Aumento de atendimentos por doenças respiratórias no Hecad gera alerta para o pós-Carnaval e destaca a importância da prevenção
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta sobre o crescimento de casos de doenças respiratórias em crianças e adolescentes antes mesmo do Carnaval. Esse aumento é esperado também para o período pós-folia, em decorrência das aglomerações e da maior circulação de vírus.
O Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) já observa um incremento na demanda desde o início do ano. Normalmente, os atendimentos aumentam a partir de março, após o Carnaval. Em 2026, no entanto, o aumento começou mais cedo.
Doenças respiratórias
Somente em janeiro, a unidade registrou 574 atendimentos relacionados a problemas respiratórios. Até os primeiros dez dias de fevereiro, foram mais de 310 atendimentos com queixas respiratórias. Esse aumento representa 72% na média diária de casos em comparação a janeiro, gerando preocupação nas equipes assistenciais.
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Os principais diagnósticos incluem gripes, bronquiolites, pneumonias e infecções virais, como Influenza e Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A expectativa é de um aumento nos índices nas próximas semanas, especialmente após o Carnaval, quando as crianças e adolescentes podem ser expostos a vírus transmitidos por familiares em eventos e aglomerações.
Bruna Barbosa, gerente de Enfermagem do Hecad, ressalta a importância do monitoramento constante dos dados para antever ações.
“Estamos monitorando esse crescimento com atenção e organizando a assistência para garantir atendimento seguro e de qualidade às crianças que chegam à unidade”, afirma.
Outro aspecto que merece atenção é que o período sazonal das doenças respiratórias pode ser mais intenso em 2026. Em 2025, a média mensal de atendimentos por causas respiratórias foi de 828 casos. Se o ritmo observado em fevereiro se mantiver, projeta-se que o número de atendimentos ultrapasse em até 12% o total do ano anterior, mesmo antes do início oficial do período sazonal.
Prevenção e vacinação
A SES reforça a importância de adotar medidas preventivas, como manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe, higienizar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel, e evitar ambientes fechados e aglomerações em períodos de maior circulação viral.
Flávia Godoy, diretora técnica assistencial do Hecad, enfatiza o papel das famílias neste período.
“É fundamental que os responsáveis redobrem os cuidados, evitem a exposição desnecessária das crianças a ambientes com grande circulação de pessoas e procurem atendimento ao primeiro sinal de agravamento dos sintomas”, orienta.
Vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)
A SES também destaca a importância da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite. Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para gestantes entre a 28ª e a 36ª semana de gravidez — preferencialmente entre 32 e 36 semanas —, a imunização permite que a mãe produza anticorpos e os transfira ao bebê ainda durante a gestação, assegurando proteção contra formas graves da doença nos primeiros seis meses de vida.
A vacina deve ser administrada uma vez a cada gestação e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nas salas de vacinação da rede primária.

