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Samu registra mais de 83 mil atendimentos no DF no primeiro trimestre de 2026

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou mais de 83,9 mil atendimentos no Distrito Federal entre janeiro e março de 2026, conforme dados levantados pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). Esse número representa um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2025, que teve cerca de 71,1 mil ocorrências.

Os casos clínicos representam a principal razão para acionamento do serviço, superando as ocorrências traumáticas. Além disso, as equipes do Samu atendem situações nas áreas psiquiátrica, obstétrica e pediátrica, refletindo a diversidade e a complexidade dos casos enfrentados diariamente pelos profissionais de atendimento pré-hospitalar móvel.

O aumento no volume de atendimentos aponta para uma maior demanda por serviços de urgência e emergência em todo o DF. As equipes frequentemente atuam em diferentes tipos de ocorrências simultaneamente, exigindo constante preparo e agilidade no atendimento.

Segundo Lorhana Morais, diretora do Samu-DF, os servidores passam por atualizações obrigatórias em todas as áreas a cada dois anos. “Atendemos a demanda com qualidade e boa preparação profissional, para prestar um atendimento qualificado”, afirma. Ela menciona ainda que o aumento da divulgação sobre o serviço é uma das razões para o crescimento no acionamento: “A população está aprendendo a ligar no 192; temos trabalhado constantemente na educação e repasse de informações.”

O perigo dos trotes

Apesar do aumento nos atendimentos, a diretora destaca a questão dos trotes, que ainda representam um problema significativo, especialmente em períodos de férias ou feriados. Nos primeiros três meses de 2026, foram registradas 1.697 chamadas falsas no DF.

“A ligação que está ocupada com um trote pode ser a perda de alguém que realmente precisava e não conseguiu falar com a nossa regulação.”

Lorhana Morais, diretora do Samu-DF

Esse cenário enfatiza a importância do uso consciente do Samu, pois ligações indevidas podem atrasar o socorro para quem realmente precisa e resultar em deslocamento desnecessário de equipes. Lorhana reforça que chamadas falsas impactam diretamente no tempo de resposta em ocorrências reais: “É fundamental que os pais estejam atentos às crianças e que incentivemos a inibição desse comportamento em jovens e adultos. Uma ligação ocupada por um trote pode custar a vida de alguém que realmente precisava.”

No centro de atendimento, a chamada é inicialmente atendida por um médico, que fornece orientações de primeiros socorros ao solicitante, enquanto uma equipe se desloca ao local — podendo ser feita uma videochamada em casos de extrema necessidade.

“Com orientações corretas no tempo certo, uma criança pode ser desengasgada, por exemplo. A cada minuto sem assistência em uma parada cardiorrespiratória, a sobrevida do paciente diminui em 10%, além de aumentar as chances de sequelas. O atendimento nos primeiros minutos é crucial”, acrescenta Morais.

Além de comprometer o fluxo do atendimento, os trotes configuram crime. A prática se enquadra no artigo 266 do Código Penal Brasileiro, que aborda a interrupção ou perturbação de serviços de utilidade pública, com pena de detenção de um a três anos e multa. Em certos casos, também pode ser aplicada punição conforme o artigo 340, que penaliza a comunicação falsa de ocorrência de crime.

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Fábio Sakamoto
Fábio Sakamotohttps://dfnamidia.com.br
Jornalista MTB/DRT 0011561/DF, Desenvolvedor Web. Apaixonado por quadrinhos, filmes, séries e música.

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