “Isso demonstra nosso compromisso em fortalecer políticas públicas eficazes, como os restaurantes comunitários e o Cartão Prato Cheio, que combatem a insegurança alimentar em diversas intensidades.”

