O setor de serviços, incluindo atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), cresceu 1,2% de março para abril. Esta marca representa a primeira alta em seis meses.
Em março, o setor apresentou uma queda de 1,1%. No acumulado de 12 meses, houve uma expansão de 2,9%. Comparado a abril de 2025, o crescimento foi de 1,9%.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação entre meses consecutivos, a última alta ocorreu em outubro de 2025, com uma expansão de 0,3%, atingindo o nível mais alto da série iniciada em janeiro de 2011.
Desempenho do setor nos últimos seis meses:
- Governo considera enviar alerta para devolução de celulares roubados pelos Correios, diz Lula.
- Governo registra Pix como marca de renome no INPI
- “Durigan defende soberania e Pix em apoio ao Brasil”
- Governo planeja elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para até 32%
- “Novo Desenrola beneficiou 6 milhões de pessoas, afirma Dario Durigan”
- Abril: +1,2%
- Março: -1,1%
- Fevereiro: 0%
- Janeiro: 0%
- Dezembro: -0,3%
- Novembro: -0,1%
O resultado de abril representa a maior variação positiva desde outubro de 2024, quando os serviços cresceram 1,3%.
O analista do IBGE, Rodrigo Lobo, informou que os dados de abril colocam o setor no mesmo nível do fechamento de 2025. Ele ressaltou que não é possível concluir se o setor mudou sua tendência de desempenho.
“O setor de serviços opera em um patamar elevado, apenas 0,3% abaixo do pico da série, alcançado em outubro de 2025, sem uma trajetória claramente definida, seja ascendente ou descendente.”
Atividades
Para calcular o desempenho do setor, pesquisadores do IBGE coletam dados de 166 tipos de serviços, distribuídos em cinco grandes grupos de atividades. Todos os grupos apresentaram desempenho positivo na transição de março para abril, tendo como principal influência o segmento de transportes, armazenagem e correios.
- Serviços prestados às famílias: 1,4%
- Informação e comunicação: 0,5%
- Serviços profissionais e administrativos: 0,4%
- Transportes, armazenagem e correio: 0,9%
- Outros serviços: 2,2%
Entre as atividades mencionadas, a com maior peso é a de transportes, armazenagem e correios, que representa mais de um terço (36,4%) do setor de serviços brasileiro.
Preço de avião ajudou
“O resultado no setor de transportes é significativamente impactado por um avanço de 7% no transporte aéreo de passageiros, após dois meses consecutivos de resultados negativos, durante os quais o segmento sofreu uma perda acumulada de 16,6% entre fevereiro e março de 2026,” explicou Lobo.
O gerente da pesquisa destacou que o preço das passagens aéreas foi crucial para o desempenho positivo do setor em abril.
“Nos meses de fevereiro e março, os preços tiveram um aumento de 18,4%, enquanto em abril houve uma queda de 14,45% nesse componente do índice de inflação (IPCA).”
Em abril de 2026, o volume de transporte de passageiros aumentou 2,6% em comparação com o mês anterior, enquanto o transporte de cargas teve uma queda de 0,9%.
Índice de atividades turísticas
A Pesquisa Mensal de Serviços também revelou um crescimento de 4,1% no índice de atividades turísticas (Iatur) em abril, em comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses, o índice avançou 2,7%.
Os resultados mostram que as atividades turísticas estão 11,2% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 2,2% abaixo do recorde histórico, registrado em dezembro de 2024.
O Iatur abrange 22 das 166 atividades de serviços analisadas na pesquisa relacionadas ao turismo, incluindo hotéis, agências de viagens, buffets e transporte aéreo de passageiros.
Informações são disponibilizadas para 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.
Fonte: Agência Brasil

