A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ocorre neste domingo (7) na Avenida Paulista, reunindo uma grande multidão de pessoas. Este ano, o evento celebra 30 anos de história e adota o tema “30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”, que destaca a importância do voto e da participação democrática na defesa dos direitos da população LGBT+.
A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo teve sua primeira edição em 1996, na Praça Roosevelt, e desde 1997 ocupa a Avenida Paulista, onde se consolidou. Desde então, o evento sempre trouxe à discussão temas importantes como o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia. No ano passado, o foco foi o envelhecimento.
Matheus Emílio Pereira da Silva, diretor da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), comentou: “Hoje é um marco para nós porque todos os direitos que temos hoje da população LGBT+ passaram pela Avenida Paulista.”
“Em 2005 tratamos sobre o direito à união estável, reconhecido pelo STF uma década depois. Em 2006, abordamos a criminalização da LGBTfobia, que também foi reconhecida pelo STF como crime equiparado ao racismo. Discutimos direitos da população trans, doação de sangue e adoção. Todos esses temas, antes de chegarem aos tribunais, passaram pela Avenida Paulista. Isso evidencia a importância da Parada de São Paulo nesses 30 anos de lutas”, destacou Silva.
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Apesar dos avanços, o diretor ressalta que ainda há desafios pela frente.
“Precisamos de um compromisso do nosso Legislativo para assegurar esses direitos na letra da lei, e não apenas através de decisões judiciais”, afirmou.
Por isso, o tema deste ano é eleições. “É fundamental conscientizar nossa população, especialmente as pessoas LGBT+, para que elijam e votem em representantes comprometidos com seus direitos e com a sociedade”, enfatizou Silva.
Menos patrocínio
Este ano, a Parada conta com 14 trios elétricos, menor número em função da diminuição de patrocínios, com uma redução de 60% na receita. Essa queda também impactou ações sociais e culturais promovidas pela APOLGBT-SP.
A manifestação começou às 10h e conta com a presença de artistas como Pabllo Vittar, Urias, Gloria Groove, entre outros, além da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello.
“O Ministério dos Direitos Humanos tem presença marcante na Parada. É uma alegria estar aqui. Neste ano, apresentamos a campanha ‘O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas‘, que visa ressaltar a importância da garantia dos direitos da população LGBT”, disse a ministra em entrevista à Agência Brasil.
“Temos políticas voltadas para diferentes dimensões da população LGBTQIA+, desde empoderamento e inclusão produtiva até acolhimento em momentos de vulnerabilidade. Recentemente enviamos ao Congresso Nacional a Política Nacional de Direitos LGBT, que abordará diversas dimensões, incluindo o enfrentamento da violência”, acrescentou a ministra.
A secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, também presente no evento, mencionou um acordo técnico com o Ministério da Justiça e o CNJ para coletar dados sobre violência contra a população LGBT+.
“Vamos construir protocolos institucionais que ajudem em todo o processo, desde o acolhimento da denúncia até a investigação e o sistema de justiça”, explicou.
Fonte: Agência Brasil

