A rotina na chácara de Guilherme Pereira, de 32 anos, na Ponte Alta do Gama, começa cedo. Há doze anos, ele produz tilápia em uma propriedade familiar de 70 hectares, que começou com três tanques.
Atualmente, ele possui 21 tanques e a produção anual ultrapassa 200 mil quilos de peixe. “Nosso diferencial é a proximidade com o consumidor, permitindo agregar valor à tilápia. É uma proteína de alta qualidade, que chega fresca rapidamente às prateleiras”, destaca o produtor rural.
Guilherme atribui seu crescimento ao apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). “Desde a regularização e obtenção de licenças até a construção dos viveiros, a Emater continua sendo uma parceira importante na assistência técnica e na parte sanitária”, ressalta o piscicultor.
A trajetória de Guilherme reflete a expansão da piscicultura no Distrito Federal. Dados da Emater mostram que a produção de pescado aumentou de 2.163.472 quilos em 2024 para 2.636.952 quilos em 2025, com a tilápia representando mais de 95% desse volume.
“A tilápia é um peixe que é fácil de criar e adequado tanto para crianças quanto para adultos. Uma novidade é que o DF começou a exportar filhotes para outros estados, devido ao conhecimento técnico e boas práticas que asseguram a qualidade sanitária dos alevinos”, explica Adalmyr Borges, coordenador do Programa de Aquicultura da Emater-DF.
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Para 2026, a Emater espera que a expansão continue, especialmente com a incorporação de novas áreas utilizando reservatórios de irrigação para a criação de peixes.
Além disso, o fornecimento de filé de tilápia para a alimentação escolar tem incentivado os produtores. “No final do ano passado, foi lançado um edital para esse fornecimento. Uma cooperativa do DF venceu e começará as entregas. Isso está fazendo com que os produtores se organizem e incentiva outros a investir na produção”, finaliza.

