Fiscais estaduais agropecuários realizam inspeção durante o Levantamento Fitossanitário Anual do Cancro Cítrico.
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) finalizou o Levantamento Fitossanitário Anual do Cancro Cítrico sem a identificação de novos focos da doença em Goiás, com a participação de 61 fiscais estaduais agropecuários.
Técnicos inspecionaram 82 propriedades comerciais em 55 municípios, além de 40 propriedades não comerciais e 11 viveiros comerciais de citros no estado, entre outubro e dezembro do ano passado.
O intuito foi reconhecer o status fitossanitário e delimitar as áreas com presença da praga em Goiás, conforme as exigências da Instrução Normativa nº 21/2018 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Rafael Vieira, presidente em substituição da Agrodefesa, ressalta a importância do levantamento para manter o controle fitossanitário e a qualidade da produção goiana.
“Realizamos um trabalho contínuo junto aos produtores e viveiristas para evitar a disseminação de pragas. Medidas fitossanitárias são essenciais para o controle da sanidade dos pomares. Goiás é visto como uma área de expansão da fronteira citricultora no País, e manter a atenção à sanidade vegetal é fundamental para fortalecer a economia do estado e proteger a citricultura”, comenta.
Cancro Cítrico
Além dos pomares, os fiscais da Agrodefesa inspecionaram todos os 11 viveiros comerciais de citros nos municípios de Anápolis, Goiânia, Goianira, Goiatuba e Itaberaí. Durante as vistorias, dez amostras suspeitas foram coletadas e submetidas a análise laboratorial, todas apresentando resultados negativos para a bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do cancro cítrico.
Leonardo Macedo, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, explica que as equipes inspecionam uma porcentagem de áreas produtivas superior à prevista pela legislação federal, aumentando a margem de segurança em relação à doença. Ele também alerta que produtores e a população devem evitar adquirir mudas de comércio ambulante ou de origem desconhecida.
“Compre apenas de estabelecimentos cadastrados junto à Agrodefesa e ao Mapa. O comércio ambulante e os viveiros a céu aberto são proibidos e representam os principais vetores de entrada e disseminação da doença no estado”, enfatiza.
Prevenção
Os primeiros focos de cancro cítrico foram registrados em 2018 em áreas não comerciais e em 2020 em áreas comerciais em Goiás. Atualmente, o estado conta com 582 propriedades comerciais de citros em 98 municípios, abrigando 550 produtores cadastrados.
Em relação ao status fitossanitário do território goiano, este possui três categorias:
- Área Sob Erradicação, abrangendo áreas não comerciais nos municípios de Itajá, Itarumã, Jataí, Lagoa Santa e São Simão;
- Área Sob Sistema de Mitigação de Riscos (SMR), que inclui os municípios de Inaciolândia, Cachoeira Dourada, Itumbiara, Gouvelândia, Quirinópolis, Rio Verde, Cachoeira Alta, Cromínia, Joviânia e Bom Jesus de Goiás;
- Área Sem Ocorrência, correspondendo aos demais municípios do estado.
“O cancro cítrico atinge todas as variedades de citros, causando a queda de folhas e frutos, além de inviabilizar a comercialização devido às lesões e rachaduras na casca, que aceleram a podridão dos frutos. A principal forma de disseminação é por meio de mudas contaminadas, além de chuvas, ventos, equipamentos e veículos”, explica Mariza Mendanha, coordenadora do Programa de Citros da Gerência de Sanidade Vegetal da Agrodefesa.

