O dólar caiu e fechou abaixo de R$ 5,09, favorecido pelos juros altos e pela valorização do petróleo. A bolsa de valores registrou a quarta queda consecutiva, pressionada por perdas no setor de mineradoras.
No início do dia, o mercado reagiu a sinais de redução das tensões no Oriente Médio, mas novas declarações do presidente americano, Donald Trump, mantiveram a cautela dos investidores.
Principais números:
- Dólar à vista: -0,42%, a R$ 5,089;
- Ibovespa: -0,20%, aos 173.371,35 pontos;
- Petróleo Brent: +1,27%, a US$ 89,22 o barril;
- Petróleo WTI: +0,85%, a US$ 82,48 o barril.
Câmbio
O dólar comercial caiu 0,42%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,089. No acumulado de julho, a moeda caiu 1,42% em relação ao real. Em 2026, a desvalorização chega a 7,28%.
O movimento acompanhou a desvalorização do dólar em relação a divisas de países emergentes, mesmo com a moeda subindo perante economias avançadas.
- Efeito Restrito do Tarifaço na Balança Comercial do Brasil
- Crescimento de 0,7% na economia em maio é impulsionado pelo consumo familiar, aponta FGV.
- Fraudes financeiras aumentam 10% após novas regulamentações do Banco Central
- Nobel da Economia aponta que impacto da IA no emprego é exagerado.
- Brasil seguirá em negociações sobre tarifas dos EUA, diz Durigan.
A moeda chegou a operar acima de R$ 5,11 na abertura, mas recuou após a confirmação de propostas de mediadores internacionais para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã, diminuindo a procura por ativos mais seguros.
No cenário interno, a diferença elevada de juros entre o Brasil e os Estados Unidos sustentou operações de carry trade, onde investidores captam recursos em países com juros baixos para aplicar em mercados com taxas mais altas.
Outra contribuição positiva para o real foi a valorização do petróleo, que melhora as perspectivas de entrada de dólares no país por meio das exportações. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, com exportações crescendo 6,7% no acumulado do mês, impulsionadas pela indústria extrativa.
Bolsa
O Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, acumulando a quarta sessão consecutiva de perdas.
O índice chegou a superar os 174 mil pontos pela manhã, impulsionado pela expectativa de retomar as negociações entre Estados Unidos e Irã. No entanto, perdeu força ao longo da tarde após Trump endurecer o discurso contra Teerã, aumentando a cautela nos mercados.
A alta das ações da Petrobras, impulsionada pelo avanço do petróleo, não foi suficiente para compensar a queda das ações de mineradoras.
Petróleo
Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta após oscilações durante o dia, refletindo incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.
O Brent, referência para a Petrobras, subiu 1,27%, para US$ 89,22 o barril, após ter superado brevemente os US$ 91 durante a sessão. O barril WTI subiu 0,85%, encerrando o dia a US$ 82,48 por barril.
Os preços reduziram parte dos ganhos após o governo iraniano confirmar que recebeu propostas de mediadores para aliviar as tensões com Washington. Contudo, a commodity voltou a subir após Trump prometer uma resposta mais contundente a novos ataques contra militares americanos.
O mercado também acompanhou as restrições ao tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz e as novas ameaças dos houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho, fatores que continuam alimentando preocupações com a oferta global de petróleo.
*Com informações da Reuters
Fonte: Agência Brasil

