O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou países que aproveitam a destruição gerada por guerras para lucrar com isso. O chanceler brasileiro está na França, participando como convidado da reunião entre ministros do G7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo.
Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Vieira destacou a importância de “construir e preservar mecanismos de cooperação e convivência entre os países” para evitar que conflitos locais tenham repercussões globais.
O chanceler argumentou que os conflitos atuais diferem dos que ocorreram durante as grandes guerras mundiais.
“Elas [as guerras atuais] se fracionam e se manifestam em várias formas e modelos diferentes, como vimos em Gaza, na Cisjordânia e na Ucrânia”, afirmou o ministro.
Lucros com a guerra
Nesse contexto, ele mencionou que “há países que querem aproveitar a destruição para obter lucros financeiros”, o que, segundo ele, causou um impacto negativo na economia globalizada.
- Desafio da Política Externa do Brasil é a Defesa, afirma assessor de Lula
- G7: Lula solicitará apoio para desenvolvimento e reforma na governança global
- Lula relaciona protestos no México com manifestações brasileiras de 2013.
- Brasil firma pacto para permitir perseguição policial fora das fronteiras
- Três pessoas falecem no Quênia em protestos contra centro americano de ebola.
A postura brasileira frente a esses conflitos é clara: construir e preservar mecanismos de cooperação e convivência entre os países, além de promover compreensão e prevenção de conflitos.
“Este é também um dos papéis fundamentais das Nações Unidas, entre seus encargos, assim como manter a paz e a segurança internacional”, acrescentou.
Mauro Vieira reforçou a intenção do Brasil de manter uma posição de equidistância, propondo negociações para levar as partes a um entendimento que encerre os conflitos. Assim, busca-se “salvar vidas civis e militares, além das infraestruturas econômicas que estão sendo destruídas na região”.
Fonte: Agência Brasil

