InícioBrasilDireitos HumanosCNU promove maior diversidade no serviço público, afirma Esther Dweck.

CNU promove maior diversidade no serviço público, afirma Esther Dweck.

As edições do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) visam tornar o serviço público mais representativo da sociedade brasileira, conforme afirmou a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante a apresentação do balanço da última edição do concurso, em Brasília.

De acordo com a ministra, os certames de 2024 e 2025 têm como objetivo “reconstruir a capacidade de fazer políticas públicas” e “incluir no serviço público brasileiro pessoas que representem nossa diversidade, seja regional, étnica ou de gênero”.

Dados revelados pela ministra mostram que quatro em cada dez aprovados na última edição do CNU pertencem a grupos contemplados por cotas legais: 29,7% são negros, 2% indígenas, 1,2% quilombolas e 7,6% possuem deficiência.

A proporção de aprovados nas vagas reservadas para cotas no CNU 2025 (40,5%) superou a do CNU 2024 (33,6%).

Mulheres e regiões

O percentual de mulheres aprovadas aumentou de 37% para 48,4% entre as duas edições do concurso. O percentual de aprovados da Região Nordeste também cresceu, passando de 26% para 29,3%.

No CNU 2025, o Sudeste, com a maior população e diversas instituições públicas federais, obteve 34,5% das aprovações. O Centro-Oeste, onde está localizada a administração pública federal, teve 25,3% das aprovações. Já as regiões Norte e Sul representaram, respectivamente, 5,2% e 5,7% dos aprovados.

Os aprovados no CNU 2025 vieram de 578 cidades, correspondendo a mais de 10% dos municípios brasileiros.

Respeito ao arcabouço fiscal

A ministra Esther Dweck informou que o número de pessoas que ingressaram no serviço público desde 2023 é de 19.381, enquanto 16.546 servidores se aposentaram, resultando em um saldo positivo de 2.835 servidores na administração pública federal.

Apesar disso, esse número não repara as perdas de pessoal ocorridas entre 2016 e 2018, que totalizaram 29.078 servidores, e entre 2019 e 2022, com saldo negativo de 44.502, totalizando 73.580 servidores federais a menos em seis anos.

Dweck alerta que a redução de cerca de 70 mil servidores responsáveis pela formulação e execução de políticas públicas poderá repetir-se nos próximos anos, com as aposentadorias previstas entre 2026 e 2030.

“Portanto, está muito longe de ter uma máquina [pública] inchada.”

A ministra assegura que as contratações e remunerações dos servidores públicos estão em conformidade com o arcabouço fiscal, referindo-se à Lei Complementar nº 200/2023, que limita o crescimento das despesas públicas entre 0,6% e 2,5% ao ano, atrelado à receita do Estado.

Dado o déficit no serviço público e a previsão de novas perdas, Esther Dweck defende a realização de novos concursos, incluindo para professores e técnicos de universidades e institutos federais.

A ministra acredita que novas admissões não ultrapassarão o limite orçamentário estabelecido pela lei. “Não há como agir fora das regras fiscais.”

Fonte: Agência Brasil

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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