Bebês e crianças pequenas de grupos de risco para infecções respiratórias contarão, a partir de hoje (2), com um novo reforço na prevenção contra o vírus sincicial respiratório (VSR) na rede pública do Distrito Federal. A Secretaria de Saúde inicia a oferta do medicamento nirsevimabe para prematuros e crianças de até dois anos com condições clínicas associadas.
A estratégia abrange recém-nascidos com até 36 semanas e seis dias de gestação, além de bebês nascidos a partir de 1º de agosto de 2025. O objetivo é reduzir o impacto do VSR, principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia que levam crianças à hospitalização nos primeiros meses de vida.
As aplicações ocorrerão nas maternidades e Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Prematuros internados receberão o medicamento durante a hospitalização, enquanto crianças que estão em casa poderão ser atendidas nas UBSs designadas pela Secretaria de Saúde.
Para iniciar essa estratégia, o Distrito Federal recebeu do Ministério da Saúde um lote de 354 doses do produto. A maior parte destina-se a bebês com peso inferior a cinco quilos, enquanto outra parte atenderá crianças que atingiram ou superaram esse limite. As equipes de saúde foram orientadas a avaliar cada caso antes da aplicação e fornecer informações aos responsáveis.
Segundo a pediatra Juliana Queiroz, referência técnica na área, o nirsevimabe atua como um anticorpo pronto, oferecendo proteção imediata contra o vírus, diferentemente de uma vacina tradicional. “Esse medicamento ajuda a evitar que infecções respiratórias evoluam para quadros mais graves, reduzindo atendimentos de urgência, internações prolongadas e a necessidade de leitos de UTI pediátrica”, afirmou.
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A médica ressaltou que o período de maior circulação do vírus ocorre geralmente entre março e julho, momento em que é essencial reforçar os cuidados, como evitar levar os bebês a locais com grande concentração de pessoas e manter a higiene das mãos antes do contato.
O Distrito Federal adotou o nirsevimabe de forma preventiva antes do restante do país, ainda em 2025, quando realizou a aquisição com recursos próprios. Segundo a Secretaria de Saúde, essa iniciativa resultou na redução de quadros graves e diminuição de óbitos relacionados a infecções respiratórias na primeira infância.
Neste ano, a aplicação passa a integrar uma política nacional. Além das doses enviadas pelo Ministério da Saúde, o DF possui cerca de 1,6 mil frascos remanescentes da compra feita no ano anterior, ampliando o número de crianças beneficiadas nesta fase.
De acordo com a gerente da Rede de Frio Central da pasta, Tereza Luiza Pereira, os estoques estão sendo distribuídos às unidades responsáveis pela aplicação. “Estamos organizando o envio para garantir que o medicamento chegue aos pontos de atendimento e que a estratégia seja mantida durante o período de maior risco”, explicou.
A relação completa dos locais de atendimento pode ser consultada nos canais oficiais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

