Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram em assembleia, na última sexta-feira (10), encerrar a paralisação iniciada na quinta-feira (9). A decisão foi pelo prosseguimento de um calendário de ações em todo o estado.
De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp), a decisão foi tomada por cerca de 10 mil participantes, que avaliaram positivamente a greve, com adesão média de 40% da rede estadual, e decidiram dar continuidade à luta por meio de atos, reuniões e mobilizações junto à comunidade escolar.
Para esta terça-feira (14), está programada uma mobilização a partir das 14h30 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), onde a categoria pretende acompanhar os debates e pressionar os parlamentares pela retirada de pauta do PL 1.316, que aborda a Reforma Administrativa da Educação.
Uma nova assembleia estadual está convocada para o dia 28 de abril, às 15h, na Alesp, quando serão discutidos os próximos passos do movimento.
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Demandas
A categoria reivindica reajuste salarial, aplicação correta do piso nacional como base da carreira, valorização profissional, melhores condições de trabalho e mudanças nas políticas educacionais em curso no estado.
A pauta da mobilização inclui também a retirada de pauta do PL 1.316 e a revogação da Avaliação de Desempenho, que é considerada injusta pela entidade.
Os professores solicitam a abertura de classes para o ensino regular e educação de jovens e adultos (EJA) no período noturno, além de educação especial inclusiva que atenda às necessidades de alunos atípicos e com deficiência.
Outro ponto destacado pela entidade é a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que busca a equiparação salarial dos professores da educação básica com outros profissionais de nível superior.
O movimento também questiona a “plataformização do ensino”, que se refere à integração intensiva de plataformas de empresas privadas na aprendizagem e na rotina da sala de aula.
Fonte: Agência Brasil

