InícioBrasilPolíticaSou da Paz apresenta proposta de segurança pública para as eleições.

Sou da Paz apresenta proposta de segurança pública para as eleições.

O Instituto Sou da Paz lançou, nesta terça-feira (9), a campanha Vote pela Paz e a agenda eleitoral “Brasil em Ação pela Paz – Propostas para uma Segurança Pública de Verdade”. O objetivo é qualificar o debate eleitoral e pressionar candidaturas a apresentarem planos consistentes, metas e compromissos reais para reduzir a violência no país, contrapondo-se a abordagens baseadas no improviso e no populismo.

“A população está cansada de frases de efeito, improviso e promessas simplistas na área da segurança pública. O que as pessoas querem é resultado concreto, proteção no cotidiano e políticas que funcionem de verdade. O período eleitoral é uma oportunidade importante para elevar a qualidade desse debate”, afirmou Carolina Ricardo, diretora-executiva do Sou da Paz.

Embora alguns indicadores nacionais tenham apresentado melhora, como a queda dos homicídios, o Sou da Paz ressalta que o Brasil ainda enfrenta uma realidade alarmante, com mais de 44 mil pessoas vítimas de mortes violentas anualmente. Há também a expansão do crime organizado, aumento das fraudes e extorsões digitais, medo de roubos, especialmente de celulares, e crescente violência contra meninas e mulheres.

A agenda de propostas apresenta ações aplicáveis nos âmbitos estadual e federal, organizada em cinco eixos prioritários: proteção de meninas e mulheres; fortalecimento das polícias; enfrentamento ao crime organizado; redução dos roubos; e retirada de armas ilegais de circulação.

As propostas destacam a valorização dos profissionais de segurança, o fortalecimento da investigação criminal, o uso responsável de tecnologia, a integração entre instituições e o combate ao tráfico de armas.

Dados da pesquisa “O que pensa a população brasileira sobre segurança pública”, do Sou da Paz, revelam que 94% da população reconhece algum grau de violência na cidade onde vive. Mais da metade (53%) evita sair à noite, e um terço (31%) evita o uso de celular na rua como forma de autoproteção.

“A sociedade quer firmeza, mas quer firmeza que funcione. Existe uma maioria favorável a soluções inteligentes, ao uso de tecnologia, à investigação e à profissionalização das polícias. O desafio agora é transformar essa demanda social em compromisso político concreto”, explica Carolina.

A pesquisa também mostra que, para 82% das pessoas, as câmeras corporais protegem os bons policiais e produzem provas contra criminosos; 73% acreditam que mais armas significam mais mortes e violência; e 65% avaliam que não é preciso mais policiais, mas sim uma polícia melhor e mais preparada.

Carolina destacou a importância de ampliar o olhar sobre o crime organizado, que vai além do tráfico de drogas: “É preciso trazer o sistema financeiro para o debate, fazer investigação financeira e combate à lavagem de dinheiro.”

De acordo com dados da agenda eleitoral, o crime organizado movimentou mais de R$ 350 bilhões nos últimos três anos, englobando atividades como venda de combustíveis, garimpo ilegal e contrabando de cigarros e bebidas alcoólicas. Esse fenômeno não só afeta os territórios, mas também infiltra-se na administração pública e na política, resultando em violência e diminuição da confiança da população nas instituições.

“Essa presença se reflete em um crescimento de 335% de casos de violência política no Brasil nos últimos três anos; apenas nos primeiros meses de 2022, foram 45 homicídios”, menciona a agenda.

Uma das propostas é fortalecer a integração e cooperação entre instituições como Receita Federal, Polícia Federal, Banco Central, Ministério Público e polícias estaduais, além de cooperações internacionais, promovendo estratégias de atuação conjunta contra a lavagem de dinheiro e os diversos mercados ilícitos.

Outra medida sugerida é o reordenamento da ação policial, priorizando investigações, investimento em inteligência e fortalecimento de perícias, visando asfixiar as organizações em suas bases financeiras e de comando. O Sou da Paz defende que operações de incursão territorial devem ser consideradas apenas em condições de segurança reais para a população e os policiais.

Fonte: Agência Brasil

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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