As instituições financeiras receberão novos recursos para lidar com suspeitas de fraudes ou ataques hackers. O Banco Central (BC) anunciou novas medidas para aumentar a segurança e melhorar a gestão da Conta Pagamentos Instantâneos (Conta PI), utilizada por bancos e outras instituições para liquidar transações em tempo real.
Essas medidas surgem dois dias após um ataque hacker ter desviado cerca de R$ 100 milhões do Banco BTG Pactual utilizando a Conta PI da instituição.
O BC, no entanto, afirma que o reforço na segurança não é uma resposta ao incidente e que as mudanças fazem parte de uma nova fase de melhorias do Agenda BC, visando modernizar o sistema de pagamentos no Brasil.
O que muda?
A nova fase expande as ferramentas de monitoramento e resposta a riscos operacionais e fraudes, focando nas contas do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI).
Conta PI
A Conta PI é gerida pelas instituições no Banco Central para permitir liquidações instantâneas. O controle adequado desses recursos é fundamental para garantir o funcionamento seguro e contínuo do sistema de pagamentos.
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Novas regras
As novas medidas incluem:
- Limite mínimo de saldo operacional
- Bloqueio automático da conta
- Canal alternativo para consulta de extrato
Mais controle
Com o limite mínimo, as instituições podem estabelecer um valor abaixo do qual novas transações não serão autorizadas, funcionando como um “piso de segurança” para evitar perdas em caso de falhas ou irregularidades.
Bloqueio automático
Se o saldo atingir o limite mínimo e essa opção estiver ativada, a conta será bloqueada automaticamente para novas operações até que a instituição realize o desbloqueio manualmente.
Canal extra
Outra novidade é a criação de um canal alternativo para consulta de extratos, permitindo o acompanhamento das movimentações mesmo em situações de falhas no acesso à rede do sistema financeiro.
Desde 2025, estão disponíveis funcionalidades como:
- Monitoramento de saldo em tempo real
- Alertas automáticos de risco
- Bloqueio e desbloqueio manual
Objetivo
De acordo com o Banco Central, as medidas visam reforçar a segurança operacional, proteger os recursos das instituições e aumentar a confiança no sistema financeiro. A autoridade monetária destacou que as mudanças também têm o objetivo de ampliar a capacidade de adaptação do ambiente de pagamentos instantâneos no Brasil.
Fonte: Agência Brasil

