Nos próximos dias, o programa Viver 60+, da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus), vai se expandir e alcançar mais uma região: o Lago Sul. A partir do dia 25, à tarde, os atendimentos serão realizados na administração da cidade, na QI 11. A ampliação reforça uma das principais premissas do projeto: o combate ao isolamento e o cuidado com a pessoa idosa devem abranger todos os territórios. Consolidado como uma política pública permanente, o programa, focado em atividades físicas, culturais e de lazer, já atende mais de 11 mil idosos no DF.
A subsecretária de Políticas para Pessoas Idosas da Sejus, Dolores Moreira da Costa Ferreira, explica que a chegada ao Lago Sul desmistifica a ideia de que apenas regiões mais vulneráveis precisam de atenção governamental nessa área. Segundo ela, o foco está em olhar para a pessoa idosa que enfrenta isolamento, depressão e a sensação de vazio. O objetivo é fortalecer a política pública voltada à pessoa idosa, contribuindo para que as famílias cuidem de seus membros mais velhos e estreitem o vínculo familiar.
Atualmente, o Distrito Federal conta com 47 polos do Viver 60+, distribuídos em 20 regiões administrativas, com cerca de 56 turmas de atividades diversas. Desses, 41 são mantidos diretamente pela Sejus em espaços cedidos pelas comunidades.
Núcleos itinerantes
Seis polos funcionam de forma itinerante, viabilizados por um termo de fomento no valor de R$ 4 milhões com organizações da sociedade civil (OSCs). A expectativa é atender até 9 mil idosos ao longo do ano, com esses núcleos permanecendo por dois meses em cada cidade. O polo mais recente começou a funcionar na Quadra 102 do Recanto das Emas, no dia 4 deste mês, com um sucesso imediato, registrando 160 inscrições em menos de uma semana.
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O cronograma diversificado gera de 1 mil a 1,2 mil atendimentos, já que muitos idosos optam por mais de uma aula. As atividades incluem ginástica, fisioterapia, pilates, dança, inclusão digital, informática, fotografia, artesanato, crochê, musculação, customização de roupas e psicologia. Fisioterapia, pilates e musculação são as modalidades mais procuradas.
Até o fim do ano, o núcleo itinerante visitará também São Sebastião, Itapoã e Plano Piloto. “É gratificante ver o nosso trabalho sendo reconhecido e bem-recebido. Eles desenvolvem um carinho especial por nós”, celebra Marli Andrade, coordenadora do núcleo.
Fim das dores e novas amizades
O impacto na qualidade de vida dos participantes é significativo, com muitos idosos viajando entre cidades para acompanhar o núcleo itinerante. Regina Luzia Pereira, de 63 anos, começou as atividades no Sol Nascente e agora frequenta o núcleo do Recanto das Emas, transformando sua rotina de inatividade em aulas de crochê e musculação.
Para Francisca Moreira de Araújo, 69 anos, aluna de informática e musculação, o programa foi crucial para recuperar a mobilidade. Antes, ela tinha dificuldade até para se mover. Hoje, com a recuperação, ela expressa sua gratidão pela oportunidade de participar. Além do fortalecimento físico proporcionado por atividades como pilates e ginástica, o Viver 60+ oferece suporte psicológico e ajuda a combater a solidão. O casal Sinesio Gomes Mendes, 65, e Maria de Fátima Antunes, 62, destacam que a convivência substitui a solidão, criando um círculo de amizades. “O acolhimento e a saúde mental proporcionados pelo projeto são fundamentais”, afirmam.

