Terroristas explodiram carro-bomba e atiraram contra agentes, enquanto centenas de detentos fugiram
O início de um tiroteio entre militantes do grupo terrorista Estado Islâmico e equipes de seguranças afegãs logo após a explosão de um carro bomba, fez ao menos 24 vítimas nessa segunda feira (3). O ataque foi a uma prisão em Jalalabad, ao leste do Afeganistão.
O grupo terrorista explodiu um carro bomba na área que dá acesso a prisão, onde juntamente com criminosos comuns, prisioneiros do Estado Islâmico e do Taleban ficavam presos. Após a explosão, os combatentes começaram a atirar contra a equipe de segurança local.
Durante o ataque, 21 civis e membros da segurança morreram e 43 pessoas ficaram feridas. De acordo com o porta-voz do governador da província de Nangarhar, três terroristas morreram durante o combate.
Após a explosão inicial, a maior parte dos detentos fugiu da prisão. Até o 12h desta segunda no horário local (4h30, no horário de Brasília), pelo menos 700 presos haviam sido recapturados. Ainda há divergências sobre o número total de fugitivos.
Forças especiais do Afeganistão foram enviadas a Jalalabad para auxiliar a polícia local. Moradores das regiões ao redor da prisão estão sendo evacuados e a cidade entrou em ‘lockdown’.
- Mauro Vieira aborda o Fundo de Florestas Tropicais em evento em Luxemburgo.
- EUA impõem novas sanções a empresa de mineração e ao presidente de Cuba.
- Brasil é escolhido para integrar o Conselho Econômico e Social da ONU
- “EUA: Argumentos para Impor Tarifas Não Têm Legitimidade, Diz Vieira”
- Falece Marjane Satrapi, autora de Persépolis, aos 56 anos
“Toda a cidade de Jalalabad está sob toque de recolher, as lojas estão fechadas”, disse à agência de notícias “Reuters” o parlamentar afegão Sohrab Qaderi. “Jalalabad está completamente vazia.”
O ataque ocorreu um dia depois que a agência de inteligência afegã informou que as forças especiais do país mataram um comandante sênior do Estado Islâmico perto de Jalalabad.
Nesse domingo, também se encerrou uma trégua de três dias estabelecida entre os talebãs e as forças afegãs em respeito ao Aid al-Adha, feriado sagrado para os muçulmanos. O Estado Islâmico, que assumiu a responsabilidade pelo ataque, não participa da trégua.


