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GDF amplia estratégias para combater a dengue

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Com registro de mais de 22 mil casos de dengue, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal amplia as ações para combater a doença. Em Ceilândia, Brazlândia, Planaltina, Sobradinho, São Sebastião e Paranoá, foram instaladas tendas na área externa de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para prestar os cuidados iniciais aos pacientes.

Secretário de Saúde lembrou que 90% dos focos de criação do mosquito Aedes aegypti estão nas residências e é preciso engajamento das famílias para adotar as medidas de combate da proliferação do inseto

Treze carros também percorrem as ruas das regiões com maior incidência de casos para a aplicação do chamado “fumacê”. As informações foram apresentadas em coletiva de imprensa com gestores da secretaria, realizada nesta terça-feira (19).

“Esse é um esforço muito grande, mas precisa do apoio da população”, ressaltou o secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache. Ele lembrou que 90% dos focos de criação do mosquito Aedes aegypti estão localizados nas residências e é preciso o engajamento das famílias para adotar as medidas de combate à proliferação do inseto transmissor da zika, dengue e chikungunya. O secretário defendeu que é necessária mobilização semelhante à realizada para promover a vacinação contra a covid-19.

Para o secretário Manoel Pafiadache, é necessária mobilização semelhante à realizada para promover a vacinação contra a covid-19 | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

O secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Pedro Zancanaro, explicou que o aumento do número de pacientes com dengue ou síndromes respiratórias tem resultado em superlotação nas unidades de saúde. Por isso, assim que uma região atinge a marca de 1 mil casos de dengue, devem ser ativadas as tendas para reforço do atendimento. “Algumas eram para atendimento à covid e puderam ser convertidas para os cuidados iniciais da dengue”, detalhou.

Durante a coletiva de imprensa, também foi ressaltada a realização de mais de 5.700 cirurgias em 2022 e o recebimento de novos materiais para reforçar os centros cirúrgicos e o atendimento na rede pública.

Caso Gabriel Luiz

O secretário de Saúde iniciou a entrevista lembrando o caso do jornalista Gabriel Luiz, da Rede Globo, que na noite da quinta-feira (14) foi socorrido no Hospital de Base (HBDF) após um caso de violência. O gestor mais uma vez lamentou a situação – ele havia concedido uma entrevista presencial ao jornalista poucos dias antes – e ressaltou a capacidade da rede pública de atender casos graves.

“Gabriel foi atendido depois das 11h da noite e todos os serviços necessários para o atendimento de um trauma gravíssimo, como era o dele, estavam a postos e o atenderam”, afirmou. O secretário lembrou que, além do Hospital de Base, os hospitais regionais de Ceilândia e Taguatinga também são referência para esse tipo de atendimento. “Temos que perceber a grandiosidade de termos um serviço dessa qualidade”, disse.

O tratamento dado ao jornalista seguiu os procedimentos previstos para qualquer cidadão que chega a uma unidade da rede pública com um quadro semelhante.

*Com informações da Secretaria de Saúde do DF

Fonte: Agência Brasília

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