Com a chegada das temperaturas mais baixas, sintomas como tosse, febre e dificuldade para respirar voltam a levar crianças às unidades de saúde. Para dar mais agilidade a esse atendimento, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia passou a oferecer teleconsulta pediátrica, sendo a quarta unidade do Distrito Federal a implementar esse serviço exclusivo para o público infantil.
A auxiliar de serviços gerais Laura Pereira da Silva compartilhou sua experiência ao levar o filho de 2 anos para atendimento. Em poucos minutos, ele foi atendido por vídeo, com o suporte da equipe de enfermagem. “Cheguei preocupada, como toda mãe fica. Quando mencionaram a teleconsulta, fiquei na dúvida, mas o atendimento foi muito rápido. Saí mais tranquila”, relatou.
A teleconsulta pediátrica foi implementada na unidade no dia 1º, integrando a estratégia do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) para aumentar a capacidade de resposta da rede em períodos de alta demanda por atendimento.
Esse serviço se alinha ao comportamento observado nesta época do ano, quando a queda das temperaturas costuma resultar em uma maior procura por atendimentos respiratórios infantis.
“O atendimento se torna mais organizado, o tempo de espera diminui e a experiência de quem procura a unidade melhora”
🔥 LEIA TAMBÉM
- Junho Vermelho: A generosidade silenciosa que assegura o futuro das crianças no HCB
- Descubra a programação cultural deste domingo
- Fornecimento de energia será interrompido no Plano Piloto nesta segunda-feira (15) para obras
- Painel de fotos no HRSM registra momentos pré-parto para gestantes.
- Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre em Planaltina nesta segunda (15)
Juliete Souza, gerente da UPA do Paranoá
Rede amplia teleconsulta nas UPAs
Atualmente, o Distrito Federal conta com 11 UPAs que oferecem teleatendimento, um número que foi recentemente aumentado com a introdução do serviço na UPA do Paranoá, inaugurada no dia 31. Isso fortalece a cobertura em várias regiões administrativas.
Além disso, quatro unidades estão equipadas para atender exclusivamente o público infantil: Sobradinho, São Sebastião, Recanto das Emas e agora Ceilândia.
Com essa estratégia, a organização do atendimento é um dos principais benefícios destacados pelas equipes.
A gerente de Assistência das UPAs do IgesDF, Adriana Gonçalves, ressaltou que a ampliação do serviço contribui diretamente para um atendimento mais eficiente. “A teleconsulta pediátrica garante mais agilidade nos casos de menor complexidade e permite que a equipe presencial se concentre em atendimentos mais graves”, afirmou.
Como funciona o atendimento
Na prática, o atendimento é estruturado dentro da unidade, mesmo sendo realizado por vídeo. O processo começa com a classificação de risco. Pacientes com pulseira verde, que indicam menor gravidade, podem optar pela teleconsulta. Antes do atendimento, é apresentado um termo de consentimento à família.
Após isso, a criança é encaminhada a uma sala equipada para o atendimento remoto, onde um profissional de enfermagem está presente o tempo todo, auxiliando e garantindo uma comunicação eficiente com o médico.
Durante a teleconsulta, o médico faz perguntas, avalia o quadro clínico e orienta o tratamento. Ao final, a família recebe orientações, encaminhamentos e, se necessário, uma prescrição médica. Com a operação do serviço, os impactos já são percebidos na rotina das unidades. A gerente da UPA do Paranoá, Juliete Souza, mencionou que a teleconsulta melhora o fluxo desde a acolhida do paciente. “O atendimento fica mais organizado, o tempo de espera diminui e a experiência de quem procura a unidade melhora”, destacou.
A mudança na rotina das equipes também é significativa. “A implantação representa um avanço na forma de cuidar, trazendo mais agilidade e resolutividade para o atendimento”, enfatizou a supervisora de Enfermagem da unidade, Roberta Seabra.
Segundo a gerente da UPA de Ceilândia, Graziele Faria, a aceitação do serviço tem crescido entre os pacientes. “Já notamos mais agilidade no atendimento dos casos de menor complexidade. Isso ajuda a reduzir o tempo de permanência e a manter o fluxo mais organizado”, concluiu.
*Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

