A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) recebeu reconhecimento do Ministério da Saúde por suas ações após registros de sarampo em 2025. O documento destaca a importância da condução das medidas pelo Governo do Distrito Federal, o alinhamento entre instituições e a atuação integrada das equipes de vigilância, que foram cruciais no monitoramento e na prevenção de novos casos.

A avaliação mostra que a resposta permitiu identificar a situação precocemente, aprofundar a investigação epidemiológica e adotar medidas imediatas de controle. Segundo o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, o reconhecimento reflete a dedicação dos profissionais e a organização da rede de saúde, evidenciando a capacidade de resposta do sistema em eventos que requerem atenção epidemiológica.

As ações realizadas incluíram a intensificação da vigilância epidemiológica, o monitoramento de notificações suspeitas e a realização de exames laboratoriais. Além disso, foram promovidas campanhas de vacinação em unidades da rede pública e em locais de alta circulação, com base em dados que mostravam áreas com menor cobertura vacinal.

O histórico de notificações revela que, em 2023, foram registradas 30 suspeitas de sarampo no Distrito Federal, todas descartadas. Em 2024, o número de notificações subiu para 36, também sem confirmações. Já em 2025, até a 52ª semana epidemiológica, encerrada em 27 de dezembro, foram contabilizadas 72 ocorrências suspeitas, com apenas um caso confirmado, classificado como importado.

Após a confirmação do caso, medidas de controle foram imediatamente implementadas. As equipes da Secretaria de Saúde rastrearam 278 pessoas que tiveram contato com a paciente, que ficou em isolamento domiciliar. Os contatos receberam orientações sobre sintomas e sinais de alerta, tiveram seus cartões de vacinação conferidos e, quando necessário, foram incluídos em ações de bloqueio vacinal seletivo. Um comunicado foi enviado a toda a rede pública e privada de saúde do DF.

O sarampo é uma doença altamente transmissível que pode causar complicações graves e até óbitos, especialmente em crianças. A Secretaria de Saúde reitera que a imunização é a principal estratégia de prevenção e recomenda à população que mantenha o esquema vacinal atualizado. O Programa Nacional de Imunizações orienta que pessoas de 12 meses a 29 anos devem receber duas doses da vacina tríplice viral, adultos entre 30 e 59 anos uma dose, e profissionais de saúde duas doses, independentemente da idade.

A orientação é para que indivíduos que apresentem febre acompanhada de manchas avermelhadas ou rosadas na pele, além de tosse, coriza ou conjuntivite, procurem a unidade básica de saúde de referência, levando o cartão de vacinação para avaliação e possível atualização.