O Relatório Anual sobre Antissemitismo no Brasil 2025, divulgado nesta segunda-feira pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), destaca o registro de 989 denúncias de atos de ódio contra judeus no país ao longo do ano.
Embora esse número seja inferior aos 1.788 casos contabilizados em 2024, o relatório de 2025 indica a continuidade do ódio antijudaico no país. A entidade enfatiza que o total atual superou em 149% o registrado em 2022, quando houve 397 denúncias.
“A leitura imediata esconde um dado que especialistas consideram mais preocupante do que a própria escalada: a permanência. Em relação ao período que precedeu o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, o ódio antijudaico não diminuiu, mas se consolidou”, afirma o relatório.
Conforme o documento, dos 989 casos registrados, 800 (80,8%) ocorreram em plataformas digitais. O Instagram foi responsável por 37,1% dessas denúncias online, seguido pelo Twitter/X (13,9%) e Facebook (11,6%).
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
- 30ª Parada do Orgulho LGBT+ ressalta a relevância do voto
- Caminhada em São Paulo reúne mulheres lésbicas e bissexuais contra a violência
- Desemprego entre jovens mulheres negras chega a 24,7%, aponta estudo.
- Governo inicia campanha para promover a visibilidade e os direitos LGBTQIA+
- Mais de 70 mulheres sofreram cassação de mandato em uma década no país.
O levantamento também identificou, por meio de inteligência artificial, 115.970 manifestações consideradas antissemitas na internet em 2025. O potencial alcance desse conteúdo atingiu 66 milhões de pessoas, o que representa mais de um terço da população adulta brasileira.
“O antissemitismo não é um problema restrito à comunidade judaica. Historicamente, ele antecede processos de erosão democrática, naturalização da violência simbólica e enfraquecimento do estado de direito. Onde ele avança, outras formas de intolerância e autoritarismo tendem a surgir”, destaca o documento.
Fonte: Agência Brasil

