O Novo Desenrola, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas, já beneficiou, nos primeiros dias, mais de 6 milhões de pessoas e famílias, conforme informado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Deste total, aproximadamente 4 milhões de pessoas quitaram suas dívidas.
“São pessoas com dívidas pequenas de até R$ 100”, detalhou o ministro da Fazenda em uma entrevista ao portal UOL nesta terça-feira (9).
O Novo Desenrola Brasil foi desenvolvido para reduzir a inadimplência e facilitar a recuperação do crédito, beneficiando principalmente brasileiros de baixa e média renda, especialmente aqueles que ganham até cinco salários mínimos e possuem dívidas bancárias em atraso.
Para isso, são oferecidas condições mais benéficas do que as disponíveis no mercado para quitar ou parcelar débitos.
- Governo planeja elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para até 32%
- Brasileiros retiram R$ 482,8 milhões em valores não reclamados nos bancos em abril
- Poupança tem entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio
- Confiança do consumidor em São Paulo cai 0,4% em maio.
- Plano Brasil Soberano implementa novas diretrizes e expande oportunidades para empresas
Entre as principais características estão descontos de até 90% sobre o valor da dívida e juros reduzidos (limitados a cerca de 1,99% ao mês). O parcelamento pode ser de até 48 meses.
Há também a possibilidade de utilizar parte do FGTS para abater débitos e a “desnegativação” de consumidores com dívidas de pequeno valor.
Juros
Durante a entrevista, Durigan afirmou que a alta taxa de juros no Brasil tem prejudicado as pessoas, mas que, por meio do programa, o governo está ajudando a população a lidar com essa realidade.
“Dados desta manhã mostram que mais de 6 milhões de pessoas e famílias já foram beneficiadas pelo Novo Desenrola logo nos primeiros dias”, ressaltou o ministro, lembrando que essa é uma mobilização nacional que se encerrará em 2 de agosto.
Segundo Durigan, “cerca de 4 milhões de pessoas foram negativadas por dívidas pequenas, de até R$ 100; e 1,1 milhão já pagaram suas dívidas à vista, com descontos médios superiores a 80%”.
“Essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”, ressaltou.
Juros
O ministro da Fazenda negou que os juros no país sejam altos devido a gastos excessivos do governo.
“Eles são resultado de desarranjos causados, em grande parte, pela guerra [dos EUA e de Israel contra o Irã]. Assim, enquanto esse cenário persistir, adotaremos medidas de subvenção [de preços], como no caso da gasolina”, adicionou, reafirmando que, do ponto de vista fiscal, nada foi modificado.
“Nossas metas serão cumpridas”, concluiu o ministro da Fazenda.
Fonte: Agência Brasil

